Apocalipse 13: A Besta do Mar e a Besta da Terra

Lição da Escola Sabatina Apocalipse

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A seguir trazemos os comentários oficiais da Lição da Escola Sabatina, EDIÇÃO DO PROFESSOR de Abril-Junho de 2002 sobre a Besta do Mar (Igreja Católica) e a Besta da Terra (A Nação Americana) em Apocalipse 13. (Páginas 102, 104, 112, 114, 116 e 122).

Os Instrumentos do Dragão contra o Remanescente – I (A Besta do Mar)


A Besta do mar. Aqui (Apoc 13) temos uma nova besta, que não foi apresentada especificamente em Daniel 2 e 7. É uma besta da era cristã, cujo tempo é profeticamente relacionado com as profecias de Daniel como um período de 42 meses.

Os adventistas do sétimo dia não são de maneira nenhuma os únicos a identificar este como o poder papal. Os reformadores protestantes foram unânimes em ver nesta besta o sistema católico romano. E realmente qualquer pessoa no tempo de João que lesse o Apocalipse seria propenso a identificar este primeiro mal com o poder romano. Mas, como nossa lição mostra claramente, o poder secular de Roma deu forma quase literal ao domínio político e religioso da Igreja Católica Romana.

A ferida mortal mencionada em Apocalipse 13:3 descreve habilmente sua neutralização política, relativamente recente em 1798 – exatamente como foi predito na profecia. Mas estamos bem depois deste tempo, bem no periodo mencionado no qual a ferida é curada e “todo o mundo ficou maravilhado e seguiu a besta”.

Os eventos nas eleições dos Estados Unidos presidenciais de 2000 mostraram quão completamente essa ferida foi curada. Vimos a condenação política e geral sobre um colégio protestante por continuar a pregar que o papado é uma instituição do anticristo.

Anos atrás, assisti uma transmissão ao vivo do papa discursando ao Parlamento da Europa. Observei como um grupo protestante radical interrompeu o discurso papal com acusações de que “este homem é o anticristo”. Foi uma interrupção grosseira, reconheçamos. Mas a reação escandalizada dos comentaristas e participantes mostrou verdadeiramente a plena reabilitação desse poder tão suspeito durante a Reforma. “Que insulto este homem de paz, um líder moral do mundo, precisa suportar!”, disseram os comentaristas de televisão, horrorisados.

Durante a Idade Média, os reis e imperadores eram forçados a reconhecer e, às vezes, fazer penitência diante do poder papal. E agora, em nossa época, todos os líderes mundiais sentem a obrigação de consultar o papado. E, conforme a comitiva papal se desloca ao redor do mundo, as manchetes repetem cada vez mais forte o que se disse nos Estados Unidos alguns anos atrás: “A Reforma Acabou”.

Como diz uma canção antiga: “As vozes dos profetas estão escritas nas paredes do metrô”, certamente o cumprimento destes versos de Apocalipse 13 é relatado quase diariamente nas manchetes dos jornais.

Mais do que nunca, essa surpreendente tendência foi vista como uma avalanche de documentos assinados entre Roma e os protestantes, declarando unidade de fé – veja só – sobre a justificação. Embora algumas sejam mais oficiais do que outras, todas essas declarações fazem a mesma reivindicação básica, de que os protestantes e católicos têm a mesma compreensão básica sobre a salvação, que os dois lados pregam e ensinam a mesma mensagem do evangelho. Poucos anos atrás, luteranos e católicos romanos, depois de trinta anos de diálogo, assinaram um documento afirmando que os dois grupos realmente tinham a mesma compreensão do ensino bíblico da salvação unicamente pela fé em Cristo. Usando, basicamente, os mesmos textos, a mesma linguagem, os mesmos termos teológicos, esses líderes assinaram um documento declarando unidade sobre o mesmo assunto que provocou a reforma. Esta é uma tendência surpreendente, com profundas implicações proféticas, à luz de nossa compreensão dos últimos dias.

