O Santuário Atacado

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Comentário ao estudo da lição

Verso para memorizar: “Sim, engrandeceu-se até ao Príncipe do exército; d’Ele tirou o sacrifício diário e o lugar do Seu santuário foi deitado abaixo” (Dan. 8:11).

1. Introdução – santo sábado, dia do Senhor

No sonho dado a Nabucodonosor, DEUS revelou o futuro por meio de uma majestosa estátua metálica, mas com pés frágeis. A estátua e seus metais nobres era para um orgulhoso soberano uma linguagem que ele conseguiria entender bem. Mas, para o humilde profeta, DEUS, em Daniel 7 e 8, revela o futuro por meio de animais que lutam entre si, e que se destroem mutuamente, e aprofunda a seqüências dos conflitos com o final juízo de DEUS e o estabelecimento de um Reino eterno nesse planeta.

Nessa semana estudaremos sobre o importantíssimo período de quase treze séculos de supremacia do sistema papal contra os verdadeiros adoradores a DEUS. Foi feito tudo o que cabia para eliminar a adoração a DEUS, mas o nefasto objetivo, pela ação providencial do poder de DEUS, não foi atingido. Foram 1260 anos de severa perseguição, um tempo tão longo que não pode ser comparado com outra época de igual ou superior duração, mas com liberdade de culto. satanás teve muito tempo para se revelar, assim também os que a ele se aliaram. Como introdução, vejamos os conceitos relacionados ao verso para memorizar:

Engrandeceu-se até ao Príncipe dos exércitos” – ou seja, buscou tornar-se igual a DEUS (Isa. 14:14), fazendo-se, na Terra, equivalente a DEUS, na pessoa do papa. Tornou-se um deus na Terra em lugar do verdadeiro DEUS, a ponto de decretar para si mesmo o dogma da “infalibilidade”, em 1870, como se de fato fosse DEUS. O Príncipe do exército aqui é o Rei dos reis, o Senhor dos exércitos, JESUS CRISTO, O Salvador. O exército é o Seu povo, que Ele dirige aqui na Terra, e esse é o Seu exército para proclamar a verdadeira adoração entre as pessoas do mundo.

D’Ele tirou o sacrifício diário (costumado, ou, costumeiro)” – isto é, substituiu, na Terra, a atividade de CRISTO como Sumo Sacerdote no santuário celeste, ou seja, transferiu ao conceito de um outro tipo de culto estranho e paganizado, a atividade que o Salvador realiza no santuário celeste. Transferiu para a missa na Terra, onde homens perdoam pecados em lugar do Salvador no Céu, mandam rezar Ave Marias, pagar somas em dinheiro, fazer penitências, e onde também se repetem os sacrifícios de JESUS (já abolidos), mas sem nenhum derramamento de sangue, fazendo isto muitas vezes (não só uma vez como estava profetizado) no momento que se chama eucaristia, em que ocorre, por um conceito não bíblico da transubstanciação a transformação literal do pão na carne de JESUS e do vinho no sangue de JESUS. A Igreja Católica substituiu a intercessão de JESUS, como Salvador, pelo confissão auricular no confessionário, em que um padre está colocado em lugar do Salvador – por isso não pode haver sangue, pois os padres não morreram nem morrem por quem quer que seja. A igreja medieval substituiu JESUS, O Salvador, por Maria como intercessora, a quem todos os fiéis, enganados, recorrem, como co-redentora, dando a entender que a autoridade da mãe é superior a do Filho. Ora, Maria espera ser chamada por JESUS na manhã da ressurreição.

