Surpresa na Festa

Clique AQUI para a Página-Raiz. Esse post é parte de um estudo maior.

Comentário ao estudo da lição

Verso para memorizar: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas” (Prov. 3:5 e 6)

1. Introdução – santo sábado, dia do Senhor

Abordemos hoje dois aspectos para introdução a essa lição: o verso para memorizar e as festas dos grandes reis antigos. O verso, em sua sabedoria, mostra-nos o caminho da vitória como o da derrota. Exorta a confiar no Senhor, não em nós mesmos. Isso é lógico, o Senhor tem conhecimento e capacidades infinitas, nós, além de sermos finitos, ainda somos sujeitos a falhas. Como então podemos cuidar do planejamento de nosso futuro, estando nessas condições? DEUS está a nossa disposição, Ele nos ama, e com Sua incomensurável capacidade está desejoso em orientar nosso caminho pela vida. Ele é capaz de nos fazer passar pelo melhor lugar, e iremos sempre em direção da vida eterna. É isso que Ele quer fazer por nós. Sendo assim, então por que não confiar no Senhor e continuar tentando por nós mesmos obter a vitória da vida?

Sobre as festas dos reis, também uma palavra. As autoridades de todos os tempos, não só as antigas, gostam de “aparecer” perante os homens. Gostam de mostrar o seu poderio, sua capacidade e riquezas. Uma forma de fazer isto é por meio de festas, grandes festas. Aliás, não só os grandes agem assim, quase todos tem esse ponto fraco. Ainda há alguns dias atrás, numa família quase carente, foi feita uma festinha a uma menina de 15 anos, algo digno da atenção das pessoas. Ali foi gasta uma boa soma em dinheiro, para alguns momentos, com pompa desnecessária. Era para marcar a data com o máximo que a família conseguiu com sacrifício, para ao menos chegar mais perto das grandes festas que os mais poderosos podem fazer.

Se nem ao menos os pequenos escapam da tentação de ostentar, o que esperar dos grandes. Se atentarmos para os dias de hoje, as festas não são longas como as dos tempos antigos, mas são caríssimas e fartas de pomposidade, onde se mostra o gasto de muito dinheiro. A simplicidade é privilégio de poucos, é coisa rara em nossos dias.

Pois o neto do rei Nabucodonosor, a quem chama carinhosamente de pai, deu uma festa nem assim tão grande, pois eram mil os convidados, e a festa era de poucos dias. Mas o que diferenciou essa festa foi a arrogância mística do rei. Ele decidiu fazer uma gozação contra o DEUS do Universo, que ele conhecia porque, como futuro rei, devia ter estudado, e muito bem, a história do império que herdava de seus antepassados. Sabia que Nabucodonosor lutara contra DEUS, perdera diversas vezes até que se entregou por completo a DEUS. Sabia que o reino não era eterno, e que passaria a outros. Mas, decidiu arrogantemente desafiar ao DEUS que seu avô já ousara desafiar, arriscando perder o reino, pois, conscientemente, cometia os mesmos desacatos de seu avô. O herdeiro do grande império de satanás para dominar o mundo todo caiu na armadilha da segurança e da confiança em seu próprio poder, e achava que estava garantido como rei de Babilônia. Assim mandou, em atitude de deboche contra o DEUS dos judeus, trazer alguns dos vasos sagrados para deles beber vinho, e com seus grandes, rirem desse DEUS. No momento em que estavam fazendo isso, a mão de DEUS escreveu na parede o decreto divino de que o seu reino já estava passando às mãos de outro poder, por ordem do DEUS de quem Belsazar estava ridicularizando. Sem que soubesse, em sua alegria de poderoso zombador, o inimigo já estava trabalhando para entrar na cidade e tomar-lhe o poder e a vida. Estava a poucos minutos de perder tudo, e ainda assim, emitia suas imprecações contra quem cuidava da transição do poder já em andamento. Quanta ignorância!

2. Primeiro dia: A escrita na parede (Dan. 5:1-9)

A festa transcorria ruidosamente. Dentro do palácio, só alegria sem compromisso com a realidade, mas com o álcool. Um jovem rei, sem experiência de vida, esbaldava a sua loucura, intemperança, irresponsabilidade e principalmente leviandade. Seu pai, o verdadeiro rei de babilônia, Nabonido, há pouco perdera uma batalha decisiva para deter o imperador Ciro de avançar sobre Babilônia. As forças inimigas aproximavam-se rapidamente da capital do império babilônico. E o rei herdeiro fazendo festa – típica coisa de pessoa nova sem capacidade de percepção dos perigos da vida. E não faltaram aqueles aproveitadores, que só apreciam barulho para a ele se unirem na intemperança e idolatria.

