O Julgamento de Nabucodonosor

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Comentário ao estudo da lição

Verso para memorizar: “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do Céu, porque todas as Suas obras são verdadeiras, e os Seus caminhos, justos, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Daniel 4:37).

1. Introdução – santo sábado, dia do Senhor

Nabucodonosor foi rei de Babilônia no tempo do segundo império. Babilônia, como sabemos, foi fundada por Ninrode, não muito depois do dilúvio, que também fundou outro império, o Assírio. Ao menos as cidades que construiu, entre elas Nínive, resultaram também nesse império, e possivelmente as construções dele tenham resultado também em outras nações antigas.

Ninrode quis ser como DEUS, mas tornou-se um tipo de satanás pois que queria aparentar ser como DEUS. Não sabemos quanto tempo ele viveu, mas por certo alguns poucos séculos, como viviam as pessoas das primeiras gerações pós-diluvianas. Isto possibilitou que ele fizesse muitas obras de grande porte. No entanto, em relação à idade dele, por certo deve ter morrido cedo, talvez com duzentos ou um pouco mais anos. É que a sua mãe, Simeraídes, que também era a sua mulher, estava grávida, possivelmente dele. O filho que nasceu após a morte de Ninrode foi aclamado como uma espécie de messias, e a sua mãe, a “rainha dos céus”, a “mãe de deus”.

Portanto, é impressionante a declaração de Nabucodonosor glorificando ao DEUS Criador como “Rei dos Céus”, em lugar da rainha dos céus, título atribuído a uma antepassada dele. O rei de um império de satanás, por experiência própria entendeu que há um DEUS que está acima de todas as mitologias e invenções dos seres humanos, cujo poder é infinito e que tem em suas mãos o poder sobre todas as coisas.

2. Primeiro dia: Um testemunho real (Dan. 4:1-9)

Ao saírem das mãos do Senhor, Adão e Eva foram criados com o Seu caráter. Eram, portanto, humildes, amáveis, respeitadores, obedientes, e receberam todas as qualidades do caráter de seu Criador. No entanto, por um ato de desobediência ao Criador e de submissão a satanás, iniciou-se radical mudança em seus caráteres. Eles descobriram o conceito do mal que veio de satanás, que ele também descobriu e que desenvolveu, utilizando-o como arma de guerra e de conquista. Desde que se degenerou satanás vem utilizando o conceito do mal (mentiras e enganos, ameaças, sofrimento, medo, truculência, violência, terrorismo, prepotência, etc.) para escravizar as pessoas sob seu poder.

Os descendentes de nossos primeiros pais já nascem todos com a mesma herança, degenerando cada vez mais, tornando-se cada vez piores. Um dos aspectos desse conceito é o incontrolável desejo de poder, a tentação de ser mais importante que os outros, de dominar sobre os outros. Isso manifesta-se em todos os lugares, e são bem poucos os que não são afetados muito intensamente por esse desejo. Mais ainda essa inclinação é sentida depois que a pessoa recebe um cargo de liderança. Um exemplo bíblico é o de Saul, humilde no início de seu reinado, mas que se deixou vencer pela prepotência. Moisés é um exemplo de quem não permitiu sobre si a ação de tal influência, ele, como Enoque, andava com DEUS.