O lugar do seu santuário foi deitado abaixo” – significa que esse poder anularia todo o procedimento de JESUS no santuário celeste, substituindo-o por outros procedimentos na Terra, como anteriormente explicado. Perceba bem, o sistema satânico jamais conseguiu entrar no Céu e interferir ali, ele não conseguiu interferir nas atividades do santuário celeste, mas, na Terra, elaborou um sistema alternativo, e fez o povo esquecer aquela intercessão celeste de JESUS. O sistema pagão alternativo introduzido na igreja cristã nos primeiros séculos após a morte dos apóstolos originou um cristianismo que na verdade é paganismo. Rejeita a própria Palavra de DEUS, que tornou sem valor ao substituí-la pela filosofia grega de Platão, Aristóteles e de Sócrates. O resultado disso é a negação velada de JESUS como Salvador, substituindo-O por inúmeros santos, todos mortos, por Maria, e por padres, e em especial, pelo papa, este sendo proclamado como se fosse DEUS na Terra, em lugar do próprio DEUS. Dessa maneira, aos que aceitam tal ritual, para o seu alcance, foi derrubado todo o sistema de intercessão que hora acontece no Céu, pelo Sumo Sacerdote O Salvador e Senhor JESUS CRISTO. O sistema alternativo foi posto em lugar do verdadeiro ato de intercessão, fazendo o povo esquecer essa verdadeira intercessão. Os fieis católicos acreditam num sistema de salvação que não existe, que é um grande engano. Eles já estão sendo chamados para saírem dessa babilônia de enganos, e assim não perderem a vida eterna. Assim também já estão sendo chamados para o culto bíblico todos os demais adoradores de igrejas que negam partes do que se acha escrito na Bíblia. Para saber o que é verdadeiro, basta deixar de ouvir tanto os padres e ler um pouco mais a Bíblia, que é a Palavra de DEUS, infinitamente superior ao que diz qualquer homem, pois é como DEUS falando. Nela não pode haver engano.

2.Primeiro dia: A profanação do santuário terrestre (Ezeq. 5:11)

Qual é o ponto focal do plano da salvação? Por ventura não é a morte em lugar dos que morrem? Não é a morte de um santo em lugar da morte de pecadores? E, como está escrito, não uma morte de qualquer maneira, não uma morte natural, não uma morte acidental, mas uma morte com derramamento de sangue. Por que deve haver sangue na morte pelos que morrem? É porque essa é uma morte de deposição da vida do Criador pela vida de criaturas, e é no sangue que está a vida, é pelo sangue que a vida flui por todo o corpo. Isso não é simbólico, é real, deveria haver derramamento de sangue inocente, o sangue da vida de um justo, porque sem sangue não há remissão de pecados. O ponto focal do plano da redenção é o derramamento do sangue de JESUS por nós, para que pudéssemos ter a chance da vida eterna. Esse ensinamento já vinha sendo feito desde o primeiro cordeiro, esse sim, simbólico, morto lá no jardim do Éden, para agasalhar o casal. Entrou o pecado, já foi necessário derramar sangue para que a vida pudesse continuar com certa decência. O centro do plano da salvação foi o derramamento do sangue de JESUS, o Filho de DEUS, Seu sangue inocente. Isso deveria ser feito uma única vez, pois sua eficácia seria absoluta, completa, sem nenhuma necessidade de repetições. É isso que aprendemos dos escritos do Antigo Testamento, como nas passagens de Levíticos 4:1-7 e 27 a 31.

O ritual estabelecido no santuário terrestre centrava-se no derramamento de sangue de animais. Era um ritual simbólico e ilustrativo, para ensinar sobre o verdadeiro sacrifício que ocorreria no Filho de DEUS, que por essa via Se tornaria no Salvador. O ritual cerimonial era sagrado, nada podia ser nele modificado, pois era o plano de DEUS, não do homem, para salvar o homem. Uma vez sendo assim, nenhum “fogo estranho”, isso significa, nenhuma alteração poderia ser efetuada naquele ritual, sob pena de total desaprovação por parte de DEUS, e de se tornar completamente nulo, como é o ritual da missa. Repetimos, o plano de salvação foi elaborado por DEUS, e nenhum ser humano, sob nenhum pretexto pode modifica-lo. Qualquer modificação é gravíssima profanação desse ritual e do respectivo santuário.

Além dessa possibilidade de profanação, a que ainda nos referiremos, havia também outras profanações. Inimigos atacavam o santuário de DEUS, destruindo-o, os filhos de DEUS muitas vezes introduziam ídolos no santuário, com outros tipos de rituais não elaborados por DEUS. Eram rituais estranhos diante de DEUS, pelo que Ele Se retirou do santuário. Também o próprio povo de DEUS profanava o sábado, os ditos “Meus sábados”, que tornou-se o centro da adoração, afinal, o sábado é o elo de ligação entre o Criador e as criaturas.

