O Juízo Pré-Advento

Clique AQUI para a Página-Raiz. Esse post é parte de um estudo maior.

Comentário ao estudo da lição

Verso para memorizar: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de DEUS é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de DEUS?” (I Ped. 4:17)

1. Introdução – santo sábado, dia do Senhor

DEUS é amor. Essa é a Sua natureza, e por ser amor é correto, Sua justiça é sem defeito, perfeita. Mas por que Ele deve fazer justiça? É a mesma coisa que a justiça da Terra?

O funcionamento do Reino de DEUS é muito simples. Toda a base legal de Seu Reino fundamenta-se num princípio, do qual derivam os demais princípios: o amor. E DEUS mesmo é amor, o que garante a seriedade desse reino. O Reino de DEUS é o que Ele é. O Céu não funciona como na Terra, obediência a leis, lá são princípios que estão nos corações e nas mentes, fazem parte dos seres. Por isso os seres são livres, pois não existe uma lei externa a exigir algo deles, mas o que fazem surge da vontade de amar a DEUS e ao próximo. Isso sé obediência. Obedecer, no reino de DEUS é um ato de total liberdade, porque racionalmente sabe que obedecer é agir corretamente, pela vida e pela felicidade. Por isso o reino de DEUS é muito simples. Ele funciona à partir de um único princípio, o amor, e por meio de uma única estratégia, a obediência. Algo assim é incomparavelmente superior à melhor das nossas democracias na Terra.

Pois, o que se faz no Céu caso ocorra desobediência aos princípios que conscientemente a criatura já entendeu serem bons? Como tudo o mais, também o resultado da desobediência é algo simples, a morte – o salário do pecado é a morte.

E para isso precisa haver julgamento? A rigor, parece que seria desnecessário, pois ali tudo é simples, e fica muito fácil ver se houve ou não transgressão, e na aplicação do resultado da transgressão DEUS jamais se engana, mas vê-se que DEUS tem uma outra característica em seu governo: a total transparência. No nosso caso, há um ingrediente a mais: a possibilidade da salvação. Então há duplo motivo para se proceder a um julgamento: ver se as pessoas aderiram ao plano da salvação, e se não aderiram, se é correto receberem a pena capital da desobediência.

O juízo que nessa semana estudaremos será o do primeiro motivo, se as pessoas que uma vez aceitaram o plano da salvação realmente se arrependeram de todos os seus pecados. Esse é o “juízo pré-advento”, ou seja, é o juízo na “casa de DEUS”, a Sua igreja, o Seu povo. Para efeitos de total transparência, agora, e desde 1844, transcorre a atividade do tribunal celeste. Dele participam seres da Terra, os 24 que ressuscitaram junto com JESUS, e uma multidão de anjos. Por enquanto estão sendo julgados os seres que já morreram, pois estes não podem mais mudar de idéia: os que morreram arrependidos, assim permanecem, e os que não se arrependeram, idem. Como estão em situação definitiva, podem ir a julgamento. Um pouco antes do fechamento da porta da graça, também os vivos que aceitaram o plano de salvação irão a julgamento, pois estes não irão morrer, passarão vivos pelo tempo de angústia, e serão transformados vivos. Portanto, estes deverão ser julgados ainda vivos. Eles irão a julgamento pouco antes do fechamento da porta da graça, quando as condições desse mundo serão tão adversas para a adoração do DEUS vivo que, aqueles que ainda assim O adoram, é porque jamais mudarão de lado. Os superficiais (mornos) já terão sido sacudidos para fora.

Esse julgamento é para ver quem dos que aceitou a JESUS de fato se arrependeu. Os que se arrependeram de tudo, estes terão seus pecados apagados do respectivo livro, e seu nome será confirmado no livro da vida. No dia da segunda vinda, serão chamados à vida eterna.

2. Primeiro dia: Juízos investigativos no Antigo Testamento (Gen. 3:9-19)

A justiça, quando ocorre um delito, precisa primeiro realizar uma investigação sobre o ocorrido, depois organizar as informações registrando os fatos, depois estudar o assunto e comparar os fatos com a legislação, então sim, julgar, e depois, declarar culpado ou inocente. Esse, em resumo, é o procedimento. O mesmo ocorre com o juízo divino – os homens, de alguma maneira, copiaram de DEUS.