Nabucodonosor, foi rei do maior império daqueles tempos, fundado por Ninrode, o grande construtor, estrategista e místico condutor de um sistema de adoração conforme o desejo de satanás. DEUS viu em Nabucodonosor um homem que poderia ser transformado, mas não facilmente. O rei tinha em seu íntimo o desejo de ser o protagonista de um reino eterno aqui na Terra, influenciado por satanás. Meditando nisso, vem-lhe o sonho e a revelação de que ele é apenas uma sucessão de reinos, pois já houve reinos anteriores e haveria posteriores. Ele sentiu que isso era verdade pela forma como tudo foi revelado, mas não se conformou. Passando os dias, teve em seu íntimo uma revolta contra o DEUS que havia dito tais coisas, e decidiu desafia-lo pela construção de uma estátua, não conforme a que sonhara, mas toda de ouro. Isso deveria ser símbolo de seu poder, superior ao poder de quem lhe dera o sonho e lhe revelara o futuro. Agora Nabucodonosor, sob forte influência de satanás, estava determinado a ditar o que seria no futuro, em lugar de DEUS. Ele estava, tal como satanás, desenvolvendo ódio contra o DEUS dos hebreus, por causa da revelação de que o seu reino seria substituído por outros, e, pior ainda para satanás, no final das sucessões, nos dias dos últimos reis, quando estes estivessem envidando esforços por mais um império global, justamente aquele DEUS dos hebreus viria instalar aqui nessa Terra um reino perpétuo. Essa parte quem influenciava Nabucodonosor, satanás, não gostou de saber, e odiou muito. satanás repassou desse ódio a Nabucodonosor, e este decidiu desafiar o DEUS dos hebreus. Naquele episódio, pela segunda vez, e dessa vez de forma muito mais incisiva, o rei teve oportunidade de discernir quem é DEUS e quem não é.

Agora vem o terceiro episódio. Passados alguns tempos, o rei teve mais uma recaída para o orgulho, a prepotência e a sede de poder. Ele estava admirando as obras de suas mãos, seu palácio, local de onde dominava seu vasto império. Ali mesmo ele teve a terceira experiência e oportunidade de se tornar servo do DEUS Criador. No início do capítulo 4 de Daniel o rei testemunha da sua decisão, e na seqüência ele descreve o que lhe aconteceu. Nesse testemunho o rei finalmente reconhece o que antes não queria reconhecer: o reino de DEUS é eterno e o dele, passageiro. Estudemos nessa semana esses impressionantes fatos.

3. Segunda-feira: O segundo sonho de Nabucodonosor (Dan. 4:10-18)

O segundo sonho de Nabucodonosor veio para fazer algumas correções de entendimento distorcido que se degenerara na mente de Nabucodonosor do primeiro sonho. A interpretação de Daniel fora correta, clara e precisa, o rei também havia entendido corretamente, no entanto, agora o rei estava dando ao sonho outra interpretação, a dele mesmo. Ele resolveu mudar a interpretação do sonho. Na parte que revelava que o seu reino era passageiro, ele resolveu, como rei, mudar para reino eterno. É o que hoje satanás faz no campo religioso, fazendo parecer que uma igreja falsa é a verdadeira, e que a verdadeira é a falsa.

Como isso veio acontecer? Sede de poder, podemos dizer. O rei queria poder e prestígio, para sempre, pare ele e para seus descendentes. Foi isso que DEUS prometeu a Davi e seus descendentes, que sempre haveria um homem da família de Davi a ocupar o trono de Israel, até que viesse Um para ocupar esse trono para todo o sempre, esse é JESUS. Tal coisa queria Nabucodonosor, um trono eterno para seus descendentes. Ele queria ratificar esse desígnio por meio daquela estátua toda em ouro, assunto estudado na semana passada.

Então, pelo que aconteceu dentro da fornalha o rei pode ver que seu reino não seria eterno. Mas ainda restou em seu coração uma fagulha de orgulho e de sede pelo poder. Passaram-se alguns tempos, e lá estava ele outra vez admirando o que pensou ser a “obra das suas mãos” da sua capacidade pessoal. É muito curiosa essa sede pelo poder e pelo prestígio por parte do ser humano. De onde vem isso, como se explica? Por que o ser humano quer tanto ser mais do que realmente ele é? De onde vem o quase irresistível desejo de ser mais? Vejamos a história da sede pelo poder.