Em meio a bebedeira, o rei ousou desafiar o DEUS que convertera seu avô Nabucodonosor. Mandou que trouxessem os vasos sagrados que tempos atrás pertenceram ao templo de Jerusalém, e que Nabucodonosor sempre respeitara, mesmo nos tempos em que se achava maior que DEUS. Belsasar em sua desvairada loucura, transformou a festa de glutonaria e bebedeira em uma espécie de ritual em homenagem aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra que havia no palácio. Ele confiava nesses deuses, e resolveu desafiar o verdadeiro DEUS, de quem sabia muitas coisas, bebendo com seus grandes e as mulheres daqueles vasos, brindando aos deuses pagãos. Fez isso justamente no momento em que mais deveria ter recorrido ao DEUS que tem poder, quando a crise se aproximava. Nesse momento rejeitou ostensivamente ao DEUS de seu avô, e se lançou aos deuses do paganismo. Fez portanto duas coisas, formalmente demonstrou sua entrega e confiança em deuses feitos por mãos humanas e afrontou o DEUS de verdade, que é Criador, e que pode dar autoridade e pode tira-la.

A festa transcorria em meio aos ruídos da música, altos risos, piadas imundas, demonstrações e atos de sensualidade, um processo de franca degeneração moral. Ainda era uma espécie de culto imoral às divindades da mitologia babilônica. O barulho da festa estava alto demais para permitir a ação de qualquer bom senso, essa não era a hora para alguma reflexão e avaliação do que ali se passava. Todos queriam mais barulho, bebida, dança e a alegria do álcool no vinho.

Repentinamente, silenciosamente, aparece uma grande mão que se movimenta independentemente do que ali se passa. Logo todos vêem a mão que se aproxima da parede e, estendendo o dedo indicador, escreve. É o mesmo dedo que escreveu os Dez Mandamentos, agora estava escrevendo um decreto. É o dedo do DEUS de Quem estava zombando. Do grande barulho na sede do império de satanás, em instantes, o ambiente passa a um silêncio sepulcral. Nem ao menos uma palavra alguém ousa pronunciar. Todos dirigem seus olhares para os movimentos da mão e para as palavras que ela escrevia na parede. Era algo impressionante, e se espalhou um temor entre todos, principalmente no rei. Nele os ombros se soltaram, perdeu as forças, tremia de alto a baixo, batiam-lhes os joelhos um no outro, e a fala lhe desapareceu da garganta. Lentamente a mão escreveu quatro palavras incompreensíveis. Era tudo muito apavorante, e as consciências pelo que fizeram com os vasos retumbaram em repreensões íntimas. Parecia ser tarde, algo estranho e terrível parecia que estava por acontecer, e, aliás, já estava acontecendo do lado de fora dos muros, e até mesmo dentro dos muros. O rei Ciro com seus soldados já entrava na cidade, tendo desviado o curso do braço menor do riu Eufrates, e já se preparava para o assalto final.

O pavor estava em todos os rostos, e o rei sem poder pronunciar uma palavra. A escrita estava ali. A mão que escrevera desaparecera. Tentavam entender o que significava, mas era impossível. Longos minutos se passaram, e o rei só olhava para as palavras. Eram apenas quatro palavras, mas parecia terem um poder que não se poderia avaliar. Aos poucos, suado e tremendo, o rei se recupera. E, conseguindo falar, com dificuldade, dá em sussurros, uma ordem de perdedor: queria que os sábios interpretassem a mensagem que permanecia na parede. Mas o mistério se estendeu até que ali foi introduzido Daniel, o servo do DEUS do qual zombaram.

3. Segunda-feira: O conselho da rainha-mãe (Dan. 5:10-12)

A rainha-mãe era provavelmente a viúva de Nabucodonosor, pois ela conhecia detalhes a respeito de Daniel como quem deles tivesse participado intensamente, e demonstrou confiança nele como quem partilhasse da mesma fé. É de se esperar que a esposa de Nabucodonosor tomasse a mesma decisão de seu esposo. Quem sabe veremos, em breve, o casal de um dos mais famosos reis do passado, escalado por satanás para erradicar da terra os adoradores ao Criador, mas que se tornou um deles, juntamente com sua esposa. Terei um abraço também para eles, e a presença deles será motivo de emocionantes diálogos após a redenção.