Havia também a profanação do santuário já prevista, para o que ele foi construído, uma espécie de contaminação e não exatamente de profanação. Essa era aceitável por DEUS, mas, mesmo assim, dela o santuário anualmente deveria ser purificado. Era a contaminação por causa dos pecados que o povo confessava e que contaminavam o santuário, ou seja, a casa de DEUS. Outra forma de contaminação era o contato de pessoas que se haviam contaminado, elas não deveriam participar de cerimoniais enquanto estivessem nessas condições. A contaminação pelos pecados estava prevista e sua purificação também. Essa contaminação vinha porque os filhos de DEUS tornaram-se pecadores, e seus pecados sujavam a pureza da casa de DEUS. Essa sujeira espiritual ali era acumulada durante o ano, para só ser limpa no dia da expiação. Isso tudo era simbólico, mas, no santuário celeste, ali é que ocorre a verdadeira contaminação pelos nossos pecados confessados. Eles são ali registrados nos livros celestes, e estão, vergonhosamente diante do trono de DEUS. Pelo serviço de JESUS, desde 1844, esses pecados estão sendo analisados para ver se deles houve arrependimento, e, em caso positivo, são apagados, e nesse caso, o santuário foi purificado, ou seja, já não existem mais os registros de pecados relacionados àquela pessoa. Nessa semana ainda estudaremos sobre a profanação do santuário celeste. Houve um ataque àquele santuário por parte do inimigo, e resultou na separação entre os adoradores e O Salvador.

Interessante, a contaminação por meio de pecados só ocorre por parte dos que se aliaram a JESUS, e isso acontece no momento de um pecado ser confessado, então ele precisa ser limpo no santuário, o sangue de JESUS precisa ser utilizado (trata-se daquele sangue derramado na cruz, no santuário celeste não se derrama outra vez sangue). Por sua vez, os pecados daqueles que nunca pertenceram ao povo de DEUS, estes não contaminam o santuário, como também não contaminavam o terrestre. Ou seja, essas pessoas nunca pertenceram à família de DEUS, portanto, o que fazem, mesmo que vai sendo registrado nos livros, não é considerado contaminação, ou, não é considerado vergonha para o puro DEUS, pois estes são pessoas tidas como filhos do demônio. Por sua opção, os pecados desses não é problema para CRISTO resolver. Eles já estão julgados, e serão eliminados, com relação a eles não precisa haver descontaminação do santuário celeste.

3. Segunda-feira: A visão do carneiro e do bode (Dan. 8:1-8, 20-22)

Satanás, como insistimos em afirmar, e como a história é farta em relatar, sempre desejou ter seu império universal. Ele nunca o conseguiu, ou seja, mesmo que por vezes tenha dominado as nações do mundo, sempre houve um grupo que pertencia a outro Reino, o de DEUS. Em Babilônia ele tentou estabelecer seu poderio sobre a terra toda, mas esse império passou para duas nações, os Medos e os Persas. Per esse poder, ele tentou dominar as nações, mas DEUS reverteu o poderio desse império em ordens para a reconstrução do templo e de Jerusalém. Então esse império passou para a Grécia, que se dividiu em quatro impérios menores. Ou seja, satanás estava vendo o seu poder sendo fragmentado em pedaços cada vez menores, pelo poder de DEUS. Então veio Roma, que durou bom tempo, mas se fragmentou inicialmente em dez pequenos reinos, hoje são muito mais que esse número. Do meio desses dez, sucedendo o Império Romano, satanás perverteu a igreja de CRISTO, e formou um império moral, de dominação das mentes das pessoas, que impunha um ritual de culto pagão, e o fazia pela força. Mas esse império também foi fragmentado em inúmeras igrejas que passaram a combater e fazer guerra contra a chamada igreja mãe. Agora, satanás tenta reunir os cacos do que resultou essa fragmentação. O esforço por reunificar seu império moral chama-se “ecumenismo”, e tem por objetivo formar um poder moral global, na fachada, para salvar o planeta do terror e da violência, mas na essência, tem por objetivo retornar à Idade Media e impor a sua forma de adoração, principalmente a santificação do domingo e impor o ritual da eucaristia.