Quando Adão e Eva pecaram, a sentença do pecado era e continua sendo a morte. Mas eles não morreram imediatamente ao ato, e sim, viveram mais de 900 anos. No entanto, naquele dia mesmo iniciou-se a investigação do que fizeram. O próprio Senhor foi até eles e fez um interrogatório, começando por Adão, falou depois com Eva, e por fim, nada perguntou à serpente que era satanás, mas de imediato a condenou. É que satanás já estava condenado por atos precedentes, pelo que já havia sido expulso do Céu. O seu pecado já fora julgado e ele já estava recebendo a condenação.

Na investigação do Éden, DEUS lhes perguntou onde estavam. Ele sabia onde estavam, e sabia o que havia acontecido, mas havia a necessidade da confissão de parte dos dois, o que ocorreu prontamente: eles admitiram que comeram do fruto, embora acusassem sempre algum outro pela causa do pecado. À serpente ouviu uma declaração de guerra por parte do Senhor (Gen. 3:14 e 15), Adão e Eva, após admitirem o pecado, ouviram a sentença do que fizeram, viveriam em lutas sofridas, envelheceriam e mais tarde morreriam, retornando ao pó.

Mas, O Senhor anunciou outra coisa, não deixou o casal sem esperança nenhuma. Ele disse que viria lutar por eles, Ele os amava tanto que iria morrer em lugar deles. Eles não morreriam para sempre, sua morte seria apenas como um longo sono. Ele, Seu Criador, viria a esta Terra em forma de ser humano, e lutaria com satanás, e lhe feriria na cabeça com uma ferida mortal, isto é, venceria satanás. Pela vitória desta luta se viabilizaria a graça, isto é, caso Adão e Eva, bem como seus descendentes viessem a se arrepender de seus pecados e viver uma vida segundo esse arrependimento, receberiam a vida eterna de volta. Isso era bom demais, a esperança da vida renascia.

Então, naquele dia, no jardim, houve um processo jurídico quase completo: houve investigação, eles confessaram o pecado, e DEUS lhes apresentou sua condenação: a morte eterna. Mas, no mesmo instante, o próprio DEUS disse que iria, Ele mesmo assumir essa condenação, porque os amava demais. Então a morte deles poderia ser apenas temporária, eles poderiam ainda optar, pela vida ou pela morte, ou melhor, poderiam confirmar sua decisão pela morte, ou, arrependidos, optar outra vez pela vida, estava agora na esfera de Adão em decidir por que caminho iria caminhar.

A sentença do juízo divino é sempre a mesma: morte eterna. Outras providências divinas que se parecem com juízo não o são. Por exemplo, os cativeiros de Israel, eles foram castigos para evitar a pena máxima, assim chamá-los de volta à razão. No Reino de DEUS, cujo produto da obediência é a vida eterna, o efeito da desobediência naturalmente não poderia ser outra, a morte eterna. A própria desobediência é um ato de renúncia à vida, e podemos ver isto em nosso meio sempre que as pessoas abusam de sua saúde, elas estão se matando lentamente, elas sabem disso, no entanto, optam por morrer mais cedo – o caso do cigarro, do álcool, das drogas, etc. Elas desobedecem às leis naturais e optam conscientemente pela morte. Nada mais merecido que morrer mais cedo, isso é justo. Assim também nada mais merecido que a morte eterna a quem se revolta contra o amor, princípio de vida em DEUS para todo o Universo, e também princípio do relacionamento que gera a felicidade. Quem rejeitar isso, como satanás fez e como seus seguidores fizeram, precisa colher o oposto do que rejeitou, sofrimento e morte. A justiça divina, no entanto, precisa fazer um trabalho completo de forma que ressalte a transparência dos atos de DEUS. Assim, a investigação será tripla, primeiro DEUS a faz, depois um grande tribunal o está fazendo, e no milênio, nós verificaremos tudo outra vez. DEUS julgou Adão e Eva, e seus descendentes que nasceriam pecadores, e condicionalmente os condenou à morte. No entanto, Como O Senhor veio morrer por eles, desde 1844 para cá, há outro julgamento, o dos mortos, para ver qual deles, em tempo de vida, usou de bom senso e se arrependeu de seus pecados, para que possa ser perdoado. Os que se arrependeram são, em JESUS, considerados justos, como se nunca houvessem pecado, e são aprovados para receberem a vida eterna de volta. Na segunda vinda serão chamados para a vida eterna. Estes, por sua vez, participarão de outro ato no gigantesco processo da justiça divina, eles verificarão a situação dos outros seres humanos que não foram salvos. Isso ocorrerá durante o milênio, e ali verificarão as razões de sua perdição. Eles constatarão da precisão da justiça divina, nenhum indício de erro será achado.

