Comer ou não Comer – Eis a Questão

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Comentário ao estudo da lição

Verso para memorizar: “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, e luz para os meus caminhos” (Salmo 119:105)

1. Introdução – santo sábado, dia do Senhor

Ficar em pé, eis o desafio! Ser diferente, e continuar sendo, outro desafio! Adorar de modo diferente da maioria, um desafio tão grande que humanamente é insustentável. Referimo-nos à adoração ao DEUS verdadeiro, do modo como Ele estabeleceu, em meio a um contexto onde a maciça maioria adora como DEUS não estabeleceu.

Esta é uma guerra para homens e mulheres tão determinados a vencerem que sua determinação só pode ser concretizada se apoiada por forças além daquelas que as próprias pessoas possuem.

Por que Daniel e seus companheiros foram parar em babilônia?

Eles eram quatro companheiros extremamente fiéis, determinados a obedecer acima de tudo a seu DEUS, mas dos cativos, eram mesmo só esses quatro? Não eram só quatro, havia outros mais (cf. Dan. 1:6). E os demais, não eram assim tão fiéis? Onde a história os deixou? O que levou a jovens no final da adolescência serem dão firmes a seu DEUS num país totalmente estranho, e que os levou cativos? Como eles enfrentaram a possível tentação de ceder um pouco, já que ali, em país estranho, ninguém mais os veria? Como se explica a fidelidade de Daniel, que parecia ser o líder entre eles? Por que DEUS permite que primeiro venham as tentações, que primeiro as enfrentemos, só então Ele entra em ação?

Essa lição tem muitas cosias a nos ensinar pois estamos prestes a passar uns dias em uma situação semelhante à de Daniel e seus amigos.

2. Primeiro dia: A história das duas cidades (Dan 1:1)

As duas cidades, duas capitais, duas embaixadas, dois centros de comando. Jerusalém, na Terra é a cidade da capital do governo de DEUS. Nela estava nos tempos antigos, o tabernáculo de DEUS, e no seu interior, no compartimento santíssimo, havia uma arca, uma caixa especial que continha as duas tábuas do Decálogo. Acima dela, se manifestava uma luz que emanava da presença do próprio DEUS, presente naquele lugar, de onde governava o Seu povo escolhido em Abraão e Sara. Ali DEUS recebia os pedidos de perdão, e dali Ele purificava o povo e ao dirigia por meio dos profetas, seus agentes de comunicação. Mais tarde, dali DEUS governava por meio dos reis de Israel e de Judá, porém, devido a idolatria, DEUS retirou a Sua glória do templo, a brilhante luz já não poderia mais ser vista.

Tempos depois, aquele DEUS, O Senhor veio pessoalmente para em forma humilde, como ser humano, salvar Seu povo. Foi em Jerusalém que Ele fez isso, quando Se doou naquela cidade para salvar a todos quantos desejassem receber de volta a vida eterna. Jerusalém foi uma cidade diversas vezes atacada e destruída, mas sempre reconstruída, mesmo depois do povo de DEUS ter rejeitado o Seu próprio Senhor. Até hoje a cidade está lá, como testemunha da história dos atos de DEUS em favor da humanidade.

E Babilônia? Localizada na terra de Sinear (Gen. 10:10), hoje sul do Iraque, às margens do rio Eufrates, fundada por Ninrode, que se tornou poderoso sobre a Terra depois do dilúvio, estava no lugar onde antes era o Jardim do Éden (naquela região), onde foi construída a torre de babel, e para onde foram levados cativos os Judeus do tempo de Daniel. Onde está essa cidade hoje? Ela era cercada por duas muralhas, uma interna e outra externa. A externa teria sido construída por Belus e reformada por Nabucodonosor. A cidade era quadrada (como será Jerusalém celestial, que satanás procurava imitar). A circunferência varia conforme o autor, entre 7.250m a 9.650m. Esse muro externo tinha entre 18m a 21m de altura. Sua largura era suficiente para que um carro com quatro cavalos fizesse meia volta. A cidade foi construída para ser indestrutível, ser eterna, no entanto, lá hoje só existem algumas poucas ruínas, foi completamente arrasada, e suas ruínas espalhadas para não se sabe onde.

