As Armas do Dragão 1 – A Besta do Mar

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“Se alguém há de ir para o cativeiro, para o cativeiro irá. Se alguém há de ser morto à espada, morto à espada haverá de ser. Aqui estão a perseverança e a fidelidade dos santos.” (Apoc. 13:10)

O verso trata dos impérios que tentaram dominar o mundo desde que o ser humano desenvolveu o primeiro sistema de governo. Sempre houve vontade de dominação de uns sobre outros. Isso é uma aberração, algo terrível, mas real. A forma de dominação mais expressiva, que envolve o maior contingente de seres dominados, são os impérios. Tanto pode ser império econômico, com força militar, como moral, com força ideológica. Porém, o verso bíblico alerta que, do modo como tratarmos nossos semelhantes, mais cedo ou mais tarde seremos tratados. O que semeamos é o que colheremos. É a lei da causa e efeito.

Ao longo da história, os impérios se sucederam exatamente por essa lei. Os impérios estabeleciam-se mediante o uso da força, perduravam por um tempo pela força, e eram substituídos por outros impérios, pelo uso da força. Do modo como conquistavam, assim eram conquistados, do modo como faziam desaparecer, assim desapareciam. Essa é a lei do ódio, pelo fato de um querer sobrepujar o outro, na realidade um destrói o outro. Esse processo se sucede indefinidamente, e nenhum governo, nessa prática, consegue perpetuar-se. A lei estabelecida por satanás no mundo é essa mesma, ou seja, uns odeiam os outros, e estabelece-se o desejo de um destruir o outro. Geralmente o mais forte, e/ou o mais astuto nesse sistema, temporariamente vence.

Essa farra terá um fim. Será quando o Cordeiro, aquele que não pode tolerar indefinidamente a demonstração do ódio e sua incompetência para produzir a felicidade do ser humano, interferir com o seu poder. Interessante, do modo como os impérios destruíram, assim eles também será destruídos. A lei da causa e efeito é tão universal que se mostra eficaz tanto para as atividades do governo de satanás quanto para as do governo de DEUS. Tudo o que é feito tem um motivo e gera efeitos, isso é universal em qualquer assunto. Portanto, se agimos de alguma forma, na realidade estamos encomendando que outros ajam dessa forma conosco. Ou seja, essa na realidade é a Lei de DEUS, os Dez Mandamentos, e nisso demonstram sua permanência eterna, isto é, sua indestrutibilidade.

O que os Dez Mandamentos estabelecem é essa lei da causa e efeito. Na realidade, causa e efeito é, de certa forma, um enunciado paralelo à Lei de DEUS. Em síntese, a Lei diz: amar a DEUS com todas as nossas forças, e amar o próximo como a nós mesmos. Amar a DEUS estabelece uma relação recíproca de amor entre criatura e Criador, e vice-versa. Nisso percebemos a causa e efeito em ação. Amar o próximo como a nós mesmos, da mesma forma. Se amamos a nós, é porque também amamos o nosso próximo.

Na realidade todo o sistema legal, do que quer que seja, funciona assim. No mundo degenerado em que vivemos, também é assim. Todas as leis dos países tem origem, ou seja, causa, motivos, sejam bons ou maus. E todas as leis dos homens geram efeitos, tanto bons como maus. Então, para legislar, não é difícil: pense em você, como quer que ajam com você. Então, de acordo com isso, elabore a lei, ou o regulamento, ou o regimento, etc., e tudo funcionará perfeitamente. DEUS estabeleceu isso, e não há como escapar desse sistema de causa e efeito. O que os dez Mandamentos fazem é estabelecer as regras básicas para que essa lei de causa e efeito funcione para o bem, para a vida, para a felicidade, para a qualidade de vida. O que satanás fez, na sua louca vontade de ter seu próprio reino, foi mudar a lei para algo que funciona para o mal. Para isso, de imediato, separou o ser humano de seu Criador, por uma lei que desvincula a adoração ao Criador para outros objetos incapazes de criar do nada.