Mas há algo que eles poderão ver em cada processo de cada ser humano perdido: a ação do amor de JESUS. Verão o quanto anjos, o próprio DEUS, e outros seres humanos se empenharam dando a eles oportunidades que foram rechaçadas. Verão o quanto o amor não encontrou ressonância no coração deles. Eles verão que DEUS é totalmente transparente, paciente, mas também, absolutamente preciso no que faz.

3. Segunda-feira: O Juízo pré-advento no Novo Testamento (Mat. 22:1-14)

O rigor com a precisão, transparência, clareza da justiça de DEUS é algo admirável, também a vemos no Novo Testamento. É o caso de Mateus 22:1-14, na parábola das bodas. Ali JESUS se refere a uma inspeção entre os convidados feita pelo rei. Ele foi ver se não havia algum penetra na festa, e encontrou um. Então perguntou como havia entrado, não estando vestido de forma adequada. Diante da constatação de estar em lugar indevido, foi posto para fora. É uma história muito simples, mas completa. Houve a constatação de uma irregularidade, e num contexto de perfeição não se pode admitir nem mesmo pequenos desvios. No Céu é assim, ou ali tudo é perfeito, ou não é o Céu. Lá não se pode tolerar pequenos pecados ou incoerências, pois seria a semente de algo pior, e mesmo que não fosse, a perfeição para ser perfeita precisa ser total. E DEUS, o Rei, tem obrigação zelar pela perfeição e pela felicidade completa e pela vida eterna dos que desejam tal status.

Em Apocalipse 20:4-6 trata de duas ressurreições, a primeira, dos que se levantam da morte para a vida eterna, a segunda, dos que também se levantam da morte, mas para morrerem outra vez, e nunca mais serem vistos. Tanto antes da primeira quanto da segunda, há que haver um procedimento de juízo para ver sobre a situação de cada um. Antes da primeira, a investigação é vital, pois ela serve para ver quem será levado para a vida eterna, e que vai portanto ressuscitar nessa ressurreição. Por sua vez, antes da segunda ressurreição também vai haver exame dos livros, daqueles que não foram levados para o Céu. Nós mesmos, que seremos salvos é que faremos isto, assessorados pelos anjos, munidos da Lei de DEUS, o Decálogo. Isso acontecerá durante o milênio. Não é para conferir se DEUS se enganou em algum veredicto, mas para garantir a transparência universal da justiça de DEUS. Tudo vai ficar preto no branco, e todos admitirão ser DEUS absolutamente correto e justo, e a Sua Lei justa e boa. Até satanás vai concordar com isso. E é preciso ser assim para que a justiça de DEUS não deixe nenhuma dúvida, nem na mente daqueles que forem mortos para sempre, nem na dos demais, os vivos. Assim o pecado não se levantará outra vez, não por medo de DEUS, mas por amor a Ele, tão bom quanto correto. A confiança em DEUS será algo como nunca se viu antes do pecado, o Universo será muito melhor depois do pecado, embora por hora haja essa ferida horrível em nosso planeta. O amor de DEUS após toda história do pecado ser encerrada resultará melhor compreendido, e a fidelidade para com DEUS será algo incomparavelmente superior ao que era antes. Todos, por exemplo, saberão que se tentassem outra vez uma revolta contra DEUS, Ele também outra vez Se entregaria mais uma vez para morrer por eles. Você tentaria isso? Por amor a um DEUS assim, como diria o gaúcho, “mas de jeito nenhum”. Uma nova revolta atingiria outra vez o núcleo do coração de puro amor de DEUS. Ninguém ousará mais uma vez ferir esse Ser que é capaz de amar tanto, também ninguém mais duvidará desse amor. Não O adorarão por medo, mas por uma ligação de amor tão intenso que antes do pecado não havia. Então se saberá que o amor realmente triunfou. Os anjos mesmo verão que o Rei é tão humilde que se tornou um ser humano, daqueles que estavam sendo destinados à morte. Quem esperaria que O Rei fizesse algo assim? Depois de tudo isso, quem vai outra vez ousar levar um Rei de tanto amor a sofrer o que Ele sofreu? Ninguém, por isso, via essa justiça tão perfeita, o mal não se levantará segunda vez (Naum 1:9).

