Lição de História

Clique AQUI para a Página-Raiz. Esse post é parte de um estudo maior.


Comentário ao estudo da lição

Verso para memorizar: “Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia (período da supremacia papal de 1260 anos) e seja revelado o homem da iniqüidade (o bispo de Roma), o filho da perdição (o bispo de Roma)” (II Tess. 2:3)

1. Introdução – santo sábado, dia do Senhor

A profecia de Daniel 7 é a mesma de Daniel 2. Assim também a de Daniel 8, porém, nessas novas revelações, acrescentam-se novas informações. A de Daniel 2, a profecia básica, dá um enfoque político aos eventos da sucessão dos impérios, as de Daniel 7 e 8 dão uma conotação religiosa, e enfatizam como culminância a volta de JESUS e Seu Reino.

Para estudar as profecias, e para facilitar seu estudo, é interessante compreender bem a de Daniel capítulo 2. Ela é bem fácil de ser entendida, e nos dá a estrutura da seqüência dos impérios, como seriam os movimentos militares e como seria o comando político. Então fica fácil estudar as demais profecias, inclusive as do livro de Apocalipse, este, por sua vez, completa as profecias de Daniel, revelando seu entendimento, principalmente quanto ao capítulo 12 de Daniel. O livro de Daniel é, por assim dizer, um texto em que falta algo, que podemos encontrar em Apocalipse.

A repetição enriquecida em duas vezes da profecia da sucessão dos reinos, portanto ela foi dada três vezes em Daniel, significa que é algo de extrema importância para a humanidade. Merece estudo acurado e atenção (vigília) dos fatos a ela atinentes. Por essas profecias sabemos hoje que estamos na iminência do fim dos impérios terrestres, e que JESUS está prestes a retornar. Esse evento é para a nossa geração, se dará em poucos anos. Quando os fatos derradeiros se desencadearem, a partir do decreto dominical, então tudo será muito rápido, deixará o curso normal de acontecimentos para um curso de alta velocidade, quer nos fatos sobre-naturais, quer na pregação da mensagem final.

2. Primeiro dia: A visão (Dan. 7:1-8)

Por trás do cenário das profecias de Daniel podemos ver a guerra entre satanás e DEUS. E estamos envolvidos nisso! Vemos satanás, desde o Éden tentando dominar o mundo todo, isto é, tentando impedir que mesmo um pequeno grupo de seres humanos adorem a DEUS. Por ocasião de Noé, quase conseguiu, restaram apenas oito. Por ocasião da construção da Torre de Babel, ele estava ali construindo o seu império global. DEUS, pela confusão de línguas, dividiu o império de satanás em vários impérios, que passaram a tentar a hegemonia entre si, e assim desde aquele tempo houve guerra, até os dias de hoje. Satanás ainda não conseguiu dominar todas as pessoas no planeta Terra, nem vai conseguir. As profecias garantem isso, sempre vai haver adorador ao Criador, como sempre houve. Os impérios de satanás lutam entre si, e DEUS administra essas lutas como é da Sua vontade, para que os Seus adoradores não sejam eliminados por completo. Ele faz mais, cria as condições para que pessoas que estão escravizadas em algum dos impérios de satanás possam sair de lá. É plano seu que os seus servos entrem nesses impérios e falem a todos dali sobre a salvação proposta por JESUS na cruz do calvário.

Nas profecias de Daniel temos uma seqüência de cinco reinos, desde aqueles dias: Babilônia; Medo-Pérsia; Grécia; Roma pagã e Roma papal. Todos eles já estão no passado. Estamos hoje no sexto império, os Estados Unidos da América, aquele que hoje existe (Apoc. 17:10), e falta chegar o último, o sétimo império, que é o retorno do quinto, recebendo o fôlego do poder pelo sexto império (EUA) que hoje existe. Essa é a aliança que atualmente está sendo costurada entre o governo americano e o Vaticano. Ela se torna poderosa no ato do decreto dominical, como ainda estudaremos adiante.