A rainha-mãe não estava na festa, mas as concubinas do rei Belsazar sim. Também é de se crer que a idosa mulher se reservasse a não participar da orgia pagã após sua conversão. Mas ela entrou como uma poderosa autoridade de DEUS no momento da crise, e como verdadeira serva do Altíssimo, ousadamente desprezou os magos e encantadores e, não economizando elogios e virtuosidades a Daniel, anunciando-o como servo dos deuses santos (deuses santos, expressão comum em babilônia para se referir a DEUS acima dos deuses comuns), afirmando haver nele luz, inteligência e sabedoria dos deuses. Disse, recordando ousadamente, que Nabucodonosor o constituiu chefe sobre todos os sábios do império. Ela, com firmeza ordenou que Daniel fosse chamado pois garantia que ele daria a solução ao enigma.

Daniel foi chamado para se apresentar perante o rei. Ele já era um idoso homem, de porte nobre com a dignidade de quem serve ao DEUS Criador. Quando ele entrou, com seus brancos cabelos, todos os zombadores fitaram nele os olhos, na esperança de que dele viesse uma palavra de esperança de que aquelas inscrições não representavam o grave problema que parecia ser. O trecho que o homem de DEUS caminhou da porta da entrada do salão até perante o rei foi apreciado como o caminhar de um nobre, de um homem de outro planeta, de um homem poderoso, que merece respeito, sábio, naquele momento acima de todos os que ali estavam, acima inclusive do rei. Ali, embora apenas um homem, estava uma autoridade do Governo do Universo, um embaixador de DEUS. Naqueles momentos, Daniel era visto como um embaixador de um reino cujo Rei era o todo-poderoso Rei do Universo, o seu representante, alguém revestido de uma autoridade que merece cuidadosa deferência e obséquios de admiração: era um filho de DEUS!

4. Terça-feira: Sem desculpa (Dan. 5:13-24)

Belsazar conhecia a história de seu avô Nabucodonosor. Conhecia o que lhe aconteceu ao ficar por sete anos como um animal. Ainda assim, ele, conscientemente, decidiu adorar a deuses pagãos, de ouro, de prata de bronze, de ferro, de madeira e de pedra. Ele sabia o erro que assim cometia, Daniel mesmo referiu-se a essa situação, dizendo: “ainda que sabias de tudo isto” (Dan. 5:22). Talvez Belsazar não conhecesse a Daniel de perto, mas sabia de seu poder, dos feitos e tinha conhecimento do poder do DEUS de Daniel. Daniel mesmo disse ao rei, antes de lhe revelar a escritura, que ele, sabendo de tudo isso, que ele se levantara contra o Senhor do Céu (Dan. 5:23). Isso significa que o rei, tal como fizera Nabucodonosor várias vezes, também decidiu desafiar e ofender o Rei Criador que possuía todo o poder sobre todas as coisas. E o desafio dessa vez foi o de zombar de DEUS por meio do uso dos utensílios sagrados do templo de Jerusalém, utilizados para o culto verdadeiro, que DEUS tinha intenção de fazer retornar para a Sua cidade. Belsazar resolveu debochar de DEUS utilizando esses utensílios em sua festa pagã misturada com cerimonial aos deuses feitos por mãos de homens, e que nada valem. Portanto, Belsazar, bêbado, sem noção do que fazia, sem ter ouvido seu avô, desconsiderando os fatos reais a respeito da adoração falsa e verdadeira, enfrentou o Criador, e arcou com as conseqüências. DEUS o avaliou, e o achou sem valor, para nada prestava, foi substituído por outro mais disposto a obedecer a DEUS.

5. Quarta-feira: Pesado e achado em falta (Dan. 5:25-29)

A escrita na parede, em aramaico, só as consoantes, não pôde ser lida pelos sábios de Belsazar. Mas Daniel, sem dificuldade as leu e deu a interpretação. De um tremendo susto o rei agora passa para uma realidade patética sem possibilidade de retrocesso, avançara o sinal e agora já estava condenado por si mesmo, pelos seus atos, e a sentença já estava em andamento. O que estava ali escrito?

