Livro Os Santos Pagãos – Deuses ontem, Santos Hoje

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Este livro permite reconhecer, de forma clara e profunda, o paralelismo existente entre os mais diversos deuses da antiguidade e os santos da Igreja Católica, a identidade entre os cultos pagãos e o culto católico mostrando que essa igreja constituiu um cristianismo falsificado, mistura de helenismo e judaísmo.

•   Como os antigos deuses conservaram sua imortalidade, reencarnando-se nos mártires dos circos romanos.
•   Quando a autoridade religiosa se apercebeu das premências da freguesia e lhe devolveu sua devoção às divindades ancestrais.
•   Quem foram alguns santos antes de ascender à Glória que lhes reservou o decaído catolicismo.
•   De onde surgiram os lugares sagrados que hoje são objeto das mais arraigadas tradições de nossos povos.
•   De que cultos ancestrais emanaram muitas das devoções que cobrem o universo cultural do mundo cristão.

No decorrer dos séculos, o número dos canonizados, pela Santa Sé Romana, até a atualidade, ultrapassa algumas centenas, mas o culto popular, faz o número chegar segundo Woodward, “cerca de 10.000 santos cristãos, cujo culto já foi identificado por historiadores da igreja (…)” (WOODWARD, 1992, p.17). E segundo o mesmo autor, “a obra mais completa sobre o assunto, o Bibliotecha sanctorum, tinha 18 volumes em 1989 e arrolava mais de 1.000 santos (…)”. (op. cit. p.51).

Segundo Solimeo, estes são alguns dos santos mártires relembrados por dias diversos do calendário católico: no mês de janeiro, São Pedro Tomás, São Marcelo I,  Sta. Prisca, São Sebastião; em fevereiro, São Brás, São João de Brito, Sta. Eulália, Sto. Onésimo. São Policarpo; em março, São Marco e Sto. Astério, Sta. Perpétua, Sta. Felicidade, Sto. Elogio, São Nicéforo, São Julião de Anabarzus, São Benjamin. Em abril, São Terêncio e 39 companheiros, São Vítor de Braga, Sto. Hermenegildo, São Crescêncio, Sto. Aniceto, Sto. Ardalião, Sto. Apolônio. São Sotero de Fidelis, São Jorge, São Marcos Evangelista; em maio, São Filipe e São Tiago, São Floriano, Sta. Flávia Domitila, São Vítor, São João Nepomuceno, São Matias; em junho, São Justino, São Carlos Lwanga e 21 companheiros, São Pedro e São Marcelino, São Bonifácio, Sta. Olívia, São Barnabé, São Vito, Sta. Julita e São Ciro; São Pelágio, Sto. Irineu; em julho, São Tomé, Sta. Maria Goretti, São Giuliano, Sta. Felicidade e sete filhos, São Frederico, Beato Inácio de Azevedo e 39 comanheiros, São Tiago Maior, São Pantaleão, Sta. Marta; em agosto, Sta. Afra, São Juliano Mariano e oito companheiros, São Lourenço, São Maximiliano Kolbe, Sto. Euplusio, São Bartolomeu, São Filipe e Sto. Adauto; em setembro, São João Gabriel, São Cornélio, São Cipriano, São Januário, São Sósio, São Próculo, São Festo, São Desidério, Sto. Eutiquio, Sto. Acúrcio, Sto. Agapeto, São Maurício e companheiros; São Lino, São Firmino, São Cosme e São Damião, São Venceslau; em outubro, São João Ogilvie, Sto. Evaristo, São Simão e São Judas Tadeu; em novembro, 5 santos escultores, São Teodoro, São Josafá Kuncewycz, São Serapião, São Romão, São Roque Gonzalez, Sto. Afonso Rodrigues Del Castillo, São Clemente, Sta. Cecília, Sto. André Dung  Lac e companheiros, Sta. Catarina de Alexandria, São Saturnino, Sto. André. Em dezembro, Sta. Bárbara, Sta. Leocádia, São Melquiades, Sta. Luzia, Sto. Estevão e São Tomás Becket (SOLIMEO, 1999).

Recorda o pesquisador Solimeo que há os santos patronos:

 

“São Francisco de Salles (padroeiro da juventude católica), São Pedro Damião (protetor contra as insônias e enxaquecas), São João de Deus (padroeiro dos enfermeiros e hospitais), São Domingos Sávio e São Luis Gonzaga (padroeiros da juventude católica), Santa Zita (padroeira das empregadas domésticas), São José (padroeiro dos operários), Santo Pascoal Bailão (padroeiro dos congressos eucarísticos), Santo Ivo (padroeiro dos advogados e juízes), Santa Rita de Cássia (padroeira das que sofrem com os maridos e das causas perdidas), São Raimundo Nonato (padroeiro das parturientes e parteiras), São Cosme e São Damião (protetores contra as doenças do corpo e da alma)”. (ob. cit., 1999).

 

 

Atienza acrescenta, “São Vito, protetor contra as convulsões, São Erasmo, cura as cólicas, sendo depois mudado para São Telmo, protetor dos navios e marinheiros, São Brás, protetor da laringe, amígdalas e combate à tosse”. (ob. cit., p.102). Enfim, o culto aos santos passa por um complexo processo de capilaridade social. Recebem orações, votos, testemunhos diários através de milhares de fiéis, e ainda se fazem presentes na forma de templos que lhes são dedicados, desde o tempo mais recuado.inclusive muitas igrejas que lhes são dedicadas, construídas sobre ruínas de templos pagãos.

No decorrer dos poucos séculos, passa o cristianismo a constituir lentamente um verdadeiro panteão a exemplo das religiões pagãs, onde há uma nítida semelhança entre os antigos deuses; o número de santificados por decisão papal, começa a aumentar de forma substancial; respondem orações e agem miraculosamente, não sendo raro, aparições, inclusive contemporâneas, como se davam com os deuses greco-latinos, como se pode observar em inúmeros exemplos, exemplarmente a Ilíada e a Odisséia…

A transposição entre deuses e santos, se fez de forma não tão lenta como se pode imaginar, uma vez que o culto aos santos martirizados com muitos elementos das culturas greco-latinas se fez presente na igreja ainda nos primeiros séculos. Como os deuses, os santos passam a alcançar todos os aspectos da vida ordinária; cuidam de elementos diários os mais simples e as semelhanças se acentuam. Assim se refere Afonso de Valdez, citado por Atienza,

“temos repartido entre nossos santos os trabalhos que tinham os deuses gentios. Em lugar de Marte, sucederam São Tiago e São Jorge; em lugar de Netuno, São Telmo; em lugar de Baco, São Martin; em lugar de Vênus, Madalena. As funções de Esculápio repartimos entre muitos: São Cosme e São Damião, se incumbem das enfermidades comuns; São Roque e São Sebastião, da pestilência”. (ob. cit. p. 12).

Fontes:

SOLIMEO, Plínio Maria. Hagiografia – Vida dos santos. Frente Universitária de Lepanto, Brasilia, 2008

ATIENZA, Juan G. Os Santos pagãos. Ícone editora: São Paulo, 1995.

Instituto Sapientia

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