Mas, uma das finalidades dessas profecias é revelar que esses impérios de satanás, quer seculares quer religiosos, passariam um após outro, e não durariam para sempre, mas que, no tempo do sétimo império, quando tentassem uma união global, a globalização e Nova Ordem Mundial, nesse tempo O Salvador voltaria e levaria os seus adoradores não para um império, mas para um reino eterno. Isso está por acontecer.

3. Segunda-feira: O pequeno chifre (Dan. 7:8, 23-25)

O pequeno chifre; por que pequeno?

Havia dez chifres no animal terrível e espantoso, que era um dragão, mas que Daniel não reconhecera. Esses chifres representavam a continuidade do Império Romano, porém, não mais em forma de império, mas fragmentado. Seriam, por assim dizer, os cacos do império uma vez poderoso. Mas os chifres faziam parte do império, isto é, o que dele sobrou.

Do corpo do dragão, portanto, fazendo parte dele, isto é, do que dele sobrou, saiu um 11ª chifre, menor que os outros. Este chifre, embora pequeno, tornou-se mais poderoso que os demais, e até arrancou três deles. Esse fato significa que três dos cacos que restaram do império romano foram destruídos. Esses três chifres foram os Hérulos, os Vândalos e os Ostrogodos, povos bárbaros mas que já se haviam inserido no território do Império Romano, assim como outros povos bárbaros, que se tornaram europeus. O pequeno chifre tem uma peculiaridade especial, diferentemente dos demais chifres, ele assumiu o poder do dragão, aliás, recebeu o poder do dragão. Vejamos como podemos entender essa parte: o dragão era o Império Romano, ou seja, o império instrumento nas mãos de satanás, sendo ele mesmo o dragão. Dragão é satanás, e tornou-se dragão o seu império, ou seja, o império do dragão, o mesmo que Império Romano. satanás deu poder ao seu império para destruir os adoradores do DEUS verdadeiro, aliás, tentou inclusive destruir o Filho de DEUS. O pequeno chifre, diferentemente dos demais chifres, recebeu de satanás o poder que este havia dado ao seu Império Romano, mas que DEUS fragilizara e finalmente eliminara pela ação dos povos bárbaros. Então satanás, na tentativa de continuar seu império, realizou todos os esforços para migrar para um outro sistema de dominação, o da igreja. Ele se empenhou em transformar a própria igreja de CRISTO na igreja dele, e conseguiu, restando com CRISTO apenas um pequeno remanescente, pequeno mas fiel.

Em lições anteriores já nos referimos ao período da Patrística. É por demais importante entender do que aconteceu nesse período. Foi aproximadamente do ano 150 dC, até o ano 750 dC. Nesse período, pós-apostólico, os teólogos estudaram muito mais sobre a filosofia grega que sobre a Bíblia, e incorporaram o que hoje são os dogmas da Igreja Católica Apostólica Romana. Incorporaram inclusive a crença da imortalidade da alma, a mudança do sábado para o domingo bem como a alteração do Decálogo, e muitas outras coisas mais. Esse foi o período do cumprimento de Daniel 7:25. Pois, foi nesse período de tempo que o pequeno chifre passou a exercer o poder de insultador contra O DEUS do Céu e contra os que O adoram. O chifre era pequeno, isto é, territorialmente o novo poder era quase insignificante, mas, estava fixo no corpo do dragão, antes no Império Romano, agora, depois de sua fragmentação, o próprio satanás. Formou-se assim um par de animais, isto é, poderes que tentavam dominar sobre a terra: o dragão, satanás, e a besta, o Vaticano, sua liderança maior o papa e a sua cúria, pelo qual exercia e exercerá poder autocrático sobre as nações. Veja que o Vaticano é ao mesmo tempo um país e uma igreja, a sua sede, mas veja também que seu sistema de legitimação é semelhante ao dos antigos impérios de satanás: o papa escolhe os cardeais que forma a cúria, e estes, entre si, escolhem o papa. Nos antigos impérios não havia participação do povo na escolha do líder, ele mesmo se escalava, e escolhia os seus grandes. Os fiéis da igreja em nada conseguem interferir nesse processo de formação do poder no Vaticano, nem mesmo os Concílios, que ocorrem somente por convocação do papa, em períodos de tempos irregulares. É assim pequeno chifre que sucedeu o Império Romano, com a mesma intenção desse império: dominar o mundo e impor um sistema pagão de adoração. O poder autocrático do Império Romano e seu sistema de legitimação pela força foi incorporado pela igreja cristã, e a verdadeira igreja (apenas um remanescente) foi classificada como herege, perseguida pelos longos séculos que perduraram 1260 anos, desde 538 até 1798. Os verdadeiros adoradores, que se baseavam na Bíblia, a Palavra de DEUS, que sempre existiram, nunca foram completamente extintos, pelo que satanás nunca conseguiu ter o poder total sobre o planeta, permaneceram fugitivos por muitos séculos, até que esse tempo passou, e então retornaram à legalidade e estão proclamando a vinda de JESUS, como Ele ordenou, a todo mundo, até que essa tarefa se conclua, para que Ele retorne outra vez.