MN = MENE = CONTADO (uma contabilidade dos feitos na vida)

MN = MENE = CONTADO (repetição solene, é muito importante)

TQ = TEQUEL = PESADO (avaliado, julgado)

PERES (ou UFARSIN) = DIVIDIDO (condenação, perdendo o reino para outro, ou, para dois outros)

Da história percebemos um fato curioso, os reinos que se sucediam, dividiam-se cada vez mais, até se fragmentarem por completo. É o destino do governo de satanás, que degenera cada vez mais, se fragmenta gradativamente, até se tornar insustentável. Por exemplo, o Império Babilônico foi uno, com um imperador, mas passou para um império composto de dois povos, os Medos e os Persas, um mais forte, outro mais fraco. Esse império passou para o poder da Grécia, cuja unidade durou pouco para dividir-se em quatro após a morte de Alexandre. Da Grécia passou para o Império Romano cuja unidade durou alguns séculos, mas no tempo de Constantino começou a dividir-se em dois, uma capital em Roma e outra em Constantinopla. Mais tarde, fendeu-se em dois impérios. O ocidental capitulou em 476, fragmentando-se depois em pedaços bem pequenos no tempo de feudalismo. Nesse tempo havia impérios na Europa, mas eram os senhores feudais que detinham grande parte do poder sendo os impérios fracos por esse motivo, e também fracos porque o cristianismo proclamou sua independência política e passou a dominar o estado, aliado a ele apenas para o subjugar. O Império Romano Oriental terminou com a invasão dos turcos, em 1453, e também se fragmentou em nações menores. Até os dias de hoje tem prevalecida a fragmentação do que há muitos séculos fora o grande Império Babilônico. Esse é o “êxito” obtido por satanás, que iniciou com o grande projeto de Ninrode na construção de uma torre para ligar a terra aos deuses, vindo a confundir-se pelas línguas, que tentou dominar o mundo pelo Império Babilônico, mas que, fragmentando-se, torna-se cada vez mais frágil em suas estruturas organizacionais, sem unidade e sem uma força moral que assegure a unidade. No Reino de DEUS existe o princípio do amor a garantir a unidade, mas o que promove e garante a unidade no reino de satanás? Nele encontramos o ódio que promove a divisão e a degeneração.

Voltando ao assunto, o Império Babilônico, na pessoa do rei Belsazar, teve suas realizações contabilizadas, elas foram avaliadas e a conclusão foi de que nada valiam, tamanha a sua maldade. Belsazar tornou-se inútil à humanidade e inútil para DEUS, um estorvo para o governo do amor. Assim sendo, o reino foi tirado de Belsazar e foi entregue a outro rei, Dario, que encabeçava a união de dois povos, os Medos e os Persas. DEUS fez isso, ou seja, influenciou nos negócios dos seres humanos para que essa mudança ocorresse exatamente dessa forma. Ele o fez para o bem da humanidade, pois Babilônia já estava se tornando inconveniente do ponto de vista moral e religioso, precisava ser substituída por alguém mais atento às coisas do verdadeiro DEUS. E o que satanás pôde fazer para impedir? Nada!

6. Quinta-feira: A queda de Babilônia (Dan. 5:30 e 31)

Enquanto Belsazar bebia dos vasos sagrados, DEUS, que já sabia que ele faria isso, autorizou o exército dos Medos e dos Persas unidos a atacarem Babilônia. A condução da parte de DEUS foi tão eficiente que exatamente no mesmo tempo em que ocorria a festa de afronta a DEUS também o poder dos Medo-Persas faziam diques num dos braços do rio Eufrates, baixando a sua profundidade para que pudessem passar por ele homens andando. Assim eles passaram facilmente por baixo do largo muro que normalmente a água dificultaria em muito a passagem de homens, pois eles teriam que mergulhar por mais de dez metros com armas e tudo e aparecer do outro lado do muro, já dentro da cidade, para serem facilmente mortos assim que suas cabeças saíssem das águas. Mas aconteceu que os guardas da cidade também beberam, e estavam desatentos, e ninguém percebeu que um inimigo trabalhava do lado de fora dos gigantescos muros e os inutilizava por um ponto frágil, por onde passava parte do rio Eufrates. Centenas de trabalhadores foram colocando material para que a água do braço menor se desviasse para o braço maior do leito do rio, faziam isso possivelmente alguns quilômetros mais acima, no local da bifurcação (parte da cidade de Babilônia ficava numa ilha do rio), de modo que ninguém percebeu o que se passava, e também ninguém percebeu que a água estava baixando, pois, em festa, comiam e bebiam vinho. Em ostensiva afronta contra o Rei do Universo, as defesas de Babilônia se desfizeram diluídas em álcool exatamente por meio dessa afronta, e assim se fragilizaram, e abriram caminho para o inimigo os destruir em poucas horas, sem nenhuma resistência. Os poderosos muros para nada serviram, o inimigo entrou por uma brecha que jamais fora motivo de preocupação. Quem iria desconfiar que um exército entrasse pelo leito do rio?