Esses sucessos foram previstos profeticamente em várias ocasiões, ou seja, são profecias dadas, uma vez (Dan. 2), confirmada (Dan. 7), e re-confirmada (Dan. 8). E em Apocalipse há referências a essas profecias e há aplicações mais detalhadas (Apoc. 13, 17 e 18). Assim o carneiro de Dan. 8 é a Média e a Pérsia; o bode e seu grande corno é a Grécia no seu primeiro rei, Alexandre e os quatro cornos menores que seguiram após o grande ser arrancado, a divisão de seu reino aos seus quatro generais. Depois desses chifres, surgiu um chifre pequeno, mas esse é motivo de estudo para o dia de amanhã.

4. Terça-feira: O surgimento do chifre pequeno

O surgimento do Império Romano é uma construção histórica de tentativas de dominar o mundo, por parte de satanás. Isso ele tentou pelo Império Babilônico (Por esse império tentou duas vezes), depois pelo Império Medo-Persa, depois pelo Império Grego. Então veio a ponta pequena do Império Romano. É importante contextualizar o seu surgimento.

Em primeiro lugar, ao longo dos impérios anteriores, satanás foi formando seu paganismo, um sistema de adoração politeísta especialmente dirigido aos astros, em que crêem na imortalidade da alma. O berço desse paganismo, depois do dilúvio, porque já houve idolatria antes do dilúvio, é o primeiro Império Babilônico do poderoso guerreiro e caçador Ninrod. Em adição ao paganismo Medo-Persa, o sistema de adoração espalhou-se pelo planeta, a todas as nações e povos, atingindo mais tarde inclusive a Israel. Mas era um sistema pouco organizado. Foram os gregos, por meio dos filósofos que deram ao paganismo uma aparência de algo sistematizado. Eles criaram teorias para explicar de forma convincente sobre os deuses, sobre a imortalidade da alma, sobre muitos assuntos relativos à adoração. Então veio o Império Grego, e ele deixou, pela força de sua cultura de filósofos, uma impressão pagã muito forte na Europa, mas, também na Ásia e África.

O paganismo grego dominou o paganismo romano, e formou-se o paganismo greco-romano, um berço para receber de forma cética a vinda do Senhor JESUS CRISTO pela primeira vez. Então, após a morte de todos os apóstolos, os líderes cristãos recorreram ao paganismo grego para introduzi-lo no cristianismo, isso aconteceu entre os anos 150 dC e 750 dC, período de tempo chamado Patrística. Essa é, em resumo, a história do surgimento da ponta pequena.

Repetindo, do curto Império Grego de Alexandre surgiram quatro impérios menores. Após eles, de outro lugar do mundo, isto é, de um ponto cardeal diferente do domínio Grego, ou seja, da Europa, em Roma, surge um império inicialmente discreto, o Império Romano. Ele cresce pela força da sua violência, e, de conquista em conquista, domina o mundo civilizado daqueles tempos. Há de se notar o deslocamento das sedes dos impérios ao longo das civilizações: iniciam-se na Mesopotâmia, com o primeiro Império babilônico e dos Sumérios, continua ali com o Império Assírio, continua ali com o segundo Império Babilônico, e ainda ali com o Império Medo-Persa. Ora, esse era, naqueles tempos, o palco do conflito entre os dois sistemas de adoração, o berço da civilização. Interessante é notar que esses impérios estendiam seu poder sobre a Palestina, local onde se encontrava a sede da adoração a DEUS, a cidade de Jerusalém. Então, com o Império Grego de Alexandre, a sede se desloca para bem outro lugar do planeta, para as ilhas gregas, onde já se formava, pelos poderes da filosofia grega, um sistema de adoração pagã bem organizado. Da Grécia, dessa vez em um lugar bem diferente do planeta, isto é, na península italiana, satanás suscita outra sede para seu império, sua nova tentativa de dominação global. Daquele lugar, ele, satanás, poderia coordenar com facilidade o paganismo grego, o egípcio e o romano. Ele agora estava consolidando seu sistema de adoração, e o fazia não muito antes da primeira vinda de CRISTO a Terra. O jogo de satanás era chegar antes de JESUS, aprontar seu sistema de adoração antes que JESUS aqui fundasse Sua igreja, e foi o que fez. Portanto, reuniu o sistema babilônico de adoração por meio dos filósofos gregos e tentou criar uma nova capital mundial (Babilônia já havia sido destruída) para ser sua sede de dominação global. Ele, satanás, estava trabalhando para criar um sistema político poderoso aliado a um sistema místico de adoração. Formava-se, lentamente, a ponta pequena do Império Romano pagão, mas também, paralelamente, a ponta pequena do império religioso católico apostólico romano, que sucederia aquele império secular pagão. Veja que essa ponta pequena formou-se em um outro ponto cardeal que as sedes anteriores, que como escrevemos, inicialmente fora na Mosopotâmia, o berço da civilização, depois na Grécia, e agora em Roma. A estratégia caminhava rumo a tentativa de dominação global do sistema de adoração, por isso aquelas manobras de surgimento do paganismo, seus deslocamentos de sede, sua disseminação pelas nações, sua estruturação imperial e, agora, cada vez mais, sua imposição pela força das armas. Mas, faltava ainda algo, muito importante: entregar às mãos de um poder terrestre místico os poderes seculares. Faltava a satanás entregar a um homem o poder de dominar as nações, e dominar tudo, em seu nome.