4. Terça-feira: Perseguição aos santos (Dan. 7:25)

O pequeno chifre, e que continua sendo pequeno, mas que teve muito poder, e que terá outra vez muito poder, fez grandes realizações. Qual é o principal poder do pequeno chifre? O mesmo que satanás possuía lá no jardim do Éden, enganar. É a grande capacidade de sofismar, isto é, de arranjar premissas de argumentos de tal forma que consegue enganar a todos os que não estudam com certa profundidade a palavra de DEUS. Dessa forma muitos milhões de pessoa foram enganadas ao longo da história pelo pai da mentira, por meio de seus representantes. O chifre é pequeno, mas seu poder é enorme. O seu pequeno tamanho significa ser ele um poder discreto sob certa ótica, ou seja, faz tudo em nome da humildade, da penitência, da manutenção das tradições, sempre parecendo sujeito a DEUS. mas, por outro lado, essa aparência de piedade, que torna o chifre também aparentemente pequeno e inofensivo, o torna um gigante para enganar. A estratégia do pequeno chifre não é dominar pelas armas, para o que necessitaria de grande exército com armas para atingirem a carne humana, mas de enganar e mentir, para o que necessita de apenas uma pequena cúria em Roma, que hoje tem menos de 200 pessoas. Dali que o mundo inteiro é enganado, é nas mãos deles que está o poder de satanás para impor submissão até mesmo das nações, como já foi no passado. Milhares de sacerdotes seguem a cúria, e muitos deles inocentemente ampliam a corrente de falsos dogmas, e milhões são assim enganados e levados para a perdição eterna. É da Cúria Romana que vem as ordens para perseguir e matar, e são esses homens que sustentam o poder do papa, que vem do meio deles mesmos. Ali há, desde há muitos séculos, um círculo vicioso de poder e de desejo de dominar o mundo todo. Leia o que diz o importante teólogo católico Hanz Küng em seu livro “A igreja católica”, um Lutero moderno que ainda acredita na possibilidade de uma reforma na Igreja Católica (todas as ênfases foram acrescentadas): “Em menos de um século, a igreja perseguida tornava-se uma igreja perseguidora.” (p. 66) “Quem quiser pode descobrir que este curial sistema de poder não pode afirmar basear-se no Novo Testamento nem na tradição comum do cristianismo do primeiro milênio. Baseia-se em apropriações de poder sempre novas pelos séculos afora e em falsificações que lhe deram legitimação legal.” (p. 108)

Acrescentamos, desse mesmo livro cuja leitura em muito recomendamos, a seguinte explicação de como foi construído o poder pela cúria romana, trata-se de uma síntese (ênfases acrescentadas):

Resumo da conquista do poder pelo bispo de Roma

ð        Na confusão das invasões bárbaras dos séculos IV e V, os bispos romanos buscaram ocupar o vazio de poder no Ocidente com seu próprio poder;

ð        Nos séculos VII e VIII o papa Estevão obteve do rei dos francos um estado para a Igreja à custa dos antigos territórios bizantinos; “o papa Leão III (795-816) prometeu com base em sua própria autoridade a Carlos Magno o título de César, anteriormente reservado ao imperador de Bizâncio … coroou um novo imperador ocidental germânico pela graça do papa.” “Finalmente o arrogante Nicolau I excomungou o patriarca bizantino Fócio, um teólogo respeitado…” (116)