Apocalipse 13:5 também diz que esse poder profere “blasfêmias”. O espaço não vai nos permitir enumerar completamente os erros graves que tomaram conta do catolicismo romano no decorrer dos séculos. Muitos desses erros são realmente blasfemos. Só uma declaração da recente carta apostólica “Dies Domini” do Papa João Paulo II sobre a observância do domingo é suficiente para provar a natureza altiva do romanismo em oposição à  Palavra revelada de Deus. Depois de defender o argumento de como Jesus Se opunha ao legalismo de Seus contemporâneos na observãncia do sábado, o documento diz que “é por isso que os cristãos, chamados como são para proclamar e serem libertos pelo sangue de Cristo, sentiam… que tinham a autoridade para transferir o significado do sábado para o dia da ressurreição.” – Ênfase acrescentada.

Reinvidicar autoridade para mudar a lei de Deus faz, realmente, parecer altivo, pelo menos. Ellen G. White aponta para a instituição do domingo como sinal de autoridade papal; mas, mudando a lei, Roma está fazendo o que Satanás tentou fazer no Céu – provar que a lei de Deus é imperfeita, e o Doador falível. “Ao gabar de seu poder sobre a lei de Deus, ela está expressando os sentimentos do grande enganador. Deus instituiu o sábado como sinal de Sua autoridade e poder, e o papado, agindo em nome do príncipe do mal, aponta o domingo como sinal de seu poder e jurisdição.” – Signs of the Times, 19 de novembro de 1894.

Os Instrumentos do Dragão contra o Remanescente – II (A Besta da terra)


O protestantismo apóstata, o espiritismo e o papado formam uma trindade do mal para legislar e instituir a observância da lei dominical. Só o remanescente, selado com o Espírito de Deus, se opõe a este vasto poder. Mas não se preocupe. Na história do endemoniado, a Bíblia já nos mostrou o que vai acontecer quando Cristo confrontar a maioria satânica. Marc. 5:1-3. A legião de demônios é expulsa do homem a quem estava atormentando e incorpora em uma manada de porcos, os quais correm em fuga para um precipício. E todos sabemos como termina. A lição? Nunca confie na multidão que corre tresloucada em direção à destruição.

Com o enfoque desta semana sobre a nova besta, que surge da terra, entramos claramente em nossa própria era. Devemos guardar-nos de projetar sobre as profecias bíblicas nossa própria interpretação míope dos eventos atuais. Mas essa precaução tem dois lados. Ellen G. White é muito clara em identificar esse poder como os Estados Unidos e uma linha de compromisso que levará essa nação a tornar obrigatórios alguns dos preceitos básicos do poder romano revitalizado.

Numa era de grande compromisso secular, tem sido muito fácil para alguns adventistas do sétimo dia alegar que esta é uma identificação equivocada e sugerir que os oponentes do tempo do fim contra a verdade devem estar em outro lugar. Devemos ser cautelosos para não seguir essa interpretação independente e desenvolver uma atitude cética quanto à revelação divina. Houve muitas ocasiões na história bíblica em que as profecias, muito claramente cumpridas, poderiam ter parecido improváveis.

“A profecia do capítulo 13 do Apocalipse declara que o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro fará com que a “Terra e os que nela habitam” adorem o papado, ali simbolizado pela besta “semelhante ao leopardo”… Mostrou-se que os Estados Unidos são o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que Roma alega ser um reconhecimento especial de sua supremacia… Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma”. Ellen G. White – O Grande Conflito p. 578 e 579.

Nos anos que se seguiram à Reforma, muitos países europeus identificaram-se com os princípios protestantes. Em nossos dias, os Estados Unidos quase sozinhos são um exemplo de independência protestante. Isso é produto de sua história e seu caráter. Mas, na eleição presidencial de 2000, o líder evangélico Atira Colson escreveu em um artigo do New York Times (2 de março de 2000): “Na verdade, o abismo entre evangélicos e católicos romanos, aberto pela Reforma, está sendo coberto. Hoje, estamos ombro a ombro como o bloco religioso mais significativo da América”. Apesar do fato de ele achar um grande avanço, pergunto-me se ele não teria lido as predições de Ellen G. White.