5. Quarta-feira: A atividade do chifre pequeno

As atividades típicas do chofre pequeno foram sendo ensaiadas ao longo dos impérios anteriores, em especial, pelo Império Romano. A estratégia da atividade desse chifre (poder político) foi, ao longo dos séculos, o seguinte: dominar os povos pelo braço do poder político militar usando de misticismo para impor respeito e medo. Os imperadores pagãos sempre se fizeram parecer como deuses, e assim, valendo-se da ignorância do povo influenciado pelo misticismo, dominavam esse povo com opressão. Mas no Império Romano as coisas começaram a mudar gradativamente, de forma pouco perceptível aos desatentos. Os imperadores romanos criaram títulos para si mesmos, como César, Augusto, Sumo Pontífice. Eles, tal como todos os imperadores anteriores, dominavam fazendo-se passar como se fossem deuses.

Mas, quando o Império Romano, lá pelo século IV dC começou a ruir em meio a imoralidade, corrupção, pelos ataques dos bárbaros, Constantino se deslocou para a cidade de Bisâncio (Turquia), cujo nome trocou para Constantinopla, para ali estabelecer uma outra capital para o império. Então o Império Romano passou a ter duas capitais, e Constantino ora estava em Constantinopla, ora em Roma, ou seja, havia tempos em que em Roma o bispo local podia ensaiar-se como autoridade imperial, na ausência do imperador. E foi o que fez, ou o que fizeram os bispos, que logo se tornariam papas, ou seja, bispo geral. Dessa forma, o imperador romano abriu espaço para que o bispo de Roma adquirisse poder, num primeiro momento, sobre os outros bispos, e num segundo momento, sobre os próprios imperadores (Idade Média). Era isso que satanás queria, e que tinha planejado: dar poder ao bispo de Roma, poder à besta, para dominar sobre tudo aqui na Terra (ver Apoc. 13:2). O dragão, por essa estratégia estava dando seu poder, seu trono e sua autoridade à besta, que estava sendo preparada para dominar sobre a Terra. Mas DEUS limitou esse domínio a 1.260 anos, e o anunciou antes, bem antes.

Assim que se estabeleceu o sistema da Igreja Católica Apostólica Romana, em meio à desagregação do Império Romano Ocidental, o bispo de Roma herdou o sistema político de dominação romano, seu trono, sua coroa e seus títulos, bem como seu poderio, a autoridade. Não havia mais imperador em Roma, mas havia um poderoso bispo, já a essa altura chamado papa, isso por volta do século V. Então, na realidade, o Império Romano pagão foi sucedido pelo Império Romano moral. (O prof. Sikberto, em suas leituras, costuma fazer sínteses. Se desejar uma sobre a formação do poder do catolicismo, peça “Ascensão do poder do clero e do papado”, vai receber pela internet.)

Ora, essa era precisamente a estratégia de satanás, dominar o mundo por poderes místicos, que impusessem com força militar, um sistema de adoração a ele mesmo. Essa é a história, de forma resumida, do desenvolvimento da ponta pequena.