Descrição da besta do mar

“Vi uma besta que saía do mar. Tinha dez chifres e sete cabeças, com dez coroas, uma sobre cada chifre, e em cada cabeça um nome de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a um leopardo, mas tinha pés como os de urso, e a boca como a de leão.” (Apoc. 13:1 e 2)

A primeira besta sai do mar, isto é, de lugar muito habitado, onde existem muitos povos (Apoc. 17:15). Para a época, isso se referia à Europa, região densamente habitada. Ela apareceu dentre nações em conflito entre si, após o declínio do império romano ocidental, firmando-se no ano 538 dC, num tempo em que imperava grande ódio entre as pessoas, muitas pessoas. Isaías 17:12 expressa-se assim: “bramam as nações”, ou seja, elas estão enfurecidas. Essa era a condição na Europa dividida em dez reinos. Como nos nossos dias, os países estão irados uns contra os outros. Portanto, estamos vivendo numa época favorável para que algum tipo de império se imponha um império moral.

Os dez chifres e suas respectivas coroas significam poder político, sistema de países que sucedeu a queda do império romano na Europa. Esse sistema se fragilizou tanto que resultou no sistema feudal. A besta que surgiu do mar usou poder político, tal como os poderes que a antecederam também usaram, para dominar e submeter. Assim como os impérios que a antecederam ofenderam o DEUS Criador, a besta que surgiu do mar também O ofendeu. Mas há duas diferenças: a besta que surgiu do mar foi mais cruel com os povos que submeteu e ofendeu ainda mais ao Criador que aqueles. Nenhum povo anterior modificou a lei de DEUS, apenas perseguiu o povo de DEUS, mas a besta do mar fez isso. Portanto, os nomes de blasfêmea que colecionou de seus antecessores, pôs em prática e radicalizou: tanto perseguiu os verdadeiros adoradores quando atacou a Lei sobre a verdadeira adoração. Fez isto no desejo de dominar o mundo, sobre os seres humanos, e de dominar sobre o DEUS Criador, para que o mundo adorasse conforme o desejo do dragão, não conforme o desejo de DEUS. Impôs um modo pagão e espírita de adoração. A besta suplantou em poder de blasfêmea aos dez reinos nos quais se dividiu o império romano, de que falou Daniel (Dan. 7:7). Essa besta corresponde ao pequeno chifre que surgiu do meio daqueles dez chifres da profecia de Daniel 7. A besta que surge do mar e o pequeno chifre são a mesma entidade. A besta que surge do mar utiliza-se da experiência de dominação dos dez chifres que aprenderam do império romano pagão, que por sua vez aprendeu (herdou) dos impérios anteriores. Assim formou-se uma cadeia sucessória de exercício de poder cada vez mais cruel.  Portanto, a besta do mar dominava com os mesmos métodos dos impérios anteriores, ou seja, com crueldade e arrogância. Havia, no entanto, algo diferente: o motivo. Enquanto os impérios seculares queriam dominar terras, a besta queria ser adorada, ela estava fazendo o papel de satanás, ou seja, ela servia de substituto de adoração enquanto satanás não pudesse aparecer pessoalmente.

Por sua vez, as sete cabeças dessa besta que surge do mar, esses são os sete reinos que fazem parte da profecia de Daniel desde o seu início, ou seja, desde que houveram essas revelações por parte de DEUS. Então, nesse caso, esses reinos são: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma pagã, Roma papal (a cabeça que recebeu a ferida mortal), Estados Unidos da América (a cabeça que domina hoje, e que está fazendo a aliança com o espiritismo e o Vaticano para impor a Nova Ordem Mundial, ou seja, pela primeira vez na história da humanidade, impor sobre todos os países do planeta, um governo único. Isso não chegará a acontecer. Daniel o profetizou (Dan. 2:43 e 44). Tal como a Europa não mais se unirá para exercer poder imperialista, também os EUA não conseguirão impor poder imperialista político sobre o mundo. Se conseguissem, seria grave ameaça à adoração ao Criador. Isso será tentado por ocasião do decreto dominical, mas nesse tempo, O Senhor se levantará em favor de seu povo. Já se estabelece paralelo retorno do poder do Vaticano, que se tornará máximo com o decreto dominical (desfecho da guerra milenar entre satanás e CRISTO). Esses são os sete poderes ao longo da história da profecia de Daniel. Estamos, em nossos dias, vendo, na prática, as atividades de reinstalação da aliança da sexta cabeça, ou sexto poder, com a sétima cabeça, ou sétimo poder: os EUA com o Vaticano (Santa Sé), para, esses dois, aliarem-se com o oitavo poder que não é um país, mas o poder direto de satanás, o espiritismo, que também já está em ação, pronto para participar do desfecho. Perceba que os sete poderes de Apoc. 17::9 e 10 são de fato, países, inclusive a igreja que dominou sobre povos durante os 1.260 anos, essa também é, ao mesmo tempo uma igreja e um país. NO entanto, o oitavo poder, de Apoc. 17:11, que quando chega caminha para a destruição, esse não é um país, mas é satanás em pessoa comandando o movimento da Nova Era, o moderno espiritismo. O desfecho são os dias a partir do decreto dominical, em que o mundo se encaminhará para o seu fim.