Pois isso é justiça, a exaltação da perfeição do amor, que é capaz de resolver problemas complicados de forma simples e completa, não só salvando os que se arrependeram e condenando os que se mantiveram rebeldes, mas resolvendo esse problema em definitivo de uma maneira tal que fica garantido que isso não mais tornará a acontecer. E repetimos, não retornará não por medo, mas por amor.

4. Terça-feira: O Filho do homem e o juízo pré-advento

O juízo celeste é diferente dos juízos terrestres. Aqui um juiz pode não entender nada do que se passou na mente da pessoa que fez algo errado. Pode estar totalmente alienado com relação aos motivos, às lutas, perplexidades, informação, desinformação, confusões, pressões externas, fraquezas, etc, de um ser humano ao errar. Não é assim com o Juiz celeste. Ele conhece pessoalmente tudo o que se passou em nossa vida. Na terra os juízes julgam pela fria letra da lei e pelos autos que foram escritos. Sendo eles isentos de tendenciosidade, assim fazem, mas, muitas vezes, ainda são influenciados por outros fatores que afetam o veredicto. O Juiz celeste, ao contrário, foi um de nós, sofreu como nós sofremos, e foi morto por nós, em nosso lugar, é um juiz que quer pagar a nossa conta. Ele não quer aplicar uma pena sobre nós, Ele quer nos livrar da pena. É um Juiz que, antes de Se tornar Juiz, Se fez réu, e Ele mesmo quer nos substituir pelo que Ele sofreu em nosso lugar. Que juiz aqui na terra pode fazer algo semelhante? Nossa justiça não passa de um arremedo, apenas trapo de imundícia.

Esse Juiz, JESUS, chamado Filho do homem, pois tornou-se um homem comum, sofreu o que devíamos sofrer, ressuscitou, então pelos Seus méritos tornou-se sacerdote, isto é equivalente a um advogado, um defensor. Ficou nessa condição no santuário celestial até 1844, quando, além de advogado que ainda continua sendo, também se tornou Juiz. Desde aquela data o tribunal celeste está assentado julgando os mortos, e, enquanto isso, JESUS, ainda como advogado, cuida das questões dos vivos, sempre que recorrem a Ele para perdão de seus pecados.

JESUS, como advogado, enquanto houver tempo de graça, cuida em promover o perdão dos pecados dos que se arrependem, pois por eles morreu, e, como Juiz, coordena o julgamento dos mortos que em vida souberam do plano da salvação e o aceitaram, faz isso para ver se o seu arrependimento foi total. Em caso afirmativo, eles, pelo próprio sangue pago pelo juiz – e isso Lhe dá poder total para até mesmo nos perdoar, pois com Ele está o perdão – então são aceitos para a vida eterna, em caso negativo, seus nomes são retirados do livro da vida, e serão novamente analisados pelos salvos durante o milênio, juntamente com os demais que nunca se arrependeram, ou que nunca quiseram participar do povo de DEUS. Portanto, no julgamento que agora corre, eles estão verificando quem participará da segunda vinda de CRISTO para ser ali transformado outra vez para a perfeição, como originalmente Adão e Eva foram criados.