ð        Nos séculos XI e XII o arrogante Humberto e o igualmente arrogante patriarca bisantino Cerulário se conheceram, e se rejeitaram mutuamente. “De fato, a 16 de julho de 1054, ele finalmente depositou uma bula de excomunhão contra o “bispo” de Constantinopla e seus auxiliares no altar da Hagia Sofia, para em seguida também ser excomungado, juntamente com sua escolta, pelo patriarca.” (117)

Poder para uma ordem global, pelo misticismo

O objetivo do programa era a soberania única do papa na igreja e no mundo, supostamente instituída pelo apóstolo Pedro, na verdade por Jesus Cristo. A igreja era agora romana em todos os aspectos. … Um misticismo romano de obediência, que em parte persiste na Igreja Católica até hoje, começou ali: a obediência a Deus precisa ser obediência à igreja, e a obediência à igreja, obediência ao papa.” (117-8)

Supremo senhor do mundo – infalível

O papa “Gregório VII (1073-1085) declarou ser o papa o único e irrestrito governante da igreja, acima de todos os fiéis, clérigos e bispos, igrejas e concílios; supremo senhor do mundo, de quem até todos os governantes e o imperador eram súditos, porque também eles eram “seres humanos pecadores”; e indubitavelmente santo ao assumir o cargo (em virtude dos méritos de Pedro); afinal de contas, a Igreja Romana, fundada unicamente por Deus, jamais errou e jamais pode errar.” (118-9)  “Sob Inocêncio III, a romanização chegou ao auge …(com idéias) que permanecem até hoje: centralização, legalização, politização, militarização e clericalização.” (121)  “Esta igreja poderosa pretendia dominar o mundo.” “Aliás, Inocêncio realmente governava o mundo…” “Mas só no cristianismo ocidental havia aquela teoria (agostiniana) do uso legítimo da violência (guerra santa, mais tarde adotada pelos muçulmanos, hoje adotada pelos terroristas…) para fins espirituais que finalmente também permitiu o uso da violência na expansão do Cristianismo (as cruzadas e a inquisição).”  Clericalização: Uma igreja de celibatários, o povo, laicato, completamente subordinado ao clero. (121 a 128)  Em 18 de julho de 1870 foram definidos dois dogmas papais. “O papa tem uma primazia de jurisdição legalmente vinculante sobre cada igreja nacional e cada cristão. O papa possui o dom da infalibilidade em suas decisões dogmáticas solenes. Estas decisões solenes (ex cathedra) são infalíveis com base no apoio especial do Espírito Santo e são intrinsecamente imutáveis (irreformáveis), não em virtude da anuência da igreja.” (209).  “E dada a atual mudança em política, o privilégio em nomear bispos (do qual a cúria foi se apropriando cada vez mais ao longo da história) é sem dúvida o principal instrumento de opressão – se deixarmos de lado as nomeações de cardeais e o encorajamento de teólogos que se ajustam ao sistema, ambas as coisas prerrogativas exclusivas do papa.” (243)

Precisa dizer mais? esse poderoso teólogo resumiu tudo em seu livro, do qual extraímos alguns exertos bem reveladores.

Para conseguir seus intentos, esse poder, que ainda existe, falava arrogantemente, mas como?

ð        Contra o Altíssimo: mudou as verdades da Bíblia em dogmas da tradição (Patrística) dizendo que havia na Bíblia muitos erros que precisavam ser corrigidos pelos ditos dos filósofos gregos, principalmente Platão;

ð        Magoará os santos do Altíssimo: é a rejeição e discriminação dos verdadeiros adoradores por causa da fidelidade como remanescentes que adoravam o DEUS Criador, exatamente por estes serem fiéis a DEUS, incluindo-se nisso a introdução dos dogmas falsos, o que entristeceu muito os servos fiéis;

ð        Cuidará em mudar os tempos…: mudou alguns tempos, desde o dia de guarda, do sábado para o domingo, como também o horário do pôr do sol;

ð        … e a Lei: mudou, em Aureliano Agostinho, bispo de Hipona da Argélia, os mandamentos do Decálogo, por volta da virada do quarto para o quinto século, depois da imposição do domingo por Constantino;

ð        Os santos lhe seriam entregues por 3,5 tempos, 1260 anos de perseguição desde 538 até 1798, tempo em que o bispo de Roma teve seu poder liberado até que foi deposto por Napoleão Bonaparte, imperador da França.