Os nomes de blasfêmea nas cabeças significam postura contra a adoração ao verdadeiro DEUS. Desde o império babilônico houve oposição à verdadeira adoração. Isso, dentro dessa profecia, no entanto, nos impérios anteriores ao de Babilônia também foi assim. O reino de Israel sofria de contínuo as influências das nações pagãs em todas as épocas.

As características da besta com o leopardo (o corpo no caso), pés de urso e boca de leão, significam que a besta do mar herdou características daqueles impérios. O leopardo, animal muito ágil e rápido, símbolo da Grécia de Alexandre, representa que a Besta do mar seria assim, ágil e rápida na disseminação de suas imposições pagãs. Ela usava astúcia para catequizar, metia medo, ameaçava com o expurgo e o inferno. Os pés de urso, representam o poder dessa besta em agarrar suas vítimas, atacando de surpresa, quase impossibilitando a defesa. Assim agiu o império Medo-Persa, principalmente quando atacou e destruiu, de surpresa, numa só noite, o império Babilônico. Esse império entrou sem ser percebido por baixo das grades submersas do rio Eufrates, e naquela noite liquidou o poder babilônico. A besta também agia assim, sempre surpreendendo pela astúcia, antes da chegada de outras religiões. Nos tempos dos descobrimentos, assim que uma nova terra era descoberta, imediatamente também era catequizada. Ora, a babilônia mística será eliminada num só dia, na noite de sua existência (ver Apoc. 18:8; 10; 17 e 19 e Jeremias 4:20 – a destruição de babilônia mística será num momento, ou, em pouquíssimo tempo).

A besta seria ferida de morte. Há aí duas ocasiões, em que a besta foi ferida de morte. Na primeira, a besta – nesse caso, só satanás – foi ferida de morte quando satanás foi destruído por JESUS na cruz. Essa foi uma ferida antecipada, já que naquele tempo nem existia a besta (ela surgiu por volta do século X dC). Esse ferimento foi anunciado pelo Senhor ainda no Jardim do Éden (ver Gên. 3:15). Naquela ocasião foi declarado o destino de satanás, que usa a besta como seu representante (veja que quem deu poder à besta foi o dragão, que é satanás – Apoc. 13:2). A segunda vez, quem recebeu o ferimento de morte foi a própria besta junto com satanás, que ficou sem seu principal agente de ação contra DEUS e seu povo, a quem satanás dera o seu poder. Isso aconteceu em 1798, quando o sistema papal foi temporariamente destituído. Desde então, tanto o dragão como o seu representante, a besta, estão feridos de morte, ou seja, não conseguem agir como desejam, com crueldade e perseguições. Limitam-se a mentir e propagar doutrinas pagãos, dizendo que são cristãs, e se declarando ser a única igreja que salva.

Há, desde 1929 em transcurso um processo de cura da ferida. Nesse ano fora restabelecidas as terras ao Vaticano, e a Santa Sé recebeu de volta o seu poder político sobre aquela área, constituindo-se outra vez como um governo de nação independente. A cura da ferida se completará quanto a besta receber de volta todo o seu poder, tal como o possuía antes de 1798. Então poderá outra vez dominar e impor como fez durante os 1.260 anos em que possuía supremacia. Desta vez será por um período de tempo bem curto (ver Apoc. 17:10, o poder que quando chegar, tem de durar pouco).