Portanto, hoje JESUS é Juiz e Advogado (Sacerdote), e no dia em que se fechar a porta da graça, eles permanecerá sendo só Juiz, e só terá o encargo de então executar as penas, pelo que fará a solene declaração naquele dia: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se”. (Apoc. 22:11) Esse é o decreto de um Juiz, não de um Advogado. Daquele momento em diante, quem está salvo, não perderá mais essa condição, mesmo que esteja vivo, e quem rejeitou a salvação, não a terá mais, ou melhor, não a desejará mais. O Espírito de DEUS será retirado da Terra, e as pragas cairão: começa a retribuição sobre aqueles que insistiram manter-se rebeldes, apesar de toda a pregação em altíssima intensidade no tempo do Alto Clamor.

O que o Advogado e Juiz hoje está fazendo é trabalhar com todo empenho, não para condenar, mas para salvar. Todo o Céu está empenado nisso, o Espírito Santo trabalha exclusivamente nessa intenção, e milhares de seres humanos fazem o mesmo. A Bíblia está sendo esclarecida mundo afora, e as pessoas, muitas delas, estão permitindo o acesso da verdade em seus corações. As que aceitarem, podem ter certeza, terão JESUS como Advogado por elas, mas, se ainda assim preferirem manter-se ao lado de satanás, deverão encarar o mesmo Advogado como Juiz. Nesse caso, a conversa é outra, a aplicação da letra da Lei: o salário do pecado é a morte, mas a recompensa dos que amam a JESUS é a posse do Reino do amor por toda a eternidade. Parece sonho e utopia, mas é a pura realidade, bom demais para ser verdadeiro, e é verdadeiro. Pessoalmente creio nisso como sendo a única esperança para a minha vida e da minha família, bem como de todos os que tenham alguma boa vontade.

5. Quarta-feira: O chifre pequeno, os santos e o juízo

Para que um processo judicial seja completo e correto, deve apontar tanto inocentes, inocentando-os, como apontar culpados, condenando-os. Assim é a justiça divina. O contexto de Daniel capítulo 7 representa exatamente essa idéia, que era o conceito de justiça entre os judeus. começando pela casa de DEUS, isto é, pelos que souberam da salvação e a haviam aceito, esse processo de investigação verifica quem aceitou e quem não aceitou. Ora, a aceitação ou não aceitação ocorreu em um contexto de guerra, isto é, de convite de DEUS e forte oposição de satanás. Portanto, no juízo que DEUS está conduzindo, evidentemente Ele quer saber quem se manteve fiel a Ele, e, quem fez oposição a Ele. Como resultado, os fiéis serão perdoados pelo sangue de JESUS, mas os que se opuseram, esses deverão ser condenados. Se devem ser condenados os que se mantiveram rebeldes, quanto mais ainda deve ser condenada a sede da rebeldia, que é satanás e seu sistema religioso, antigamente os sistemas pagãos, hoje, o sistema chamado cristão, mas que é uma nova babilônia de igrejas, com doutrinas bíblicas misturadas a dogmas espíritas e pagãos. É uma grande mistura de cristianismo, espiritismo e paganismo que será julgada como origem das tentações que sobrevieram às criaturas que DEUS trouxe ao mundo, e DEUS como Pai, no juízo, quer salvar os que se voltaram a Ele, condenar os que não se voltaram a Ele e condenar também os poderes que criaram toda essa confusão babilônica. Portanto, esse é um processo judicial completo, que chega ao ponto de no final erradicar por completo qualquer indício de fonte de pecado, não vai restar nem raiz nem ramo. A solução não será apenas temporária, até que outra vez se levante a angústia, ela será tão bem conduzida que não se levantará jamais outra vez o pecado.