Conforme podemos estudar no capítulo 51 de Jeremias, onde o profeta se refere à queda de Babilônia imperial de Belsazar, paralelamente, esta profecia serve para obtermos informações valiosas sobre a queda de babilônia mística, nesses nossos dias. A grande cidade imperial caiu por estar despreocupada com suas defesas, em meio a orgia de ofensa gravíssima contra o Rei do Universo, o DEUS Criador. Assim também cairá Babilônia mística, com sede em Roma, situada entre os mares, exatamente quando se aviltar ao máximo sua luxúria imoral (tanto imoralidade física quanto espiritual) como se ensoberbecer sua afronta contra o DEUS Criador, que merece ser adorado conforme Ele mesmo estabeleceu. Essa babilônia atual está, desde a metade do segundo século do cristianismo, promovendo a inserção de paganismo no cristianismo, mudou o decálogo, alterou o dia de descanso, estabeleceu novo horário para a observação da mudança de um dia para outro (do por de sol para a meia-noite), trocou em seu meio a intercessão de JESUS por meros sacerdotes também pecadores, e agora pretende trocar JESUS, no Céu, pela virgem Maria, proclamando-a como co-redentora! Como ato culminante, aliado a poderes civis, os EUA, vai impor por força de lei a observação do domingo como o dia do Senhor. Na assinatura desse decreto também estará assinando a sua queda definitiva, assim como na ordem dada por Belsazar para trazerem os vasos do templo para dele beberem vinho ele selou o fim de seu império. Assim como um remanescente dos fiéis adoradores, Daniel, anunciou a queda de Babilônia por decreto do Altíssimo na escritura na parede, assim também, por proclamação em alto clamor, o remanescente desses dias, proclamará a queda final de babilônia e num movimento global clamará a todos que saiam de babilônia mística para salvarem suas vidas. Muitos aceitarão.

Assim como a cidade imperial de Babilônia decaiu aos poucos, assim também babilônia mística vem decaindo aos poucos, desde por volta de 1844. Essa queda vem ocorrendo em razão da pregação da verdade bíblica, pelo que saem dela os verdadeiros adoradores desde aqueles tempos. A pregação da verdade revela os enganos de babilônia mística, e isso a fragiliza. Por isso, esse será o motivo do decreto dominical, uma vez que desde o ano 2000, ousada e diretamente os pregadores do advento vem anunciando mundo afora, com a coragem e a clareza que o Espírito Santo lhes dá, qual é a verdadeira adoração: “adorai ao Criador” (ver Apoc. 14 6 e 7), ou seja, aquele que fez e porque fez, e nos fez (Apoc. 4:11), e porque tudo fez, em seis dias, reservou o sétimo, dia na seqüência dos da criação, como dia santificado POR ELE, para que homens e mulheres nele descansassem das suas obras como delas DEUS descansou. Desde esse ano a igreja morna se aquece no poder do alto e anuncia a verdade como está na Bíblia, tal fato é bem visível. Os Dez Mandamentos nunca foram revogados por DEUS, senão por homens aliados a satanás, conforme previsto profeticamente (Dan. 7:25). Essa alteração ocorreu num período de tempo denominado Patrística, dispomos de uma síntese do que ocorreu na Patrística, muito importante para entender bem a ação do poder opositor à verdadeira adoração, e podemos enviar por e-mail aos que desejarem.