A atividade principal da besta do mar, como representante de satanás, evidentemente não poderia ser outra coisa senão criar condições que impedissem a adoração ao DEUS Criador em favor da adoração a qualquer coisa que não seja DEUS. Em Apoc. 13:3, 4 e 8 diz que grande quantidade de pessoas se maravilharia por causa do reaparecimento da besta, e que essa multidão adoraria o dragão e também a besta. É justamente isso que satanás deseja, desviar a adoração do Criador para ele, mesmo que, temporariamente, pára isso use um intermediário. Para isso mudou os tempos e a lei, mas não conseguiu livrar-se do mecanismo dos Dez Mandamentos, o mecanismo da causa e efeito, por causa do qual, ele mesmo, satanás, está caindo. Por esse mecanismo é que o mundo hoje vai de mal a pior. O poder de DEUS vai além da capacidade de seus inimigos.

Coisas bestiais

O título acima quer dizer o quê? Significa coisas típicas de animais ferozes. Significa comportar-se como os animais quando lutam pelo que desejam. A besta lutaria com armas de crueldade e de mentira, tendo recebido poder do dragão, trono e grande autoridade. O dragão em si comporta-se como um animal irracional. O princípio que ele utiliza para impor suas coisas também tem igual natureza: ou seja, pelo ódio, age cruelmente contra todo aquele que pauta a sua vida pelo modelo do amor.

A besta, a exemplo do dragão, deseja poder para obter prestígio e destaque sobre os seres humanos, a ponto de se tornar como DEUS, legislando e requerendo adoração. O que a torna comparável a um animal é o modo irracional como age, ou seja, não pelo amor, mas pelo ódio. Nisso, torna-se pior que todos os animais conhecidos, pois que, o ser humano, quando ingressa num processo de degeneração, tem capacidade de ultrapassar até mesmo os animais em crueldade. Qual animal que, conscientemente, coloca outro em uma fogueira, que mata sem provas, ou que destrói o que pratica o bem porque não conseguiu fazer com que se tornasse mau? Qual o animal que inverte os valores, ao bem chama mal, e ao mal chama bem? Nisso a besta é incomparável aos irracionais, é bem pior que eles. A ação violenta de uma ferra é previsível, mas a ação de um ser humano, que utiliza a sua inteligência para praticar o mal, essa é totalmente imprevisível. Na luta por querer ser igual a DEUS, de fato, não existem ainda limites conhecidos do que pode vir a ser feito, a crueldade ainda não encontrou suas fronteiras. O objetivo é conhecido, querer ser adorado como se fosse DEUS, mas não no campo do amor, da paz e da verdade, mas sim, no campo do ódio, da violência e da mentira.

Com esse objetivo é que o dragão deu poder à besta. O resultado foi surpreendente: a terra se maravilhou (se admirou muitíssimamente) por causa da besta, e a adorou, e, por tabela, adorou também o dragão. A besta possui, segundo Apoc. 13:3 e 4 o poder do dragão. Portanto, ela é como uma embaixada, uma representação do dragão. Assim, adorar a besta é o mesmo que adorar o dragão. Por esse expediente, satanás, mascarado como no carnaval, obtém o que deseja: ser semelhante a DEUS. Sem dúvida, coisas bestiais, ou melhor, pior que os animais. Por esses dias, como na Idade Média, desfilam perante a besta príncipes, ministros e presidentes, e perante ela, todos se ajoelham, um efetivo sinal do fim.

Mas que autoridade o dragão deu para a besta? Foi o Domingo. O dragão estava estimulando os países e comunidades pagãs a adoração do sol e a santificação do Domingo, além de muitos outros deuses e formas de deuses. O Domingo é uma instituição pagã, não pertence à Igreja Católica, como ela diz, pertence ao paganismo que pertence à satanás. Ou seja, o domingo pertence à satanás, assim como o sábado pertence ao Senhor, Ele é o senhor do sábado (ver Êxodo 20:10; Mat. 12:8; Marc. 2:28; Luc. 6:5). O Domingo, repetimos, na verdade nem mesmo pertence aos pagãos, mas, como instituição de adoração, pertence a satanás. Satanás estava tentando impor o dia de Domingo como santo ao todo o mundo através do paganismo. Quando JESUS criou nessa terra a Sua igreja, para que fosse instrumento de ensino da verdadeira adoração, satanás obteve êxito ao infiltrar-se nessa mesma igreja, e inserir o Domingo em lugar do Sábado, por uma desculpa não fundada na Bíblia: a ressurreição. O domingo é o sinal da autoridade do dragão, assim como o sábado é o sinal da autoridade do Criador. Satanás deu esse sinal (marca) de autoridade à igreja medieval sediada no Vaticano. Desde então, a Igreja Católica possui essa autoridade, dada a ela pelo dragão, isto é, satanás, que anteriormente já havia dado o poder desse dia ao paganismo. Mas foi a Igreja Católica que com mais ênfase usou esse poder para oprimir, perseguir, impor, subjugar e matar. Esse é o poder que, pelo dia de domingo, recebeu do dragão. E a igreja fez uso desse poder mais do que o fizeram os poderes imperialistas civis anteriores.