A cidade de Babilônia é herdeira da tentativa de construção da torre de Babel. Essa torre era um desafio a DEUS e Sua palavra. Os homens, orgulhosos, influenciados por satanás, queriam erigir um monumento a eles mesmos, para serem grandes e se manterem unidos, contra DEUS. “Serei semelhante ao Altíssimo” (Isa. 14:14) era a sua motivação. Na sua tentativa, espalharam-se e confundiram-se pelo poder de DEUS.

Depois disso, Ninrode construiu a cidade de Babilônia, em torno de uns 350 a 400 anos depois do dilúvio, e não muito depois da tentativa de construção da torre, segundo as enciclopédias. Essa deveria ser a cidade do poder contra os interesses de DEUS aqui na Terra. No entanto, por diversas vezes o próprio DEUS utilizou essa cidade para os Seus propósitos, e até colocou Daniel para por meio dele cuidar de Seu povo no Exílio, assim como mais tarde utilizou Éster (já não mais em Babilônia).

O poderio de Babilônia desapareceu, tudo foi destruído. Mas a tentativa de satanás ter nessa Terra um império global nunca desapareceu. Ele subverteu império atrás de império, e DEUS destruía império atrás de império, ao longo dos séculos. Nenhum desses impérios prosperou e se tornou definitivo.

Por fim, satanás conseguiu que o Império Romano se tornasse poderoso. satanás tentou dominar o mundo mais uma vez por esse império, mas mais uma vez fracassou. Então ele fez suceder a esse império um outro, diferente, um império moral. A sutilidade de satanás crescia. Agora ele utilizou a cidade de Roma e a tornou capital de um poder moral, religioso. Ele não demorou para atacar a igreja de CRISTO, e introduzir paganismo nela (isso é a patrística). Mas a profecia da ferida mortal estava valendo, JESUS feriu a satanás mortalmente na cruz, a sua igreja foi ferida mortalmente em 1798 pelo general napoleônico Berthier, e em 1870 pelo exército italiano. Da primeira vez, o papa foi deposto, da segunda, as terras do Vaticano foram tomadas. O seu poder sedutor estava acabado, más Babilônia mística, que hoje é Roma, retomou o fôlego, e está lá, pronta para receber o poder de volta (pelos EUA) e retomar suas ações medievais.

3. Segunda-feira: Os inocentes e os culpados

Talvez pudéssemos modificar um pouco esse título: “os inocentes como os culpados”. Estamos estudando fatos que ocorreram um pouco antes do cativeiro babilônico. DEUS estava, por meio de seus profetas, em especial Jeremias, enviando apelos dramáticos para evitar esse cativeiro. Eles vinham de uma longa história de abominações (idolatria, prostituição com cultos pagãos), de derramamento de sangue (guerras internas entre irmãos) (II Reis 21:10-16); seus líderes, muitos deles faziam o que era mau perante o Senhor (II Reis 24:18-20), isto é, esses líderes conduziam o povo à idolatria, menosprezavam o templo do Senhor, profanavam esse templo com rituais pagãos; zombavam dos mensageiros do Senhor (os profetas), e desprezavam a palavra do Senhor (as profecias, conselhos, orientações e advertências que pelos profetas Ele enviava) a tal ponto que “não houve mais remédio” (II Crôn. 36:15-17), ou seja, agora, para salvar alguns, só mesmo entregando-os nas mãos dos seus inimigos. O que DEUS pedia era pouco, é o que ainda hoje nos pede, que tão somente reconheçamos que transgredimos (Jer. 3:13) para que assim se abrisse o coração para as recomendações de DEUS. Isso é o arrependimento, início do processo de transformação.

Então chega o dia da ruína. Nabucodonosor toma o poder deles, e em três ocasiões leva muitos deles para fora de seu país, a um lugar estranho, sob outro poder, que não era de DEUS. Isso foi o exílio.

Mas, não é curioso, dentre aquele povo tão resistente à obediência a DEUS, havia alguns poucos que, pelo contrário, eram extremamente fiéis a DEUS. Daniel e seus três companheiros foram quatro dessas pessoas, e não menciona que houvesse outros, embora devamos crer que sim.

A pergunta intrigante é essa: por que DEUS permitiu que esses quatro fiéis também fossem levados para Babilônia? Adicionamos outra pergunta: por que eles também foram castigados, junto com os maus, como se fossem maus?