Assim, o chifre pequeno, isto é, o sistema místico de babilônia e seu líder maior, satanás, bem como todas as suas lideranças terrestres e suas organizações, serão julgados para serem definitivamente extintos. Nesse processo todo, se ressaltará acima de tudo a paciência e o amor de DEUS, e essa a razão porque o mal não se levantará outra vez: se explicitou o caráter de DEUS como sendo verdadeiramente puro amor.

6. Quinta-feira: O tempo do juízo pré-advento

O juízo tem um tempo determinado para iniciar. Evidentemente não se pode proceder um julgamento antes dos fatos acontecerem. Isso seria pré-julgamento. É preciso que primeiro aconteçam os motivos que tornam necessária a efetivação de um julgamento. Na história da humanidade seguiram-se muitos fatos de rebelião contra DEUS, e há uma lógica neles. Há a rebelião por simples desobediência, e há a rebelião por ostensiva e declarada combatividade contra DEUS. Aqueles que apenas desobedecem, facilmente se arrependem, mas aqueles que conscientemente, sabendo a diferença entre a verdade e a mentira, utilizando desse conhecimento para fazerem guerra contra DEUS e Seu povo, esses precisam de um tratamento diferenciado da parte do Juiz. É o que vai acontecer.

Para que se saiba quem é quem nessa história de pecado, quem apenas peca mas fica triste por isso, e quem é o inimigo de CRISTO, quem é o ANTICRISTO, é preciso haver história, ou seja, é necessário que fatos ocorram para que todas as intenções sejam reveladas, e que se possa distinguir a verdadeira natureza de cada um e seus objetivos. Os que apenas erram, se lhes for mostrado o seu erro e o que isto lhes pode custar, alguns deles arrependem-se, e voltam para o caminho da vida. Outros, no entanto, acariciando a vida de erros, preferem ficar neles até a morte eterna. Mas há também os que deliberadamente combatem a CRISTO e Seu povo, no intuito de arrebatar seu povo de CRISTO e torna-lo escravo de satanás. Desses existem pessoas dentro da própria igreja como em todas as igrejas, como veremos em estudos mais adiante.

Ora, os simples pecadores mostram em suas vidas o que desejam, uns se arrependem, outros não. Assim que morrem, podem ser julgados, pois no estado da morte não mudam mais de posição. Mas aqueles que se alinham ao lado de satanás, em forma de uma organização do tipo império, criaram um organismo que precisa ser revelado, tal como um pecador, em seu ciclo completo de ação. Um indivíduo necessita apenas de uma vida para revelar sua decisão para a eternidade, mas uma organização, para se revelar por completo, precisa de muito mais tempo, só então estará madura de ser julgada. O sistema pagão vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, dos milênios, e é o sistema contra CRISTO. Ressurgiu depois do dilúvio com Ninrode, espalhou-se entre as nações e foi sistematizado pelos filósofos gregos – eles que deram uma aparência de teoria confiável, por exemplo, a idéia pagã da imortalidade da alma, da origem do pecado, etc. Depois disso, os cristãos buscaram nesses filósofos gregos os fundamentos para paganizar a igreja de CRISTO, criando outros pais para a igreja, chamados patrísticos. Esses são pais pagãos, e foram em número de 33, embora nem todos eles foram nocivos ao cristianismo verdadeiramente apostólico. Agora faltava ainda que esse novo poder que se formou da amálgama de doutrinas cristãs com dogmas pagãos se revelasse. Isso fez durante os 1.260 anos de sua supremacia, previsto por intermédio do profeta Daniel. Esse tempo se iniciou no ano de 538 e expirou em 1.778, quando o sistema papal foi afetado por Napoleão Bonapoarte. Só depois de tudo isto é que o gigantesco e milenar sistema anticristo poderia ser julgado, e também esse tempo estava previsto pela profecia. O tempo exato chegou em 1844, justamente quando CRISTO entrou no lugar santíssimo do santuário celeste, ano em que Ele Se tornou Juíz. Ali começo o grande julgamento, na primeira faze, julgando os da casa de CRISTO, para ver se em vida se arrependeram ou não.