Resumindo tudo, pois o assunto do poder aqui é vital. DEUS tem Seu sinal de poder no sétimo dia, em que se apresenta como Criador, Legislador e Rei de todo o Universo, tudo o que Ele fez. Isso se encontra no mandamento do Sábado, sinal de Seu poder e de Sua autoridade. Já, por sua vez, satanás, que também quer ser DEUS, ou como se fosse DEUS, mentindo, divulgou que o Domingo é o dia a ser santificado. Num primeiro momento, o fez entre os pagãos, na realidade satanás é que criou o paganismo. Num segundo momento, expandiu esse seu poder também entre os cristãos, ou parte deles, porque sempre houve quem adorasse a DEUS santificando o sétimo dia. Assim satanás deu a sua autoridade e o seu poder à Igreja Católica, que com esse poder, diz ter autoridade até superior ao da Bíblia, a própria palavra de DEUS. Veja algo a esse respeito, alguns exemplos desse poder recebido do dragão.

“O papa tem o poder de mudar tempos, ab-rogar leis e dispor todas as coisas, mesmo os preceitos de Cristo.” Decretal De Translat de Epístole e Católica.

“Não tivesse ela esse poder, não poderia haver feito aquilo que concordam todos os religionistas modernos – não poderia haver substituído a observância do Sábado do sétimo dia, pela do Domingo, o primeiro dia, mudança para a qual não há autoridade escriturística.” – Reverendo Stephan, Um catecismo doutrinal, p. 164.

“A autoridade da Igreja não poderia estar presa à autoridade das escrituras, porque a Igreja havia mudado o Sábado para o Domingo, não por comando de Cristo, mas por sua própria autoridade.” (Cânone e tradição, p. 263)

“A Bíblia manda santificar o Sábado, não o Domingo; Jesus e os apóstolos guardaram o Sábado. Foi a tradição católica que, honrando a ressurreição do Redentor, ocorrida no Domingo, aboliu a observância do Sábado.” Padre Dobois, O Biblismo, p. 106.

“A observância do Domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, malgrado seu, à autoridade da Igreja (Católica).” Monsenhor Segur, “Plain Talk About the Protestatism of Today”, p. 213.

“Nós temos nesta terra o lugar do DEUS todo poderoso.” Papa Leão XIII, em uma carta encíclica de junho de 1894.

“Não o Criador do Universo, em Gênesis 2:1-3, mas a Igreja Católica pode reivindicar para si a honra de haver outorgado ao homem um repouso a cada sete dias.”S. D. Mosna, Storia della Domenica, 1969. P. 366 e 367.

Quem lê, e é sábio, entenda, de onde vem essa autoridade toda? Apocalipse responde: do dragão!

Blasfêmias da besta

A principal blasfêmea contra DEUS é querer se fazer igual a DEUS. Isso é o que satanás deseja desde que se revoltou contra DEUS (Isa. 14:14). Mas o lista de blasfêmeas não é tão curta. Veja algumas das principais.