Há um engano nesse raciocínio. É preciso pensar um pouco mais a fundo, e surge outra pergunta: eles realmente foram castigados como os demais? Reflitamos sobre essa bateria de questões:

ðOs quatro ficando na Judéia, junto com uns poucos desmotivados que lá permaneceram, não seria isto pior do que irem junto com os demais?

ðA Judéia empobreceu nesses 70 anos, e ficou quase abandonada, o templo destruído, o moral baixo, tudo era terra arrasada, isto realmente seria melhor que em Babilônia?

ðDEUS não distinguiu a Daniel e seus companheiros dentre os que realmente estavam sendo castigados?

ðEle não os pôs no palácio do rei? Eles não foram, logo de início, honrados de forma especial, diferenciada dos demais?

ðDEUS não os protegeu na questão do alimento, e não os favoreceu dando-lhes saúde e capacidade acima dos demais por terem-se mantido fiéis?

ðDaniel não se tornou como um ministro do império que o conquistou, e seus companheiros não foram colocados em altos cargos governamentais?

ðAli, Daniel não interpretou o sonho da mais impressionante de todas as profecias da história da humanidade, e que foi enriquecida com outros sonhos, de modo que ainda hoje nós temos detalhado conhecimento do que será no futuro?

ðDEUS não lhes deu firmes demonstrações de estar ao lado deles, no episódio da estátua, da fornalha ardente e da cova dos leões?

ðPor meio deles DEUS não fez profundas alterações no governo desse império, e colocados perante os reis, por ventura por meio deles não foi salvo para a vida eterna Nabucodonosor?

ðEstando esses jovens fiéis no governo do império que os conquistou, não foram por meio deles emitidas leis que protegiam o povo de DEUS, em especial que favoreciam que livremente prestassem seu culto a seu DEUS? Essas leis não honraram ao Criador?

ðOra, a pergunta não deve ser: por que justos foram castigados juntamente com injustos, mas, qual foi o plano de DEUS para levar justos junto com injustos? Esses jovens serviram de instrumento nas mãos de DEUS para até mesmo proteger o povo injusto num país estrangeiro! Então DEUS tinha um elevado plano para com eles, e os honrou dando-lhes a oportunidade de servirem ao seu povo, assim como também mais tarde deu essa oportunidade a rainha Éster.

Pensando bem, Daniel e seus companheiros não foram castigados, mas sim, foram honrados em meio aos que recebiam castigo. Inicialmente parecia castigo, quando eram levados de seu país junto com os demais. Mas nesses momentos, sua fidelidade não vacilou, e eles continuaram confiantes em seu DEUS. Chegando a babilônia, foram separados para a Sua missão especial. DEUS estava sempre ali, ao lado deles, e com tudo sob controle. DEUS não é injusto.

4. Terça-feira: A determinação de Daniel (Dan. 1:8)

Os adolescentes do povo judeu estavam exilados, separados dos pais, dos líderes religiosos, do apoio da família e de outros irmãos de igual propósito. Eles eram só quatro decididos a se manterem fiéis, aliás, quem tomou essa corajosa decisão pelo visto foi Daniel, os outros três o acompanharam, e os demais jovens judeus fracassaram (Dan. 1:8). Havia outros judeus entre eles, mas que não tomaram tal decisão.

A situação era dramática. Os meninos estavam no coração do paganismo antigo: Babilônia. Naquela região, já antes do dilúvio foram construídas cidades com alamedas ladeadas de ídolos. Após o dilúvio, foi ali que construíram a torre de babel. Mais tarde, foi construída a cidade de Babilônia, sede de um império nas mãos de satanás.

O berço da civilização, onde DEUS plantou o Jardim do Éden, ali satanás escolheu para instalar sua capital e tentar impor seu modo de adoração a todas as pessoas. A terra onde Noé e sua família recomeçaram a civilização, nela satanás ergueu sua capital. Pois ali se encontravam esses adolescentes corajosos. É impressionante a força de adolescentes quando decidem por algo. É nessa idade que eles decidem o que serão na vida, e Daniel tomou a decisão correta: seguir as instruções de DEUS.