Então hoje estamos em tempo soleníssimo, ainda é tempo de pregação, mas também já de julgamento. Enquanto se prega aos vivos, esses que ainda podem tomar decisões, os que morrem, portanto com a morte termina sua oportunidade de decidir, vão a julgamento. Após esse julgamento da casa do Senhor, vem a recompensa aos que se arrependeram, eles recebem junto com O Senhor o reino e a vida eterna. Depois disso, o anticristo e os demais também serão julgados, mas durante o milênio.

7. Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

O juízo que desde 1844 está correndo no Céu deve ser algo terrível. Imagine o trono de DEUS, e Ele, com Sua dignidade assentado sobre esse trono. Nas proximidades estão os 24 anciãos, homens que ressuscitaram junto com a ressurreição de JESUS. Alguns deles são antediluvianos, e estão fazendo parte do juízo e são testemunhas da santidade de DEUS, de Seu caráter e de Sua Lei, e expressam essa santidade em palavras, pelo que DEUS representa. Servindo o tremendo espetáculo, há milhares de milhões de anjos, nas mais diversas atividades. Se pudéssemos ver, seria algo de aterrorizar, em razão do que ali estão decidindo.

Quem esse tribunal está julgando? Só são julgadas as pessoas que em sua vida decidiram pela salvação, pelo que tiveram seus nomes escritos no livro da vida. Isso é o que significa que o juízo começa pela casa de DEUS (I Ped. 4:17). O tribunal julga, por enquanto, apenas as pessoas que já morreram. Há uma razão importante para ele agir assim: aqueles que tiveram seus nomes escritos no livro da vida são candidatos à vida eterna, desde que tenham mantido em sua vida essa decisão. Os que decidiram pela vida eterna, esses devem ter-se arrependido de todos os seus pecados quando ainda em vida. Então, quando um deles morre, se viveu uma vida de arrependimento, ou, mesmo que tenha caído e que tenha cometido as piores coisas possíveis, mas depois tenha-se arrependido, ao o tribunal considerar o seu caso, será absolvido pelo sangue de JESUS derramado em seu lugar, e seu nome permanecerá no livro da vida.

É um dramático momento esse em que um novo nome é examinado. Seu caso é verificado abrindo-se os respectivos livros. São três livros, o da vida, onde estão os nomes de todas as pessoas que aceitaram JESUS como seu Salvador. Durante a vida devem ter confirmado essa decisão ou não, pelo arrependimento ou não de todos os seus pecados, com uma vida de crescimento espiritual, isto é, de santificação. Outro livro é o dos registros, onde constam os pecados cometidos de cada pessoa, e o terceiro livro é o das memórias, onde constam os atos que estão de acordo com a Lei dos Dez mandamentos.

Então, no momento em que um novo nome é apresentado para ser examinado no tribunal, há uma tremenda expectativa. O respectivo anjo da guarda tem oportunidade para dar seu testemunho sobre como foi a vida dessa pessoa. É lido no livro de memórias para ver se ali constam, nos atos positivos, arrependimentos do que de mal praticou. Se for assim, então se levanta o Salvador, a apresenta-se diante do Pai, mostra suas mãos marcadas pelas feridas, e intercede por aquela pessoa, perante o tribunal. Nesse caso, é impossível qualquer acusação contra esse nome, pois o poder do sangue derramado pelo próprio Rei do Universo é por demais valioso para ser rejeitado em favor daquela pessoa. Nem mesmo satanás, se pudesse estar ali, poderia apresentar qualquer argumento contra o procedimento de JESUS. É o momento da explosão do amor de Quem morreu por aquela pessoa, e esta, aceitou a morte de JESUS em seu lugar. O rosto de JESUS está radiante de amor por mais um ser humano que está conseguindo salvar para a vida eterna. DEUS, o Pai, jamais rejeitou um ser humano pelo qual o Salvador morreu, pelo contrário, foi o Pai que enviou Seu Filho para morrer por nós, foi assim Sua vontade, movido pelo mesmo amor do Filho.