O pequeno chifre tornou-se muito poderoso, mas, diz a profecia, que vem se cumprindo fielmente: ele será julgado e será eliminado para sempre, e lhe sucederá um reino eterno, não um império, mas um reino onde os mandamentos do amor serão livremente respeitados. Mais uma vez, e não custa repetir, estamos nos dias desse aguardado evento se tornar realidade.

5. Quarta-feira: Mudando os tempos e a lei (Dan. 7:25)

DEUS, como Criador, portanto capaz de realizar sem conhecer limites; motivado sempre pelo amor, portanto, em tudo o que faz está o propósito glorioso da perfeição, da beleza e da felicidade de duração eterna, entre outras coisas, instituiu a semana, o mês e o ano. O ano é regido pelo sol, o mês é regido pela lua, mas a semana é regida pelo sábado, e este pertence a DEUS. A semana, diferentemente do mês e do ano, que estão ligados a astros, está ligada a DEUS. Ela conta um ciclo de sete dias, seis para se trabalhar, mas o sétimo, que pertence a DEUS (os outros seis pertencem ao homem), é para a comunhão, do homem com DEUS e entre os seres humanos.

O sábado foi feito por causa do homem. Se prestarmos atenção ao relato da criação, o homem foi feito depois de todas as coisas, ou seja, todas as demais coisas dependiam do homem. Mas o sábado, que não foi criado mas foi instituído, isto é, separado no tempo, este foi feito por causa do homem, o sábado veio depois da criação do homem, assim como o homem veio depois de toda criação restante. Portanto, e como a Bíblia afirma, o sábado foi feito por causa do homem, da existência do homem. E para quê? Para que o homem, um ser racional semelhante a DEUS, um ser social que depende do relacionamento com outros seres racionais para viver, pudesse ter um tempo exclusivo para seu relacionamento com seu Criador. Assim é que entendemos o sábado feito por causa do homem, ele depende desse tempo para um perfeito relacionamento com quem o criou. Assim sendo, o sábado é a maior instituição que liga criaturas com o Criador, e não existe nada superior, o sábado é o dia de amor entre os seres criados e o Ser Criador. Nesse caso, lógico é esperar que aparecendo um inimigo, deveria este ter no sábado o principal alvo de combate, como é o caso ao longo da história.

Vejamos agora um pouco sobre a história relacionada ao sábado e à semana. São dados extraídos do livro “O sábado ou o repouso do sétimo dia” autor, Guilherme Stein Filho, da Sociedade Bíblica do Brasil, leitura que recomendamos por ser muito bem fundamentada e esclarecedora a pessoas de todas as religiões. Nos povos antigos, os dias eram chamados como “feiras”, isto é, “primeira feira” “segunda feira”, e assim por diante. Só o sétimo dia não era assim denominado. Isto significa dia de feira, ou, de negócios, de mercado. Um mapa da semana elaborado em 1886 atestava que em 160 línguas os dias da semana eram os mesmos, mas não se tem informação de que em algum tempo houvesse outra semana, senão nas que relataremos logo mais. Nessas línguas o sábado conservava o seu nome original ou equivalente. Portanto, é fantástica a conservação do conceito do sábado tal como O Criador o concedeu quanto o instituiu, até os nossos dias.

Por outro lado, atentados contra a semana nunca progrediram, senão por pouco tempo. Os antigos babilônios fora os primeiros a tentarem mudar os nomes do dia de sábado. Eles designaram Saturno para ser o novo nome, mas conservaram ao lado dele o nome sábado. Entre os sumérios, os fundadores da civilização babilônica, interpretavam o sábado como “um dia de descanso para a alma”. Na Revolução Francesa houve uma tentativa de má fé, em mudar a duração da semana de sete para dez dias. Durou apenas o tempo de duração da revolução, e foi revogada. Essa semana, instituída a 22 de setembro de 1792, durou até setembro de 1805; Napoleão restaurou a semana criada por DEUS. O último dia de cada dez seria dedicado ao repouso.