Que experiência prática esse rapaz tinha com DEUS antes da interpretação do sonho do Rei de Babilônia? Nenhuma, ele apenas conhecia bem a DEUS pelo ensino de seus pais, e assim confiava em Seu DEUS. Embora estivessem no centro do poder pagão, sede do domínio de satanás, nem por um momento Daniel vacilou, e se associaram a ele mais três companheiros. Na região onde entrou o pecado no mundo, onde Adão e Eva caíram por terem cedido a alimento proibido, nessa região Daniel venceu, e se tornou de tal modo influente na política do reino de satanás que veio a salvar a vida de um de seus Reis, e por certo, outras pessoas mais. Muitas somos presos para nos apresentarmos perante autoridades e darmos a elas a oportunidade da salvação das suas vidas. Isso é um privilégio.

O que Daniel e seus amigos rejeitaram? Eram carnes imundas, preparadas por métodos pagãos que não cuidavam da drenagem do sangue, oferecidas em rituais sagrados aos ídolos pagãos com significados que engrandeciam a satanás, tudo regado com bebidas fortes, naquele tempo principalmente o vinho, também muito usado em rituais religiosos. Pois, entre centenas de pessoas, até mesmo entre outros judeus, esses quatro decidiram pela fidelidade a seu DEUS. Eles estavam em contradição com a cultura do país que os subjugava e em contradição com os demais irmãos também levados ao palácio. Isso é fé digna de profeta, e não é de admirar que Daniel, poucos meses depois fosse levado à presença do Rei para interpretar o sonho que viria a ser o início da maior de todas as profecias, se considerado o tempo de sua abrangência.

Não esqueçamos o seguinte: Daniel estava com 17 anos quando foi levado para Babilônia, isso aconteceu no ano 605 aC, e ele havia nascido no ano 622 aC. “A determinação de Daniel” explicitada no cap. 1:8 é que permitiu que DEUS o usasse para grandes propósitos: ser um gigante da profecia (conhecimento sobre o futuro transmitido por DEUS por um profeta – pessoa escolhida para esse fim), foi um estadista e um tremendo missionário em terra estranha. Pessoalmente, Daniel é um dos personagens que admiro, ao lado de Elias, meus dois favoritos, depois de JESUS. Daniel e seus três amigos não vacilaram onde nossos dois primeiros pais experimentaram a queda, e onde hoje o mundo inteiro, com poucas exceções, cai todos os dias.

5. Quarta-feira: A prova

DEUS certamente possuía um grande plano para com e os demais rapazes judeus. Com Daniel sabemos, Ele queria revelar por meio dele o futuro do mundo, das eras vindouras, das nações, dos séculos escuros, do movimento profético da IASD, do fim dos tempos. DEUS precisava de um moço absolutamente fiel. De onde tiraria Ele alguém assim? Foi buscar entre os que foram levados ao cativeiro. Ele viu um adolescente de 17 anos absolutamente fiel. DEUS viu como ele foi levado para fora de seu país, como permaneceu mantendo nobre postura de servo de DEUS. Esse era o escolhido. Então veio a prova inicial, pelo alimento, sem dúvida.

Por que Daniel determinou não aceitar o alimento do rei nem a sua bebida? Por que ele também não recusou o conteúdo do que deveria estudar? Por que ele não recusou o seu novo nome? É simples identificar a estratégia de Daniel, seguida por mais três judeus. Pela comida correta, a que DEUS determinou, teriam mentes claras. Com mentes claras eles poderiam estudar as matérias da cultura babilônica e com facilidade compara-la com os seus princípios em que criam firmemente. Eles assim poderiam distinguir o certo do errado, e poderiam facilmente ser transformados em instrumentos de DEUS para Seus elevados propósitos.

Nós hoje também devemos estudar assuntos diferentes dos da nossa fé, mas, devemos ter mente preparada para distinguir a origem de todos os conhecimentos que adquirirmos. Para tanto, é necessário dispor de boa saúde com alimentos saudáveis, e exercícios sadios. Também é necessário profundo conhecimento da Bíblia, o referencial básico para distinguir todas as ciências e poder fazer a prova do que é correto ou não é.