Assim, não é de admirar que ela agisse como agiu: voltou-se contra JESUS (o Príncipe do exército – povo de DEUS); trocou o serviço diário do salvador no Céu por um aqui na Terra, a missa e a eucaristia e derrubou o lugar do santuário de CRISTO, ou seja, derrubou a igreja de CRISTO na Terra substituindo-a por outra igreja. Mas nunca conseguiu, por completo, eliminar a igreja de CRISTO.

Esse poder, com sede em Roma, hoje a Cúria romana e o seu papa, se engrandeceu acima dos sacerdotes e depois acima dos reis da Terra, que passaram lhe beijar os pés; com seus olhos no chifre, o sistema estabeleceu uma vigilância global, por meio das ordens religiosas, núncios, jesuítas, vigários, confessionários, sabia tudo o que os homens faziam. Falava arrogantemente, tomou os títulos dos antigos imperadores pagãos romanos, criou para si mais títulos, como: Sua Santidade; Vigário do Filho de Deus; Nosso Senhor Deus, o papa; Rei do mundo; Rei dos reis e Senhor dos senhores. O papa foi designado Deus por Constantino. Arrogou a si mesmo a infalibilidade, presume a capacidade de perdoar pecados, como se fosse O Salvador e se arroga autoridade sobre os reis da terra, com poder para instituir e destituir reis. Foi o que fez durante a Idade Média do feudalismo. Não contente com isso, passou a perseguir fazendo guerra contra os santos, principalmente pela Inquisição, pela proibição da leitura da Bíblia, pelo confisco de terras, pela abolição dos direitos dos cidadãos que adoravam de forma diferente. Isso fará outra vez. Mas, ainda não contente, mudou também os tempos e até mesmo a Lei de DEUS, os Dez Mandamentos. Essa foi sua arrogância máxima, alterar o que O Legislador do Universo havia estabelecido, e que Ele já afirmara que nem mesmo que passem o Céu e a Terra, na Lei não se mudaria nem um “j” ou um “til”. O domínio desse poder se estendeu por 1.260 anos, de 538 a 1798, e retornará por pouco tempo.

Hoje, desde 22/10/1844 o tribunal já está assentado e em atividade. Por enquanto, são julgados os da casa de DEUS, mas, depois da segunda vinda, esse sistema também será julgado, junto com os que a ele aderiram. Nesse julgamento o DEUS do Universo julgará todos os seus atos e conseqüências, a execução desse julgamento deverá ser algo terrível. Não quero participar dele…

6. Quinta-feira: O chifre pequeno e o diário (Dan. 8:11, 12, 24 e 25)

Esse é o ponto central da arrogância contra o Criador e contra o Salvador: arremeter contra o sacrifício diário. Hoje, e após o sacrifício do verdadeiro Cordeiro que tira os pecados do mundo, o ritual terrestre foi transferido para o santuário celeste. Lá não há mais derramamento de sangue, pois o Cordeiro já o fez aqui na Terra, na cruz. Mas lá há, diariamente, o ritual relacionado aos pedidos de perdão dos pecados, que a cada pouco nós fazemos, e quando nos arrependemos, nos voltamos àquele santuário, e em nome de JESUS, que morreu por nós, pedimos que sejamos perdoados. No Universo inteiro só há Um que nos pode perdoar, JESUS, o Salvador. E Ele agora está no santuário celestial, fazendo exatamente isto, intercedendo pelos nossos pedidos de perdão, assim como o sacerdote terrestre intercedia, figurativamente, pelos pedidos de perdão no santuário terrestre. É sempre bom lembrar que esse santuário terrestre era apenas simbólico, a realidade ocorre no Céu.

Pois foi esse ritual, o celeste, que o poder arrogante da ponta pequena conceitualmente invalidou. O fez na mente das pessoas e nas formas de culto. Como assim?

O poder da ponta pequena, em lugar do ritual do santuário celeste, instituiu outro ritual, espúrio, na Terra. É a missa com sua eucaristia. Ali se faz uma rústica imitação do que CRISTO faz no Céu, mas, sem eficácia alguma. Ali se perdoam os pecados, mas não é CRISTO quem o faz. Ali se transforma o pão na carne de CRISTO e o vinho em sangue, e se diz que isso é literal, mas CRISTO não está ali. Portanto, ali se representa outra vez o sacrifício de CRISTO, mas na intenção de impressionar as pessoas, amedrontá-las, e faze-las submissas pelo medo, não pelo amor a DEUS.

