O Tempo Final: Comunismo, Capitalismo e Catolicismo

Fonte: O Tempo Final

Não recordo quem foi, mas recentemente ouvi alguém dizer que nos últimos dois séculos, três poderes exerceram influência para dominar o mundo: o comunismo, o capitalismo ocidental e o catolicismo (dir-se-á que este já vem de muito antes; pois vem, mas como sabemos bem, foi “ferido de morte” (Apocalipse 13:3), perdeu o seu poderio global e tem, desde então, tentado recuperá-lo).
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É espantoso verificar que, é um dado adquirido, o comunismo falhou nessa tentativa – os únicos bastiões que hoje ainda restam são praticamente insignificantes à escala global, exceto a Coreia do Norte, devido à capacidade nuclear que desfruta. Até Cuba já começa a assimilar esse insucesso – lá, já se permitem telemóveis e internet livres e estão a estudar mais reformas (veja aqui).
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E quanto ao capitalismo ocidental (ou americano, se preferir)? Será que, depois de toda a crise provocada pela especulação financeira, não está mais do que evidente que o atual modelo económico não apenas é insustentável como sugere que o capitalismo em si, não é seguro nem fiável, e que, abrutamente pode degenerar em calamidade geral incontrolável?
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Agora pense comigo: qual o poder que sobra, no meio disto tudo? Qual a força que exige ser ouvida e instaurada como a solução para uma justa e reta governação mundial?
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Antes de responder, o que certamente já fez, acompanhe este raciocínio lógico: se o primeiro poder mencionado, o comunismo, foi derrubado com a preciosa ajuda do Vaticano, na pessoa do Papa João Paulo II, tal e qual já é reconhecido pela História, seria de espantar que o catolicismo também estivesse por detrás do derrube do atual sistema financeiro mundial, numa estratégia de controlo pela eliminação da concorrência? A mim, parece-me pacificamente certo que assim seja!
E tanto assim é que eles já têm uma proposta de solução! Ao analisarmos a encíclica ‘Caritas in Veritate‘ (já mencionada neste espaço), editada por Bento XVI em junho de 2009, vemos ali um tratado que aborda mais sobre economia do que sobre religião! Sob o manto de uma caridade estendida a toda a sociedade, este documento é quase um pré-programa de governo encapotado. Claro está, que a doutrina e teologia católicas são a base, o fundamento desta proposta, que sugere uma união em torno desses seus princípios!
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Vejamos este excerto: “numa sociedade em vias de globalização, o bem comum e o empenho em seu favor não podem deixar de assumir as dimensões da família humana inteira, ou seja, da comunidade dos povos e das nações, para dar forma de unidade e paz à cidade do homem e torná-la em certa medida antecipação que prefigura a cidade de Deus sem barreiras“.
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Viu bem? Não se dirige somente aos católicos, nem aos cristãos, mas a toda a família humana! E se tivéssemos dúvidas acerca da intervenção global, planetária que o Vaticano quer ter, bastava ver esta notícia, saída uma semana depois da publicação desta encíclica.
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Com o comunismo fora de cena e o capitalismo em vias de ir pelo mesmo caminho, assistimos, com outros contornos, à mesma estratégia que durante séculos vigorou na Europa, consubstanciada na eliminação do protestantismo como ameaça à ditadura católica.
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Eis o fundamento para este raciocínio: “a Igreja de Roma apresenta hoje ao mundo uma fronte serena, cobrindo de justificações o registro de suas horríveis crueldades. Vestiu-se com roupagens de aspecto cristão; não mudou, porém. Todos os princípios formulados pelo papado em épocas passadas, existem ainda hoje. As doutrinas inventadas nas tenebrosas eras ainda são mantidas. Ninguém se deve iludir. O papado que os protestantes hoje se acham tão prontos para honrar é o mesmo que governou o mundo nos dias da Reforma, quando homens de Deus se levantavam, com perigo de vida, a fim de denunciar sua iniqüidade. Possui o mesmo orgulho e arrogante presunção que dele fizeram senhor sobre reis e príncipes, e reclamaram as prerrogativas de Deus. Seu espírito não é menos cruel e despótico hoje do que quando arruinou a liberdade humana e matou os santos do Altíssimo” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 571).
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E poderão os governos mundiais aceitar um governo de índole religioso para solucionar os seus problemas? Pois digo que não hesitarão em fazê-lo: “uma época de grandes trevas intelectuais demonstrou-se favorável ao êxito do papado. Provar-se-á ainda que um tempo de grande luz intelectual é igualmente favorável a seu triunfo” (idem, p. 572/3).
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Daqui vem que, quanto pior estiver o estado da sociedade e do mundo em geral, mais facilmente se poderá ouvir e dar razão a uma voz que (supostamente) apresenta princípios e valores morais que regulem a ordem na sociedade de uma forma justa, coerente e respeitosa para com o tal ‘bem comum‘ (ouviremos esta expressão mais e mais!) da humanidade. (Escuso de repetir que estes valores e princípios existem; somente, são católicos, não bíblicos.)
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Eles, Vaticano, estão a preparar-se fortemente para a guerra! Nós é que estaremos acomodados… Diria mesmo, tragicamente acomodados.
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Que Deus nos ensine a acolher no coração esta profunda inspiração: “portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Efésios 5:15-17).
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