Daniel traçou uma linha no lugar certo. Se ele tivesse recusado as matérias, não se teria inteirado de como os babilônicos pensam, e não seria capaz de argumentar com o rei e outros grandes sobre a distinção da verdade do falso. Por essa atitude, Daniel foi por diversas vezes grandemente honrado por vários reis e também por DEUS. Ele foi sábio em sua escolha. Nos dois impérios terrestres, Daniel tornou-se um poderoso embaixador do Reino de DEUS, justamente nos impérios que deveriam ser os instrumentos de satanás para eliminar o povo de DEUS. Não deu certo para os planos de satanás, querer tornar Daniel um aliado dele nesses reinos (Babilônia e Medo-Pérsia). Além disso, Daniel também foi instrumento de DEUS para revelar o futuro de 25 séculos, até os nossos dias. Isso requeria um homem poderoso na mente, uma mente pura, não contaminada, capaz de ouvir as revelações de DEUS e não esquece-las e transmiti-las com precisão. Aquela escolha de Daniel sobre a alimentação, quando chegou a Babilônia, fez a diferença!

6. Quinta-feira: A recompensa

Não sabemos como Daniel foi encarado pelos seus compatriotas ao revelar sua decisão. O que sabemos é que mais três adolescentes o acompanharam, pelo que não ficou só em sua determinação. Ou seja, só mais três escolheram o caminho aparentemente mais difícil. Os demais moços que não seguiram Daniel nesse aspecto, por certo não viram essa decisão com bons olhos. Prenunciavam, como nesse caso seria natural, problemas à frente. Mas Daniel manteve-se coerente com sua fé, com o que estava escrito.

E o que aconteceu de fato? Vamos por partes, em forma de esquema, como aliás faremos em todo o comentário sobre Daniel, principalmente nos capítulos proféticos.

ð Em primeiro lugar, o chefe dos eunucos contestou a decisão, chegando ao ponto de dizer que ele mesmo corria risco de vida, se o rei os visse mais debilitados que os demais moços. A isso Daniel propôs algo irrecusável ao que cuidava da alimentação deles: um teste de dez dias, ao cabo desse tempo verificaria se houve progresso ou retrocesso, avaliando o resultado ele mesmo. Em minhas aulas tenho proposto tal teste para os alunos mudarem seus hábitos alimentares. Alguns fazem o teste, e sempre aprovam os hábitos saudáveis da nossa fé. O resultado é que alguns colegas de trabalho estão solicitando a síntese dessas recomendações, que são distribuídos gratuitamente, pois cabem em três páginas. Daniel e seus companheiros estavam mais fortes, mais corados e com melhor disposição, isto é, mais resistentes que os demais. Contra essa prova não havia argumento, a proposta de Daniel estava aprovada. Mas, algo curioso e intrigante: por que os demais judeus, nesse ponto, não aderiram aos hábitos desses quatro? É de se pensar, por que, por exemplo hoje, sejam tantos os do povo de DEUS com hábitos nocivos, e que embora vejam o testemunho de seus próprios irmãos quanto a qualidade da sua saúde, ainda assim, insistem em permanecer nos velhos hábitos errados. Um caso flagrante é o chimarrão, outro é o café, outro é o excesso de carne, outro as misturas de muitos alimentos…

ð A segunda prova veio mais ou menos um ano depois. Estudaremos ela mais adiante. Foi quando o rei teve o sonho da estátua ou imagem, e em razão dos seus sábios não lhe informarem o sonho e sua interpretação, mandou que todos os sábios fossem mortos. Daniel não fora chamado para revelar o que o rei queria porque ainda não se venceram os três anos de preparação determinados pelo rei, mas no decreto para matar os sábios estes foram incluídos. Nessa altura os demais moços judeus nada mais poderiam fazer, dependiam só de Daniel. Sabemos como foi essa história.

ð O terceiro teste caiu sobre Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, na questão da adoração da estátua de ouro. É que o rei, em seu orgulho, quis selar o conceito de que ele não era apenas a cabeça de ouro, e sim, a estátua toda, que seu reino não passaria a outro como disse Daniel. DEUS esteve com eles até dentro do fogo.

Enfim, para estes jovens havia um plano por parte de DEUS. Eles, principalmente Daniel, deveriam ser o embaixadores de DEUS no reino que estava com o poder sobre o povo de DEUS. Na verdade, era DEUS, agora, por meio desses quatro jovens, que governava Babilônia, império de satanás, para que este nada fizesse de mal ao povo. Por isso eles foram preservados com vida, mas nem sempre DEUS mantém a vida de seus servos, como foi o caso de Estevão.