Então, aceito o nome, há uma tremenda aclamação de júbilo celeste, é mais um que vai receber a vida eterna de volta. O anjo pessoal daquela pessoa sente-se realizado, vai poder apresentar-se a ela quando ressuscitar, e será quem a conduzirá para conhecer de perto o Salvador. Há mais duas partes na solenidade. Os pecados do livro de registros são totalmente apagados, e ao lado do nome é escrito algo como “aprovado”. Desse momento em diante, desapareceu do santuário celeste a lista de pecados que ali constavam, para que nunca mais se fale nesse assunto. Dessa pessoa o santuário já foi purificado, e ela, quando reviver, poderá ali ter livre acesso como se nunca tivesse pecado.

Dentro de pouco tempo, esse mesmo tribunal irá verificar os nomes dos da casa de DEUS em vida. Isso acontecerá nos últimos momentos antes do fechamento da porta da graça. Muitos não irão morrer, no entanto, para serem salvos, devem passar pelo julgamento em vida. Nos últimos dias, a oposição á verdadeira adoração será tão intensa que resultará numa tremenda sacudidura. Cairão fora todos aqueles que não estão dispostos a um arrependimento completo. Os demais, serão provados no fogo da aflição antes do fechamento da porta da graça, e ali serão branqueados ao ponto de se tornarem, pelo poder do Espírito Santo que reivindicarão a todo momento, completamente puros. Estes, mesmo que satanás em pessoa os tente, não mais cederão a pecado algum. Nessa situação é bem seguro o tribunal aprovar seus nomes para a vida eterna, mesmo que não tenham morrido. Eles tornam-se as testemunhas do poder transformador de DEUS. Eles serão pessoas que viverão no tempo da maior oposição à verdade, no entanto, permanecerão em pé, e dobrarão seus joelhos apenas diante do Criador.

Aos seus nomes aparecerem diante do tribunal celeste, e isso poderá acontecer comigo e com o amado leitor, o clima de solenidade será ainda maior, trata-se de pessoas indo a julgamento ainda em vida. Ao mesmo tempo essas pessoas ainda estarão trabalhando freneticamente, aqui na Terra, pela vida de outras pessoas. Vai haver uma agitação na Terra pela vida de pessoas assim como no tribunal celeste. Será um tempo de grande apreensão, pois milhões de vidas estarão na balança do julgamento. Atividade frenética também acontecerá no Céu, tanto no tribunal quanto pelos anjos destacados a ajudar na pregação do alto clamor na Terra. São os últimos momentos de oportunidade de alcançar a vida eterna. E no planeta estão vivas mais de 6 bilhões de pessoas que devem fazer uma escolha, ou pela vida, ou pela morte. De um lado, o poder do Espírito Santo assessorando seres humanos, os ajudam na proclamação do evangelho eterno, de outro lado, o mistério da mentira agita-se por todos os lados com sofismas e enganos, para, se possível, enganar até mesmo os proclamadores desse evangelho. O grau de tentação será algo inimaginável. Nesses dias, quando um ser vivo for resgatado do meio do império de satanás vai haver uma aclamação no Céu como não se pode imaginar, tamanha a alegria. Por outro lado, a cada decisão pelo sinal da besta, o anjo daquela pessoa entrará em pânico e a ele se juntam outros, solidários na imensa tristeza. Podemos ver o Céu, nesses tempos, uma agitação de tal solenidade que dará pavor até mesmo aos habitantes de mundos não caídos. É que estão em jogo vidas humanas, a decisão é de vida ou de morte eterna.

E, quando o meu e o teu nome for examinado? Que tipo de som se ouvirá no Céu? Lamento ou alegria? Será que irão apagar o que estiver escrito no livro dos registros, ou irão remeter o caso para ser outra vez examinado, junto com os nomes dos que nunca se arrependeram, durante o milênio? Hoje é o dia da escolha entre a vida ou a morte, escolhei hoje a quem desejais servir, se a DEUS ou a satanás. Que seja a DEUS!

Professor Sikberto R. Marks

Escrito entre: 13/10/2004 a 20/10/2004

Revisado em 22/10/2004

Anúncios
Esse post foi publicado em Comentários de Sikberto R. Marks, Santuário e Juízo Investigativo e marcado , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s