O desejo de ser mais que os outros gera uma sensação de prazer psicológico íntimo que leva o indivíduo a demorar-se nos respectivos pensamentos. Ocorreu da primeira vez em Lúcifer. Ele era o mais lindo ser criado por DEUS, e ele, por um tempo, admirou-se por causa da sua formosura. Isso lhe fez bem, embora soubesse serem aqueles pensamentos inadequados. Mas ele os acariciou, em secreto. Com o tempo, junto com esses pensamentos, experimentava outros, como de ser ainda mais do que já era, de ser semelhante ao Altíssimo. Isso lhe causava grande prazer íntimo, a ponto de demorar-se nesses pensamentos. O seu coração elevou-se em secreto, o seu coração, por causa da sua formosura, só inferior a DEUS, aprendeu a acariciar sentimentos agradáveis de grandeza, queria ser tal como DEUS. Sentiu, acariciou, anelou e cultivou o desejo de ser igual a DEUS. Apaixonou-se pelo seu sonho, e tornou-se escravo dele, deixou-se arrebatar em tal intensidade pelo prazer de sonhar de ser DEUS que viu-se fazendo projetos de “ser DEUS”, e viu-se em campanha política de aliciamento de anjos, no intuito de tornar sua irresistível fantasia em grandiosa realidade. Embora intensamente alertado e advertido pelo próprio DEUS sobre o que estava fazendo, acordou expulso do Céu, mas nunca mais conseguiu libertar-se de suas ambições há tanto acalentadas: queria ser mais poderoso. Ele jamais recorreria a DEUS, não queria separar-se de seu louco sonho de ser igual a DEUS. Então, como mestre do engano, usa de todos os seus sutis recursos de persuasão para semear, fazer germinar, nascer e crescer nos seres humanos a mesma experiência com os mesmos sentimentos de grandeza, até que eles também se tornem escravos do irresistível prazer que proporciona o sonho de ser mais que os semelhantes, até de ser igual a DEUS.

Isso acontecendo, esses seres humanos tornam-se escravos de satanás. Ele mesmo sabe como tais sonhos são poderosos para escravizar, e influencia a quantos pode para se tornarem seus escravos levando-os a terem a mesma experiência que ele percorreu. A não ser que, como Nabucodonosor, permitam que o poder de DEUS os acorde de seu sonho satânico, do qual acordariam um dia para saberem tratar-se de um pesadelo mortal, de outra sorte se perderão para sempre, como satanás. Nabucodonosor, um quase total escravo de satanás, por pouco permitiu que o poder de DEUS o libertasse de seu destino de morte, e na terceira experiência intensa com DEUS, finalmente ele se entregou, não parcialmente como nas anteriores, mas completamente. O homem, que pertencia ao reino de satanás, que era um dos líderes nesse reino, passou para o outro lado, o do reino de DEUS, o reino eterno. O que esse rei sempre queria, ser rei num reino eterno, finalmente foi-lhe revelado o caminho, de, como súdito de CRISTO, o verdadeiro rei, pertencer ao reino eterno d’Ele.

Como DEUS fez para que Nabucodonosor se flagrasse no erro? Lhe enviou o segundo sonho, que desmascarava seu sonho acordado, de ser mais que realmente era. Sonhou como uma árvore que abrangia o mundo, o que o rei sempre queria. A árvore abrigava todos os povos e animais, proporcionava frutos a todos. Era o que o rei sempre quis, em seu orgulho. A folhagem era formosa, o fruto abundante, sustentando a todos os seres viventes. Esse era o sonho do rei, e DEUS, usando a técnica da persuasão, entrou em seus desejos nesse sonho. Mas, como aconteceu com satanás, e como acontece com todos nesses casos, era um sonho que um dia fatalmente se torna um terrível pesadelo. Assim DEUS agora estava tentando poupar Nabucodonosor, dele sofrer o pesadelo na vida real, senão apenas em sonhos da noite. Veio um vigilante, um dos anjos que observam os fatos na Terra, e mandou cortar a árvore, espalhar o fruto e espantar os seres que nela se abrigavam. Mas deixaram a cepa, presa por correntes por sete anos. Então o sonho reverte para um ser humano, e nele deram ao ser humano um coração de animal ruminante por sete anos. Ao final desse tempo, foi devolvido ao ser humano, que era o rei, e ele antes também era a árvore, junto com seu reino, o coração normal.