O paralelismo entre Babilônia imperial e babilônia mística está bem identificada na pergunta nove do estudo dessa semana, que para facilitar, resumimos a seguir:

  1. Jer. 51:13 – chegou o fim para a cidade que habita sobre muitas águas (águas são povos, mas também é o rio Eufrates), devido a tua avareza (espiritual do paganismo ostensivo contra DEUS e material, na luxúria de sua devassidão)
  2. Apoc. 14:8 – caiu, caiu a grande babilônia, assim como Babilônia imperial, que vinha recebendo avisos por Daniel por décadas, essa também vem perdendo fiéis por décadas, desde 1844, e chegará o dia da sua queda final, repentina, muito rápida; como naquele tempo foi pelo secamento literal do rio Eufrates, hoje, num secamento simbólico representando a perda do apoio de muitos fiéis que ainda a sustentam (povos são águas em profecia), que dela sairão para virem juntar-se como o povo de DEUS na adoração verdadeira.
  3. Jer. 51:45 – a ordem divina: sai do meio dela meu povo, salva cada um a sua vida do brasume da ira de DEUS.
  4. Apoc. 18:4 – sai dela povo meu (secamento do Eufrates simbólico), para não serdes cúmplices de seus pecados (pois sua destruição definitiva então será iminente, e todos que dela participarem após essa ordem, serão julgados e mortos com ela) – saindo o povo de DEUS de babilônia mística, de imediato ela será destruída (assim como na verdadeira igreja o joio deve ficar com o trigo até que tudo amadureça, assim também babilônia mística deve existir enquanto lá estiver parte do povo de DEUS, mas num dado momento, sai o joio (sacudidura) de entre o trigo e sai o povo de babilônia (sua queda), unem-se num só grupo, e JESUS vem busca-los).
  5. Jer. 51:60 a 64 – Jeremias envia a profecia por meio de Seraías a Babilônia, avisando-a de seu fim definitivo.
  1. Apoc. 17:1 – mostra o julgamento da grande meretriz (cidade onde se misturam doutrinas verdadeiras com as falsas, desde o tempo da Patrística, meados do segundo século) que se acha sentada sobre muitas águas (povos e também entre dois mares, conforme se situa Roma atualmente)
  2. Jer. 51:8 – a queda de Babilônia inicialmente gradativa (Nabonido estava em guerra tentando defender o seu império) de um momento para outro tornou-se repentina e ficou arruinada para sempre, hoje restam apenas algumas poucas ruínas no local
  1. Apoc. 18:21 a 24 – Assim como Seraías deveria jogar o livro da profecia contra Babilônia imperial simbolizando seu fim, assim um anjo joga uma grande pedra no mar, simbolizando o fim definitivo da grande cidade, que nunca mais será achada.

As profecias sobre o cenário do fim de babilônia já estão em desenvolvimento. Veja algumas delas:

Este evangelho já está sendo pregado diretamente a todas as nações, com diplomacia mas sem rodeios e sem palavras indiretas (como já escrevemos antes, mais ou menos desde o ano 2000 – não utilizar esse ano para qualquer cálculo profético);

A crise financeira sobre a Igreja Católica se acentua, desde os primeiros anos da década de 90, e a debandada de fiéis começou em maior escala desde o ano 2002, quando veio a público a imoralidade de muitos de seus sacerdotes e de como era encoberta – com isso, acentuou-se a crise financeira, e cada ano amarga novo déficit;

A violência humana e tragédias climáticas, cenário para o decreto dominical, se acentuam agora a cada mês, favorecendo a desculpa para impor o domingo por força de lei;

A igreja do advento está deixando de ser morna para ser quente (poder do Espírito Santo já sendo derramado flagrantemente), e já ocorre uma sacudidura prévia com a saída de muitos adoradores superficiais, com o decreto, sairão todos os que insistem em serem como o joio, então a igreja conclui a obra em pouquíssimo tempo. Essa conclusão tem o poderoso nome de Alto Clamor, diante do qual sae o povo de DEUS que hoje ainda permanece em babilônia mística (sistema de igrejas que adora de modo diferente do da Bíblia, a Palavra de DEUS). Com a saída deles, a queda de babilônia mística torna-se repentina, e seu fim definitivo. Logo a seguir, JESUS volta, desse evento estamos muito próximos mesmo, embora muitos durmam sem perceber o que se passa bem diante deles.

7. Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

DEUS dera oportunidades a Nabucodonosor, e seu filho, Nabonido presenciou e viu tudo. Seu neto, de um tempo em diante da mesma forma. A ação de DEUS no Império Babilônico fora dão incisiva e direta que Nabonido e Besazar deveriam ter cuidado em aprender dessa ação, para não cometerem a burrice de repetir os mesmos erros de Nabucodonosor. No entanto não foi assim, mal o poder passa para Nabonido, e também para Besazar, que reinava na ausência de Nabonido que saía às guerras, os mesmos erros, e de modo mais acentuado, retornaram.

