A Nova Interpretação de Daniel 11:40-45

tempo final

Na segunda metade do século XIX, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com sua interpretação historicista, revolucionou o entendimento das profecias bíblicas. A segunda fera de Apocalipse 13:11-17 era os EUA. O que parecia improvável, se tornou realidade. Os EUA se tornaram a nação mais forte do mundo e passou a aplicar sanções econômicas em nações (Irã, Coréia do Norte, Iraque e recentemente na Rússia). O mais espantoso é que a profecia prediz que os EUA aplicarão sanções econômicas em indivíduos (Apocalipse 13:14-15) e não só em nações como ocorre hoje em dia.

Bem, mas de todos os sucessos, um pareceu estranho desde o começo e se mostrou ultrapassado. É a interpretação oficial de Daniel 11:40-45. Essa interpretação diz que as guerras de Daniel 11:01-39 são literais, ou seja, o capítulo trata das disputas primeiro entre os reinos dos Ptolomeus e dos Selêucidas. Depois chega o Império Romano e o Papado com guerras reais contra o povo de Deus. Mas estranhamente quando chegamos no versículo 40 (e em diante) a interpretação deixa de ser LITERAL e se torna SIMBÓLICA! Israel ou a “Terra Gloriosa” (Dn 11:41), se torna simbolo de Igreja Adventista ou guardadores dos mandamentos de Deus. “Edom e Moabe” se tornam símbolos do “povo de Deus em Babilônia” que aceita a mensagem e escapam da destruição. “Egito” se torna símbolo dos ímpios que não escapam dos julgamentos. Ora, tudo isso é muito estranho! Ou o capítulo é todo literal ou todo simbólico. Não pode haver tal mudança de paradigma no meio do caminho! Isso não ocorre em Daniel 2 e 7 e nem em Apocalipse 13. Por que ocorreria em Daniel 11?

Tal não pode ocorrer! Se Daniel 11, versículos 1-39 são literais, os versículos 40-45 e inclusive Daniel capítulo 12 são também literais. Aliais é bom reafirmar que quando a Igreja explica Daniel 12 fala de Miguel se levantando em favor do seu povo de forma literal e fala de ressurreições ocorrendo de forma literal. Portanto não podemos esperar nada além da literalidade quando analisamos Daniel 11:40-45.

Os estudiosos que chamam o Rei do Norte de “Papado” estão corretos. E Isaac Newton que chama o “rei do Sul” de filhos de Ismael parece estar igualmente correto. Mas não podemos esquecer do braço militar do papado: os EUA. Portanto Daniel 11:40-45 descreve invasões americanas reais no oriente médio, sendo que na última de todas as invasões, nem o “Egito escapará” e nem a ”terra gloriosa”, ou seja, Israel. Entre marca da besta e perseguições, Daniel 11:40-45 descreve o tempo da última geração, onde o oriente médio é só sangue e os exércitos do norte “armarão as tendas do seu palácio entre o mar grande e o monte santo e glorioso; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”.

OBS: Essa visão de Daniel 11:40-45 é encontrada em blogs e sites adventistas particulares desde o advento da Internet e a defendemos desde 2003 (no extinto grupo da Microsoft: “Criacionistas”).

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