E o pior, nesse culto que é feito na Terra, as pessoas são enganadas pensando que DEUS está ali, e pensam que seus pecados foram perdoados, e que estão salvas. Na mente dessas pessoas há uma falsa segurança. Elas acostumam-se a serem enganadas, e com o tempo assumem um disposição de engano coletivo, e tornam-se escravas do engano, e assim precisam continuar sendo enganadas, desejam o engano, e nessa condição acreditam que estão praticando o verdadeiro culto a DEUS. Fica muito difícil, senão pelo poder do Espírito Santo, e ainda assim, só se as pessoas derem alguma abertura, de acorda-las de seu sono delicioso de engano.

Portanto, a intercessão diária, que agora se realiza no santuário celeste, foi dessa forma derrubado por esse culto que não existe na Bíblia, mas no catecismo não inspirado por nenhum profeta, onde se pratica solenemente a separação do adorador de seu Criador e de seu Salvador. Torna assim sem efeito nas mentes dessas pessoas o que CRISTO por elas estaria fazendo no santuário verdadeiro, onde Ele hoje está. Isso que é deitar por terra o lugar do santuário. Isso em parte é literal, é como anular o que JESUS faz no Céu (para quem se entrega a tal engano) e trazer esse procedimento de JESUS no Céu para aqui na Terra, e colocar em lugar do que JESUS faz, simples homens, que, embora também pecadores como qualquer um, em lugar de JESUS, perdoam pecados. Se o poder pudesse ir até o Céu, lá destruiria o santuário de DEUS. Mas não pode fazer isso, portanto, na Terra, com muita astúcia e sofisticada filosofia que poucos entendem, criou um ritual para substituir aquele santuário onde JESUS está. Esse procedimento precisa ser denunciado ao mundo inteiro, clara e diretamente, e muitos, percebendo a mentira, sairão de babilônia e assim salvarão suas vidas, porque então poderão ser verdadeiramente perdoadas pelo verdadeiro Salvador, Sacerdote e desde 1844, também Juiz.

7. Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Na parte da lição de sexta-feira do estudo sobre o ataque contra o santuário aparece uma pequena lista de citações retiradas do catecismo em que fica bem claro a determinação de, na mente das pessoas, retirar delas o conceito de que JESUS é o Salvador, e substituir pela igreja, assim como substituir o sacerdócio do Salvador pelos padres. Essa é uma listagem importante. Como aqui temos mais espaço, acrescentamos outras declarações para expandir o entendimento de afronta contra o Salvador, algo que se arrasta aqui na Terra desde o Éden.

Diz Hilário Franco, em seu livro: O Feudalismo, “Numa só palavra, monopolizando a comunicação com DEUS, o clero tornava-se o responsável por todos os homens.” (p. 22) “Com o cristianismo, por outro lado, o homem viu-se diante de um Deus distante e onipotente e de um demônio sempre presente e tentador.” (p. 27) “A prática da confissão individual, cada vez mais adotada a partir do século VIII, permitia ao clero penetrar profundamente na consciência de seus paroquianos e assim orientar seu pensamento e comportamento.” (p. 59)

Agora de Anita NOVINSKI.  A inquisição. Coleção “Tudo é história”, n° 49, São Paulo, Brasiliense, 1983. – “Em 1558 o medo da influência do protestantismo reforçou a censura e os responsáveis por textos proibidos recebiam a sentença de pena de morte ou confisco de todos seus bens. A leitura da Bíblia em linguagem corrente foi interditada durante séculos e diversos colonos brasileiros foram denunciados por possuí-la. O povo tinha de receber a mensagem do Evangelho através das interpretações do clero…” (p. 54) “As lavagens cerebrais aplicadas durante séculos surtiram efeito. …o Santo Ofício transformou a maior parte dos portugueses em autômatos sem opinião nem crítica.” (p. 55).