Esse sonho foi um alerta a Nabucodonosor, de que deveria, em tempo, arrepender-se de seu desejo de ser mais que os outros, de ser igual a DEUS. Mas isso não aconteceu, senão quando esse sonho se concretizou na vida do rei. Depois que ele literalmente pastou erva do campo durante sete anos, só então fez uma entrega total a DEUS, e tornou-se humilde como convém a quem deseja pertencer ao reino eterno do Senhor.

4. Terça-feira: O conselho de Daniel (Dan. 4:19-27)

DEUS vinha trabalhando com o rei Nabucodonosor, via nele a possibilidade de salva-lo. Mas havia muito a fazer por ele. A sucessão de ações da parte de DEUS para com o rei foram:

ð Permitiu que ele dominasse sobre o Seu povo, que se tornar muito rebelde;

ð Permitiu que levasse para o palácio alguns moços da mais fina extirpe da fé, para ali darem testemunho;

ð Propiciou o testemunho do alimento puro e seus resultados;

ð Enviou o sonho da estátua e sua interpretação, por meio de um estrangeiro, seu servo fiel;

ð Permitiu que o rei erigisse uma estátua ridícula só para fracassar diante da fidelidade dos três moços de Judá;

ð Enviou um segundo sonho alertando sobre a soberba de Nabucodonosor, a essa altura dos acontecimentos o rei já deveria saber o suficiente sobre o verdadeiro DEUS para tomar uma decisão consciente sobre a quem seguir e como dirigir a sua vida;

ð Enfim, levou ao rei à realidade do sonho, pelo que passou 7 anos entre os irracionais;

ð Enfim, definitivamente o rei reconheceu sua dependência de alguém acima dele, e fez sua entrega completa e definitiva a DEUS, desistindo de ser escravo de satanás, reino de quem ele dirigia (Babilônia).

Entre o primeiro e o segundo sonho havia algumas diferenças vitais. Vamos a elas, pois são essenciais para algumas compreensões mais significativas:

ð O primeiro sonho foi sobre os reinos que se sucederiam; o segundo foi sobre o primeiro rei desses reinos;

ð O objetivo do primeiro sonho foi informar que os reinos dos homens, melhor, de satanás, passariam um após outro, mas o reino de DEUS, do Senhor, não passaria jamais;

ð E que JESUS, na ilustração da pedra, viria a este mundo para instituir aqui Seu reino eterno;

ð Que Nabucodonosor deveria tornar-se servo do Rei dos reis, como Daniel, que já o servia fielmente;

ð No segundo sonho DEUS estava focando especificamente Nabucodonosor, querendo salva-lo, pelo que lhe revelou o que aconteceria com ele, deixando bem claro quem estabelece os reis e quem os depõe.

ð Ainda, tendo o rei um ano de oportunidade, não aproveitando essa oportunidade, viu cumprir-se uma ameaça condicional, pela qual ficou comprovado que DEUS é rei superior a todos os reis humanos.

Diante da necessidade de informar ao rei tais fatos, que ele ficaria louco por sete anos, Daniel titubeou. Ele havia feito intimidade com o rei, amava o rei, queria o bem para ele, agora devia dar tal notícia pavorosa! Imagine você devendo dar uma notícia parecida a um grande amigo seu. Por isso Daniel disse que tal desígnio se direcionasse aos inimigos do rei, e o aconselhou. Daniel não titubeou por medo do rei, pois o conselho que deu foi audacioso, ele disse: “Põe termo em teus pecados pela justiça, a as tuas iniqüidades usando de misericórdia para com os pobres; e talvez se prolongue a tua tranqüilidade.” Daniel foi corajoso para dizer tais palavras a um rei de Babilônia, que geralmente não se deixava contrariar, e executava com a morte quem o ofendesse. Daniel amava o rei, assim como DEUS também, os dois desejavam a salvação do rei…

5. Quarta-feira: A humilhação do rei (Dan. 4:28-33)

Nabucodonosor, herdeiro das conquistas de seu pai, herdeiro das construções de seu ancestral Ninrode, tendo ele próprio expandido o que seus antecessores fizeram, era, na realidade, como o mais promissor déspota de satanás na Terra para aqui implantar um reino inimigo a DEUS. Já havia dominado o povo mais importante para um domínio religioso global, os judeus. Faltava-lhe apenas perpetuar o poder como imperador de um império para todos os tempos. Era o que satanás queria.