1) ser igual a DEUS;

2) legislar como se fosse DEUS;

3) agir com, dominando com autoridade como se fosse DEUS (mas não do modo como DEUS governa, com base no amor);

4) denegrir a imagem de DEUS, distorcendo nas pessoas o conceito do que é DEUS;

5) denegrir a imagem dos que amam a DEUS;

6) aceitar ser adorado como se fosse DEUS;

7) colocar DEUS em segundo plano de adoração, inserindo santos em lugar d’Ele;

8) alterar o sistema de culto instituído por DEUS;

9) substituir a mediação exclusiva de CRISTO por pessoas comuns (padres) e santos mortos;

10) substituir CRISTO por outros para perdão dos pecados;

11) misturar doutrinas pagãs com verdades bíblicas, para enganar;

12) substituir o ritual de culto (além de alterações) instituído por JESUS por outro ritual pagão;

13) sacrificar CRISTO em cada missa, pelo processo da transubstanciação;

14) perseguir os verdadeiros adoradores;

15) pedir perdão pelos erros passados para enganar os incautos, sabendo que esses erros serão propositalmente repetidos outra vez;

Satanás declarou: “serei semelhante ao Altíssimo” (Apoc. 14:14), aqui, no conjunto de blasfêmeas ele coloca essa intenção em prática. Ao menos tenta faze-lo, pois não consegue a adesão de todos os seres humanos, sempre restou um remanescente, fiel aos mandamentos de DEUS (Apoc. 14:12).

O livro e a besta

Todos os habitantes da terra adorarão a besta, todos aqueles que não tiverem seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro morto desde a fundação do mundo.” (Apoc. 13:8).

Todos aqueles que foram enganados de alguma forma, ou pela força, nisso se deixaram enganar ou tiveram medo, ou pela mentira ou pela admiração, hoje, adoram a besta. Enfim, aqueles que não tem os seus nomes escritos no livro da vida é que adoram assim. Mas quem são estes? Eles vem de duas classes de pessoas. Uma classe é aquela que já teve seu nome escrito no livro da vida, e foi riscado, ou durante o julgamento dos mortos, que vem ocorrendo desde 1844, ou durante o julgamento dos vivos, perto do fim da porta da graça. Os vivos que tiveram seus nomes escritos nesse livro, foi porque se converteram e os que tiveram seus nomes riscados, é porque voltaram atrás, assim também os mortos. Os vivos cujos nomes foram riscados do livro da vida, esses passaram a adorar a besta, junto com os demais adoradores dela (que tragédia). Os vivos cujos nomes foram mantidos no livro da vida, após o seu julgamento, foram selados, isto é, receberam fortemente o sinal da autoridade de DEUS, e os demais, receberam a marca da autoridade da besta, em suas testas ou na mão direita. O sinal da autoridade de DEUS é o sábado, e a marca da besta é o domingo.

Aqui está o resultado da escolha de quem adorar: ou a vida ou a morte. É uma escolha consciente e definitiva. Nessa guerra há um troféu em vista ou uma sentença. O troféu é a vida eterna, a sentença é a morte eterna. Aqueles que optam por receber o sinal da autoridade de DEUS, terão seus nomes mantidos no livro da vida, e receberão esse troféu, os demais, receberão a marca da besta, sinal da sua autoridade. A besta e o dragão não são criadores, e não tem condições de garantir a vida eterna a ninguém. Eles mesmos, juntos com seus seguidores, serão mortos para sempre. Por isso é nesses nossos dias se torna tão importante a chamada de Apocalipse 18:4, que transcrevemos aqui literalmente: “Ouvi outra voz do Céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para que não sejais cúmplices em seus pecados, e para não participardes em dos seus flagelos (as sete pragas).”

Palavra de exortação

“Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.” (Apoc. 13:10).

Não desistam agora; não desanimem no final; mantenham-se no caminho. Já estamos quase no tempo da volta de JESUS. Na verdade, o desfecho (o que ocorre a partir do decreto dominical) pode ser a qualquer momento. O mundo está maduro para o desfecho, só depende de DEUS não deter mais, e da igreja pura pregar com mais intensidade a verdade da Bíblia.

E necessário agora mais do que nunca a unidade na fé pelo amor. Dessa maneira, a igreja que possui o Dom de profecia, que possui o poder do Espírito Santo, receberá mais desse poder, a prometida chuva serôdia, e concluirá a tarefa dada por CRISTO. Veja o que disse EGW sobre isso.

“Notai que só depois de haverem os discípulos entrado em união perfeita, quando não mais contendiam pelas posições mais elevadas, foi o Espírito derramado. Estavam unânimes. Todas as tendências haviam sido postas de lado. (…) “Assim pode ser agora. Ponham de parte os cristãos toda dissenção, e entreguem-se a DEUS para a salvação dos perdidos. Com fé peçam a bênção prometida, e virá. O derramamento do Espírito Santo nos dias dos apóstolos foi a ‘chuva temporã’, e gloriosa foi o resultado. A chuva (serôdia, nos nossos dias) será mais abundante, porém.” (III,TS, 211).