Como explicar isso? É bem simples. satanás era quem queria dominar aquele império, por meio dele queria dominar o mundo todo, e não deu tréguas no palácio, intensificando sua influência sobre os dois monarcas descendentes de Nabucodonosor. Assim que este morreu, seu filho e neto assumiram num certo acordo de poder, e também desprezaram a experiência de Nabucodonosor e suas decisões sobre adoração. Outra vez estavam aliados a satanás para tentar estabelecer uma ordem de adoração global ao demônio pelo poder imperial de Babilônia. satanás nunca desiste, e tentava retornar ao poder em Babilônia. Enquanto Nabonido se empenhava em mais guerras na defesa das conquistas, e era plano explicito de satanás por babilônia dominar o mundo todo, o filho garantia o retorno à adoração falsa no palácio do Império Babilônico. Parecia que desta vez satanás triunfaria. Daniel já estava velho a aposentado, o povo de DEUS sem pátria, acostumados ao exílio. Foi então que, depois de tantas demonstrações por parte de DEUS, o Rei do Universo viu claramente que com estes dois reis não adiantava mais trabalhar como fez com Nabucodonosor. Eles sabiam demais para outra vez se entregarem a satanás. Eles, principalmente Belsazar, estavam determinados a combater a DEUS e abrir as portas do império ao demônio; Babilônia seria a sede do império do mal. Para ratificar a decisão, resolveram, numa festa, debochar do DEUS verdadeiro. Foi então que DEUS lhes anunciou que já não valiam mais nada, que seus atos eram inúteis, que o comportamento do rei, desprezando a experiência de seu avô, resultara na sua completa inutilidade. Por tudo o que acontecera antes, já não tinham mais desculpas para continuarem a errar quanto a adoração, foram achados em falta, não serviam mais para nada, senão para a morte. O reino, que insistia persistir no mal, deveria passar a outro mais atento às cosias de DEUS, e ficar nas mãos deste enquanto se mantivesse ao menos atencioso ao Rei do Universo, que dá ou que tira o poder. Belsazar foi julgado e foi achado em falta, ele não atentou a tudo o que sabia ser o Rei a quem devia seu título e poder. Foi despedido de seu cargo e seu reino foi entregue a outro.

Por que isso acontece, das pessoas rejeitarem as mensagens de DEUS? Também é simples entender. Estamos em guerra, satanás de muitas maneiras influencia as pessoas. Ele promete muitas coisas boas para já, de imediato. DEUS promete a vida eterna após a segunda vinda de CRISTO, para muitos, só após a morte. A maciça maioria das pessoas quer o imediato, as glórias daqui e agora. É mais tentador. satanás sabe disso e se aproveita disso, e propagandeia riquezas já, diversão já, milagres já, poder já, honras já, tudo já. E isto sem necessidade de alguma necessidade de mudança no caráter, pode continuar sendo mau. Aliás, para obter os “já”, melhor é sendo mau. Então as pessoas preferem esse caminho largo, o do “tudo aqui e agora”. Assim rejeitam o infinito que vem um pouco mais tarde para gozar do finito já. satanás é tão esperto que aliou o “tudo aqui e agora” com o eterno, por uma fantástica mentira: a da imortalidade da alma. Nessa fórmula, o que ele promete, assim como no Éden, é “tudo aqui e agora” e a eternidade pela imortalidade da alma, esta que vai se purificando pelas reencarnações, até se tornar perfeita outra vez. Portanto, nada de esforço para permitir ser transformado pelo poder de DEUS, basta aproveitar a vida da forma como a acha mais gostosa, e depois da morte, a alma vai de alguma forma parar no paraíso. É a mentira sedutora como a do conto do bilhete, em que tantos caem, e embora seja uma mentira tão batida, de tantos que já caíram nela, outros ainda continuam a ser enganados pela mesma velha mentira. Mas a mentira da salvação pelo caminho largo da fantasia do “tudo já, aqui e agora”, e com vida garantida de qualquer maneira pelo engodo da “imortalidade da alma” continua sendo sedutora, e muitos bebem dela por parecer mais atraente que as promessas de DEUS. É o caminho largo, onde todos os que nele passam serão finalmente achados em falta: eles sabiam o que era verdadeiro, mas preferiram a atraente sedução da mentira.

Professor Sikberto R. Marks

escrito entre: 23/09/2004 a 29/09/2004

revisado em 29/09/2004

Esse post foi publicado em Comentários de Sikberto R. Marks e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s