No entanto, mais uma vez o plano de satanás foi frustrado pelo poder de DEUS, que acima dos interesses menores, decide o que pode e o que não pode prosperar. Esse reino de satanás não poderia prosperar, ele não deveria tornar-se global, deveria passar a outro. E mais, o rei mais brilhante deveria tornar-se, de escravo de satanás a súdito do DEUS Criador, para grande desgosto de satanás. DEUS havia colocado no núcleo do império de satanás alguns representantes seus, jovens judeus. O império de satanás já estava rachando.

Agora, para completar, o rei, orgulhoso de seus feitos e do brilhantismo da cidade de onde governava, apreciando-a, diz a si mesmo: “Não é esta a grande babilônia que eu edifiquei para a casa real, com meu grandioso poder e para a glória da minha majestade?” Ditas as palavras, sem intervalo, cumpre-se a profecia do sonho da árvore que tivera um ano antes. Nabucodonosor perde a racionalidade de ser humano e assume um instinto de animal, como um boi, ou seja, ele ficou louco. Algum resquício de lembrança do que ele era ainda lhe restou, pois, passados sete anos, ele, em sua situação humilhante, reconhece o DEUS Criador como quem tem poder sobre os soberanos da Terra.

Esse comportamento, em que um ser humano se comporta como um animal é uma realidade ainda hoje. No interior de Ijuí, há alguns anos atrás, foi notícia em manchetes nacionais o comportamento de uma mulher que vive como um animal, desde pequena. Não se veste, alimenta-se como um animal e assim também é seu comportamento. Isso foi o que aconteceu com rei que deveria ter sido o princípio de um reino para impor o sistema de adoração de satanás a todos os povos, sem deixar vestígios da adoração ao Criador. Pela providência divina, não deu certo, o próprio rei se converteu, o que estudaremos no próximo dia.

6. Quinta-feira: A conversão de Nabucodonosor (Dan. 4:34)

“Mas ao final daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse ao Altíssimo…” (Dan. 4:34 pp). Levou sete anos para o rei levantar os olhos em reconhecimento de uma majestade superior a ele. Mas, no momento em que o rei levantou os olhos ao céu e “reconheceu que DEUS, o Altíssimo tem domínio sobre todos o reino dos homens, e a quem quer constitui sobre ele” (Dan. 5:21, up), foi-lhe devolvida por esta majestade a sua condição de rei de Babilônia que o DEUS do Céu, o Rei dos reis lhe havia tirado, e o poderia ter dado a qualquer outro.

Então, depois de várias oportunidades, dessa vez Nabucodonosor converteu-se por inteiro, entregou-se sem reservas. Ele reconheceu que:

a) o reino de DEUS que é eterno, não Babilônia;

b) que DEUS administra os seres celestes e os terrestres;

c) que DEUS é o Rei dos Céus (não a rainha dos céus, Simeraídes, esposa de Nirode, e, por decorrência, também não a virgem Maria, hoje proclamada como rainha dos céus), e que as obras de DEUS são verdadeiras (não construções de falsa adoração como a torre de Babel ou a estátua de ouro) e que os caminhos de DEUS são justos (isto é, corretos e inquestionáveis), e, por fim, que DEUS tem poder suficiente para humilhar os soberbos, como ele havia sido.

Nabucodonosor dessa vez converteu-se de fato, das vezes anteriores ele apenas reconhecia sua derrota, o que já era alguma coisa boa, mas agora ele reconheceu a DEUS como Rei de um reino eterno, o seu Rei, e se reconheceu como um orgulhoso e soberbo rei. A sua conversão foi no momento em que levantou os olhos quando ainda estava na condição de quase irracional (Dan. 4:34 e 5:21).