A União Soviética, em 1929 buscando romper com toda conotação de religiosidade, criou a semana de cinco dias, sem o sábado e sem o domingo. Cada dia era marcado por uma cor, e cada cidadão recebeu uma cor, correspondente ao seu dia de repouso. Como não havia mais final de semana, criou-se uma enorme confusão, as famílias precisavam rearranjar as cores para seus membros poderem descansar juntos. Os amigos só podiam se reunir se tivessem a mesma cor. Em janeiro de 1930 o governo soviético entendeu que esse sistema era inviável, e criou outro de seis dias, cinco semanas em cada mês. Em 1932, finalmente o governo compreendeu que esse sistema também era inexeqüível. Resistindo a retornar aos antigos nomes, os soviéticos tentaram até 27 de junho de 1940 para retornarem totalmente ao calendário Gregoriano.

A alteração mais furiosa e poderosa contra a semana é a que não altera a semana, ou seja, é a alteração dos tempos com tal sutilidade que se torna praticamente imperceptível. A semana permanece com sete dias, mas altera-se apenas a numeração dos dias. Matematicamente é uma aberração, mas as pessoas não prestam atenção aos detalhes matemáticos, sempre absolutamente precisos. Nessa alteração dos tempos, o que era segundo dia, passa a ser primeiro dia, e assim por diante, a tal ponto de alterar o que era o sétimo dia tornando-o em sexto dia, e, finalmente, o que era primeiro dia para sétimo dia. Assim, conta-se do segundo dia em diante, entendendo-se o segundo como primeiro, um erro grosseiro que poderia ser detectado até por um estudante do primeiro ano primário, mas que curiosamente quase ninguém contesta. Essa alteração é feita para que o domingo se torne o sétimo dia do decálogo, apesar de ser apenas o primeiro dia. É a essa alteração que se refere Daniel 7:25: “cuidará em mudar os tempos…” e ao mudar os tempos, no mesmo ato, mudou a lei. Ou seja, o sábado faz parte da lei e ele foi instituído num momento exato num período de tempo de sete dias. Para mudar a lei referente ao sábado, precisa mudar também a lei, embora a mudança na lei não se restringiu apenas a mudança do dia de guarda.

Mas as mudanças não pararam por aí. O sistema de adoração a satanás mudou mais uma coisa, o momento de troca de um dia para outro. Esse momento também foi definido por DEUS, é no pôr do sol. O sistema o alterou para a meia-noite, um momento não de vigília, mas normalmente de sono. Temos visto com freqüência os irmãos associarem-se a um espetáculo legitimamente pagão de festejos na troca de ano, participando dos festejos, à meia-noite. Trata-se de um endosso contra DEUS e Sua obra. É lamentável, mas é freqüente, ou seja, ao menos uma vez ao ano… com foguetório, lentilhas e outras superstições, como o mundo faz. Pouca fé O Senhor achará quando retornar.