Sim, estes são realmente tempos profeticamente significativos. Mas devemos ser cuidadosos para evitar demonizar a todos os que estão envolvidos com essas forças de compromisso. Até que sejam confrontados com o teste final, eles não terão necessariamente tomado uma decisão que determine seu destino. Sem dúvida, muitos deles, como o poeta Dylan Thomas escreveu em um poema, descobrirão que aquilo que pensavam ser luz era realmente a escuridão. Existe apenas uma Luz que veio ao mundo, e esta luz é Jesus Cristo e a revelação que Ele fez da vontade de Deus. A Palavra de Deus é imutável. Somos informados muitas vezez na Bíblia de que Deus nunca muda. Não é de Sua natureza dar uma revelação em um tempo que se mostre errada em outro tempo e ultrapassada por nova verdade. É assim que os charlatães humanos enganam as massas pela manipulação mental. “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”. Hebreus 13:8.

Nada tem sido mais eficaz em ajuntar diferentes elementos da cristandade do que o interesse comum nas manifestações espirituais. Esse tem sido solo fértil para o engano satânico. O espiritismo está mencionado nestes versos de Apocalipse 13 e identificado especificamente no capítulo 16, versos 13 e 14: “São espíritos de demônios que realizam sinais miraculosos”. Seja o misticismo da Nova Era, que está se infiltrando na comunhão católica e protestante, seja na renovação carismática, que sintomaticamente enfatiza mais a experiência pessoal do que a proclamação, sejam as aparições supostamente vistas pelos crédulos e proclamando doutrinas duvidosas, estamos cercados por evidências dessas profecias. Jesus nos advertiu a não entrar nesses lugares secretos onde se afirma que Ele está. E os remanescentes de Apocalipse são os que guardam os mandamentos de Deus, não importam as sugestões dos demônios, não importa quão corajosamente eles se apresentem.

Da mesma forma, assim com essa besta semelhante ao cordeiro assume o poder de um dragão com chifres, o Apocalipse o descreve assumindo um poder operador de milagres. Em particular, ele faz “descer fogo do Céu à Terra, à vista dos homens” Apoc 13:13. Este episódio faz lembrar Elias no Monte Carmelo, quando, em sinal da divindade e onipotência de Deus, desceu fogo e queimou totalmente o altar. Este sinal foi dado em uma ocasião de grande apostasia, quando até Elias sentiu que estava só. (Claro, havia outros que não haviam dobrado os joelhos, de acordo com Deus).

Mas, até o sinal flamejante da Volta do Filho do homem, os fiéis terão que permanecer sem o fogo de Deus. Mais ainda, terão que resistir ao fogo falso, seja o que for que venha a significar.

Estudo Adicional

“Ao longo de sua história, a Igreja Romana sempre se mostrou útil sob diversos ângulos, e muitas vezes assumimos juntos, neste livro, que mesmo ao perseguir os ‘hereges’, ela pensava estar oferecendo um serviço a Deus. Ela não obscureceu o ministério sacerdotal de Cristo, ou mudou os mandamentos, como um pretexto para matar os hereges. Ele fez o que parecia ser melhor e opôs-se às minorias conscienciosas quando estas discordaram da orientação geral.” – C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse, pág, 358.

Perguntas para consideração pessoal:

1- A profecia indica que a opressão e a perseguição se tornarão mundiais. Então porque hoje precisamos defender a liberdade religiosa, se sabemos que a perseguição virá inevitavelmente?

2- A Igreja Católica, em anos recentes, fez numerosos pronunciamentos em defesa da liberdade religiosa. Isso afeta de alguma forma o que Apocalipse 13 diz? Tem influência na maneira como vemos Roma? Nesse caso, como?

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3 respostas para Apocalipse 13: A Besta do Mar e a Besta da Terra

  1. matias disse:

    vc e adventista rizzolo?

  2. porque na biblia só encontramos judeus e não encontramos nehum proteestante ?

  3. walter disse:

    vc tem algum islade com estudo do apacalipse capitulo 13 falando do dois chifre

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