Do livro Igreja: entre norte e sul de Leonardo Boff, com trechos de Hans Küng: “Se os ‘devotos’ entenderem a cruz como uma desonra humana, cabe parcela não pequena de culpa aos pregadores oficiais da palavra. Quantos vexames se cometeram com a cruz! Por que se devia exibir a cruz para tudo nas igrejas? A gente acostumou-se aos poucos a ver a cruz não mais carregada como um fardo nas costas, mas como distintivo honorífico sobre o ventre, … e assim este símbolo central do Cristianismo, sinal de escândalo e de triunfo, tornou-se um gesto anódito e solene, ministrado em série pelos bispos. Com uma coisa, por exemplo, a gente não devia acostumar-se: que membros da hierarquia que gostam de identificar suas palavras com a palavra de Cristo e de Deus, apregoam a cruz como um ‘grande e funesto decreto divino’, o qual, a título de penitência e outros fins inconcebíveis, impõe aos homens ‘pesada carga’ e assim projetem em Deus e Jesus Cristo a ‘vontade de sofrer’. Por que e qual interesse? Para desta forma desacreditar valores modernos( padrão de vida, maioridade, mudança de estruturas, afirmação do mundo, retidão intelectual) e desacreditar a atuante aplicação destes valores na comunidade; para justificar nesse contexto o fardo de certas tradições eclesiásticas, como o celibato e outras. Considerando-as cruzes impostas pela vontade divina; para, em suma, lançar suspeitas de ‘esvaziamento da cruz’ sobre os opositores do governo autoritário e da Igreja…” (p. 78)

Sinal da cruz, gesto de puro ritualismo repetido magicamente. (p. 79)

A cruz pendurada na parede, da qual nada de prático resulta. (p. 79)

E a esperta indústria da devoção, que “expõe a cruz a uma comercialização barata?” (p. 79)

Outras citações: “O papa é o supremo juiz da lei na Terra. É o representante de Cristo, que é não somente um sacerdote para sempre, mas também rei dos reis e senhor dos senhores.” (Extraído de Civilitá Cattolica, de 18 de março de 1871, mencionado em Vatican Council, por Leonard Wooslay Bacon, edição da American Tract Society, pág. 220).  “O papa é coroado com uma coroa tríplice, como rei dos Céus e da Terra e das regiões inferiores.” – (Prompta Bibliotheca, Ferraris, vol. 6, pág. 26, art Papa).

“O papa é o Vigário de Cristo, ou a cabeça visível da igreja sobre a Terra. Os atributos do papa são os mesmos que os de Cristo. Este pode perdoar pecados, também o pode o papa. O papa é o único homem que se arroga o vicariato de Cristo. Sua pretensão não encontra oposição séria, e isso lhe estabelece a autoridade.” – (Ver. Jeremias Prendegasts, S.J. Syracusa. N. Y., em Post-Standard, de 14 de março de 1912).

“Ensinamos e expomos ser um dogma divinamente revelado, que quando o pontífice romano fala ex cathedra, isto é quando, no desempenho do ofício de pastor e doutor de toda a cristandade, em virtude de sua suprema autoridade apostólica expõe uma doutrina de fé ou de moral a ser seguida pela igreja universal, pela divina assistência a ele prometida na pessoa do bem-aventurado S. Pedro, se acha revestido daquela infabilidade que é da vontade do divino Redentor que Sua igreja possua para definir doutrina atinente à fé ou à moral; e que, portanto, tais definições do pontífice romano são imutáveis em si mesmas, e não dependentes da aprovação da igreja.” – (Petri Privilegium, em The Vatican Council and Its Definitions, por Henry Edward Manning, arcebispo de West-Minster (Católico, Romano), Londres, Longmans, Green & Cº, 1871, pág. 218).

“O Papa é de tão grande autoridade e poder que pode modificar, explicar ou interpretar mesmo as leis Divinas… O Papa pode modificar a Lei Divina, visto que o seu poder não é do homem mas sim de Deus…” (Prompta Biblioteca Vol. VI pp. 25-29).

São algumas citações, de milhares que existem, sobre o poder que a igreja de Roma exercia e exerce sobre os adoradores, e como afrontava o verdadeiro DEUS.

Na próxima semana estudaremos como esse poder também será julgado, e condenado. O seu dia está chegando.

Professor Sikberto R. Marks

Escrito entre: 19/10/2004 a 26/10/2004

Revisado em 27/10/2004

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