O que houve com Estevão, que DEUS não protegeu? Errada a pergunta, DEUS não só o protegeu da morte espiritual como esteve ao lado dele. Aliás, em sinal de grande honra, no momento do apedrejamento, em seus últimos momentos de vida, Estevão sentiu-se maravilhosamente bem. Ele tinha certeza absoluta da sua salvação, não só por convicção de ter vivido em obediência, mas por que pôde presenciar JESUS, em Seu trono, não sentado, mas em pé, em atitude de máxima reverência pelo seu filho que estava sendo morto. O que lhe parece, isto se assemelha a um castigo ou a uma recompensa? Nos momentos de maior perigo, todos os servos fiéis não ficam sem algum tipo de apoio direto do Senhor. Mesmo sendo mortos, e sem que outros o percebam, o Senhor se manifesta a eles. É a recompensa de ter-se mantido fiel mesmo em momentos extremamente difíceis, e de ter absoluta certeza, revelada diretamente pelo Senhor, de que está salvo. Quer mais que isto?

7. Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

A questão pertinente colocada pela lição é: como Daniel e seus três amigos estudaram assuntos da cultura babilônica, e não foram influenciados em sua fé? Veja bem, em Babilônia florescia uma cultura diametralmente oposta ao da fé que eles professavam. Lá era a sede do império de satanás. O inimigo ali desenvolvia um sistema de conhecimentos que deveriam servir para derrubar a verdade de DEUS por terra. Então, era flagrante intento de satanastácio derrubar a elite jovem do povo de DEUS, transformando-a em sua elite, ou seja, trazer os melhores de DEUS para as suas fileiras. Isso ele ainda tenta hoje, e com muito sucesso. Quem for líder ou grande agente de DEUS, que não se ache imune a essa estratégia demoníaca.

No entanto, com esses quatro moços ocorreu o contrário que satanás tencionava. Como isso se explica? Os textos de Ellen G. White dão luz suficiente par entender.

ð Eles confiaram a sua vontade em DEUS, mantendo-se obedientes ao seu líder maior o tempo todo, e não confiaram somente em suas pequenas capacidades;

ð Eles cuidaram da saúde de seus corpos para que suas mentes mantivessem a clareza sobre tudo o que de novo aprendiam, e que pudessem comparar com a verdade na qual criam. Assim distinguiam perfeitamente o certo do errado, e também ouviam a voz do Espírito de DEUS que lhes iluminava o caminho pelo conhecimento. O cérebro necessita de pelo menos de 17% do sangue em nosso corpo para funcionar bem, sendo que ele representa no máximo 3% do peso do corpo. Isso mostra o quanto é importante cuidar da alimentação, pois é da qualidade do sangue que depende o desempenho do cérebro, e é nele que se forma a mente e que retemos o conhecimento.

ð Eles mantiveram-se coerentes com DEUS, e também unidos a Ele, eles oravam para falar com DEUS, e DEUS lhes respondia, principalmente nas horas de aperto, como o livro relata.

Desse modo, eles adquiriram conhecimentos relacionados com as ciências de Babilônia, e conhecendo também a verdade que trouxeram de seu povo, sabiam perfeitamente compreender o estilo de vida dos babilônios; com isso, obtiveram poder sobre eles, e DEUS os pôde utilizar para seus propósitos, como ainda veremos nesses estudos.

Hoje é a mesma coisa. Devemos não conhecer apenas nossa verdade, mas, para podermos ter condições de explica-la a outros, devemos também ter conhecimento do que eles entendem ser a verdade. Isso não para vermos se o que eles entendem por verdade pode servir de explicação à nossa verdade. Isso jamais, pois seria substituir a função do Espírito Santo, como fizeram os chamados ‘pais da igreja’ que vieram após os apóstolos, e que recorreram ao paganismo para por ele explicar a Bíblia. Não devemos ter essa finalidade, nem cair outra vez nesse erro. O que devemos é saber entender como os que ainda estão em babilônia espiritual pensam, para então sim, ter melhor capacidade de leva-los a entender os erros das vãs filosofias e dos inúteis sofismas, e expor com sabedoria a pura verdade bíblica. Foi o que fizeram Daniel e seus companheiros.

Escrito entre: 25/08/2004 a 31/08/2004

Revisado em  02/09/2004

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