6. Quinta-feira: Uma profecia de tempo (Dan. 7:25)

DEUS é Senhor de tudo, mas o ser Senhor do tempo é algo que só Ele pode fazer com perfeição. Ele é de tal intensidade Senhor do tempo que não tem apenas o direito de definir os tempos como quer, para o nosso bem – como foi o caso do sábado – mas Ele é capaz de saber o que vai acontecer no futuro, no tempo que ainda não chegou. Isso Ele provou na importantíssima profecia de Dan. 7:25 – repetida em Dan. 12:7; Apoc. 11:2; 11:3; 12:6; 12:14 e 13:5. Anunciou o aconteceria ao longo de 1260 anos, e esse não é o maior período profético de DEUS. Veja bem, DEUS não revela profecias só de algo que Ele vai fazer, isso não seria difícil, seria um planejamento de ações de DEUS, Ele é capaz de revelar o que os homens irão fazer no futuro, e isso dando-lhes plena liberdade de ação. Isso é admirável e espantoso, não temos como explicar essa capacidade. Portanto, as profecias dizem respeito às ações de DEUS, às ações de satanás e às ações dos homens ao longo dos séculos. Essa profecia de Daniel 7:25, de um período de tempo; de um tempo (um ano), tempos (dois anos) e meio tempo (meio ano), dura, em profecia, 1260 dias proféticos, equivalentes a 1260 anos literais. Esse foi o tempo de supremacia do poder papal, contado de 538 até 1798, desde que o sistema papal foi liberado pela derrota dos Ostrogodos, que contiveram suas ações, até que Napoleão Bonaparte mandou o general Berthier aprisionar o papa. Foi nesse tempo que o sistema papal, fundamentado não em CRISTO, nem nos apóstolos, mas nos 33 pais da igreja do tempo da Patrística, que se introduziram os dogmas pagãos, se modificou a lei, se passou do sábado para o domingo, se alterou o decálogo, se perseguiu os outros cristãos que não tornaram coniventes com estas coisas, se instituiu a inquisição, se queimou os chamados hereges … enfim, se tentou eliminar todos os adoradores que tivessem alguma ligação verdadeira com o Criador. NÃO FOI POSSÍVEL! Hoje, aí estão os adoradores de DEUS pregando este evangelho para toda nação, tribo, língua e povo, preparando-se para a iminente vinda de JESUS.

7. Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Nesta semana estudamos algo sobre história. Nós, os que cremos na Bíblia, temos o privilégio de estudar história em três perspectivas: passado, presente e futuro, ao passo que quem não crêem, só podem estudar história na perspectiva presente e passado. Mas não é só isso, temos a interpretação das causas e efeitos da história, nessas três perspectivas, sabemos as razões dos atos dos homens, de satanás e de DEUS. Por estes estudos sabemos o que há de ser em nossos dias e no futuro, e temos luz sobre o destino do mundo. Podemos inclusive decidir sobre o nosso destino, se pela vida ou se pela morte eterna. Tudo isso o estudo da profecia nos propicia.

Mas, ao lado dessas vantagens de se estudar profecia e história, podemos por esse meio também melhor conhecer o nosso Criador. Entendemos o caráter de DEUS. Entendemos que as motivações de DEUS são a Sua natureza de amor, esse é o Seu caráter, pela qual cria e administra. Esse caráter é que foi transcrito em forma de Dez Mandamentos para nós, pecadores, com intuito de melhor podermos obedecer ao amor de DEUS. Pelo estudo das profecias entendemos que há uma guerra entre o amor e o ódio, amor é DEUS, o ódio é satanás, que se tornou seu oponente temporário. Podemos ver que seria assim mesmo, uma guerra de satanás contra O Senhor JESUS que permitiu ser morto por nós, por amor. A sua guerra foi travada com as armas do amor e Ele venceu. Então a guerra prosseguiu, feroz, contra o remanescente, o grupo de homens e mulheres que seguiam o amor. Por esses estudos sabemos que essa guerra terá fim, e que estamos nos dias dela terminar, e que participaremos dela no auge do fogo da glória de DEUS revelada a seres humanos contra o ardor do ódio de satanás e seus escravos. Mas assim como Daniel foi para a cova dos leões por falsas acusações, e de lá saiu vivo pelo poder de DEUS, assim também nós estaremos numa arena onde satanás está bramando como leão, buscando nos tragar, mas não conseguirá fazer nada contra aqueles que se mantiverem fiéis a DEUS, como Daniel. Ele, satanás, verá O Senhor vindo nas nuvens do Céu para nos buscar. As profecias e a história provam que satanás não pode fazer nada contra aqueles que são fiéis a DEUS, pois a eles é garantido um poder que não tem limites.

Professor Sikberto R. Marks

escrito entre: 04/10/2004 a 12/10/2004

revisado em 12/10/2004

Esse post foi publicado em Comentários de Sikberto R. Marks, Profecias e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Lição de História

  1. Airton disse:

    Olá, gostaria de indicar o meu livro, onde faço comentários sobre essa e outras profecias de Daniel. O livro está disponível para donwload no meu blog no endereço: http://airtonbc.wordpress.com/2009/11/08/os-filhos-da-promessa/

    Obrigado.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s