Conclusão

A guerra pela adoração, na Terra já se estende por seis mil anos. Agora o mundo prepara-se para a última batalha. É a que se chama ‘desfecho’. Essa batalha, se inicia quando for emitido o decreto dominical. Então, outra vez, estará em plena unidade o poder civil a serviço do poder religioso, e um amparando o outro em seus interesses específicos. O pode religioso quer que a adoração seja direcionada à besta e ao dragão, por parte de todos os seres humanos. O poder civil quer dominar o mundo todo com fins de obtenção de vantagens comerciais, a globalização. Ambos estão, nesse momento, se organizando para obter seus objetivos, de impor sobre todos os países do mundo, um governo único, que pretende repetir os tempos da inquisição da idade média e as ações do longo período dos 1.260 anos, entre 538  e 1798. Esse governo global chama-se Nova Ordem Mundial. Tudo está sendo preparado, ou já está preparado. Mas acima da vontade dos homens existe Um DEUS, o único que de fato é DEUS, que permite ou não permite os homens agirem.

Assim como no passado o dragão falou por intermédio da primeira besta, a que saiu da água, assim, os Estados Unidos falarão (Apoc. 13:11). Esse país, que atualmente conquista poder político e militar sobre o planeta, está se preparando para dispor esse poder ao Vaticano, para impor a santificação do domingo como nos tempos de sua supremacia. É os EUA que emitirão, a favor do Vaticano, a Santá Sé, o decreto dominical, o farão por seu parlamento e seu governo. Nisso estarão falando como o dragão dando a sua autoridade à besta. Essa autoridade, como no passado, recebeu de satanás, que já toma conta do governo desse país. O poder pagão ali já está em ação, e agindo rapidamente, nos EUA e no Brasil, como vimos há poucos dias, pelas atitudes de seus presidentes. Hoje ela deriva do combate ao Terrorismo e ao tráfico de drogas, em nome dessas duas coisas (execráveis), os EUA ameaçam (rumores de guerra) e ou invadem qualquer nação. O mundo, se não está pronto para o desfecho, então, falta muito pouco. Muito pouco! É questão de detalhes, DEUS o sabe.

Prof. Sikberto R. Marks

Escrito em: 16-05-2002

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2 respostas para As Armas do Dragão 1 – A Besta do Mar

  1. Francisco Alves de Pontes disse:

    Permita-me as seguintes observações:
    1. O autor do artigo diz: “Há duas ocasiões em que a
    besta foi ferida de morte. A primeira, a besta — nesse caso, só satanás — foi ferida de morte quando satanás foi destruído por JESUS na cruz. Essa foi uma ferida antecipada, já que naquele tempo nem existia a besta (ela surgiu por volta do século X dc).”
    A besta ferida duas vezes, mesmo quando a besta ainda não existia? Não tem sentido esta ferida antecipada. Você está confundindo a besta, instrumento de Satanás, com o próprio Satanás. Além disso, você afirma que “satanás foi destruído por JESUS na cruz”. Mas Satanás nunca foi destruído. Essa destruição só ocorrerá depois do milênio, no Juízo Final. O grande conflito entre Cristo e Satanás ainda prossegue porque Satanás ainda está vivo neste planeta, arruinando a vida de milhões de seres humanos.
    2. “A besta surgiu por volta do século X d.c.).” Não. Essa besta se formou entre o quarto e o sexto século, estando já plenamente formada em 538 A.D. quando se iniciou o seu período de supremacia de 1260 anos.
    3. “Mas que autoridade o dragão deu para a besta? Foi o domingo.” Não foi o domingo. O dragão (que representa Satanás e também o Império Romano) deu o poder e autoridade à besta papal. Como decorrência, essa besta teve autoridade para impor os seus dogmas e, num futuro próximo, em aliança com os Estados Unidos, irá impor a observância do domingo, que será o sinal ou a marca da besta. — Chico Bíblai.

  2. mundomaranatha disse:

    Muito interessante!

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