Fato que chama atenção, esse era o maior reino do mundo e deveria ser o princípio de um domínio por parte de satanás para dominar todas as nações. Pois, o rei desse reino reconheceu a DEUS como o supremo Rei. Que derrota para satanás! No final, o próprio satanás reconhecerá a DEUS como o Rei eterno e Sua justiça como verdadeira, mas, ao contrário de Nabucodonosor, não se converterá.

7. Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Estão invertidos os valores aqui na Terra. Por influência de satanás, os seres humanos desenvolvem um forte desejo de grandiosidade, de dar importância a si maior que aos irmãos, em muitos casos, até de divindade. Foi assim com Nabucodonosor, até que ele se converteu. DEUS insistiu com ele porque via nesse homem a possibilidade de mudança.

Em nossos dias os homens e mulheres são influenciados pelo mesmo poder. A ciência, por exemplo, e para citar apenas um exemplo, é valorizada acima de DEUS. É como se a ciência tivesse surgido por si mesma, por um processo evolutivo. Os líderes da humanidade estão certos de que poderão resolver seus problemas, como é agora o caso da violência generalizada mundo afora.

Para piorar a situação, paralelamente, o cristianismo medieval retorna com toda a força, e a besta de apocalipse capítulo 13 readquire poder. Se já não bastasse aos homens a confiança em suas próprias capacidades, que para pouco servem, ainda agora ganha importância nos meios políticos a adoração à virgem Maria, como a antiga “Rainha dos Céus” de Babilônia.

É crescente uma confiança entre os líderes de que a saída para os catrastóficos problemas de toda ordem na Terra seja pela associação dos meios políticos ao misticismo religioso, pois isso levará a uma unificação das forças da humanidade pela paz. O projeto de Nabucodonosor era estabelecer na Terra um reino permanente e global. Foi frustrado por DEUS. O projeto atual é o mesmo, estabelecer um reino para esse novo milênio, unindo forças políticas como forças religiosas, e unindo todos os poderes do planeta em torno de um sistema único de adoração localizado no Vaticano. O objeto de adoração não é O Senhor JESUS CRISTO, O Salvador, mas, a rigor, satanás, pelas mais diversas formas de canais intermediários pagãos que já conhecemos, isso está profetizado. É a insistência de satanás em querer ser igual a DEUS, e nesse desejo, tem influenciado a milhares de líderes políticos e religiosos no mesmo sentido. Está chegando a hora da grande surpresa ao mundo, quando o verdadeiro DEUS, que morreu por nós, se manifestar. Essa surpresa será como um tremendo susto inesperado para a maioria dos habitantes do mundo, que nem mais consideram a existência desse DEUS, prestes a retornar a esta Terra.

Pelo testemunho daqueles que se conservam na igreja profética que prega a verdade bíblica, quem sabe, alguns dos grandes líderes de hoje sigam o exemplo de Nabucodonosor. O seu testemunho está na Bíblia para, tanto nos fazer entender sobre essa possibilidade nos dias atuais, quanto para que esses líderes tenham também tal oportunidade. Nós, aqueles que se mantém como trigo nesses últimos dias, somos aqui como foram os quatro rapazes levados para Babilônia: testemunhas da verdadeira adoração. Esse é hoje o nosso desafio, de, em meio a Babilônia mística, pregarmos com força total quem é o que deve ser adorado, e quem não tem esse direito. Nabucodonosor aceitou, finalmente, pela intervenção do poder de DEUS, o testemunho dos quatro judeus. Hoje, muitos corações endurecidos poderão seguir o mesmo caminho, e serem salvos para a vida eterna. Cada um que conhece a verdade, faça a sua parte dando o seu testemunho!

Professor Sikberto R. Marks

Escrito entre: 16/09/2004 a 22/09/2004

Revisado em 23/09/2004

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