Mobilização adventista na Europa e Brasil auxilia refugiados

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Curso oferecido em alemão para refugiados na cidade de Braunau, na Áustria. Crédito: Adventist Review

A Igreja Adventista na Europa se mobiliza de diferentes formas para fazer a diferença na vida dessas pessoas que tentam reescrever suas histórias em países com diferentes culturas e idiomas.

Igor Mitrović, director da ADRA na Sérvia (agência humanitária mundial adventista), ajudou a abrir um centro de informações para refugiados na capital, Belgrado, no final de agosto. “Eles costumam dizer que as experiências ao longo do caminho, como abuso, extorsão de dinheiro, situações de quase-morte e desespero acabam sendo piores do que a destruição e as balas em casa”, comenta Mitrović.

Apoiadores da ADRA informaram, ainda, que enviaram mantimentos para refugiados que estão na Grécia, na Macedônia e na Sérvia. Pelo menos 2,5 toneladas de doações chegaram, por exemplo, até a Ilha de Lesbos, onde há vários tumultos por conta da chegada desenfreada de imigrantes. São doações de próprios membros adventistas e simpatizantes da causa que querem ajudar essas pessoas.

Inglaterra, Itália, Alemanha e Áustria

Na Inglaterra, o Colégio de Educação Superior Newbold, mantido pela Igreja Adventista, está enviando dois micro ônibus com membros voluntários para o porto francês de Calais, onde há milhares de pessoas acampando à espera de asilo no Reino Unido. Lá havaerá distribuição de pacotes de alimentos, roupa e água. O Colégio também promete colocar no ar uma página na Internet que possibilitará para as pessoas fazerem doações aos refugiados.

Na Alemanha, a ADRA trabalha com outros doze grupos para reunir dinheiro e doações em espécie a fim de ajudar refugiados. Na Itália, a agência humanitária da Igreja Adventista segue com a distribuição de alimentos, roupas e outros tipos de ajuda no porto de Palermo. Esse projeto, inclusive, já iniciou no ano passado quando a crise migratória ainda nem havia se tornado um problema de repercussão mundial.

Na Áustria, a Igreja Adventista de Mödling, localizada a 14 quilômetros ao sul de Viena, capital do país, ofrece, durante os últimos dois anos, aulas particulares para as crianças filos de imigrantes na localidade. Corinna Wagner, supervisora de comunicações e projetos da ADRA, afirma que “muitas crianças têm dificuldade para seguir os estudos por problemas de linguagem e seus pais não conseguem ajudá-los”.

Entenda a crise imigratória em gráficos clicando aqui.

Doações para refugiados podem ser feitas por meio desse site.

Refugiados no Brasil

Segundo dados do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), órgão ligado ao Ministério da Justiça, 2.077 sírios receberam asilo do governo brasileiro de 2011 até agosto deste ano. Trata-se da nacionalidade com mais refugiados reconhecidos no Brasil, à frente da angolana e da congolesa.

Uma pequena parte desses refugiados que conseguem atravesar o Oceano Atlântico e chegam em terras brasileiras também recebe atenção dos adventistas. O pastor Márcio Rocha Filipe explica que atualmente são atendidos 34 refugiados na Comunidade Árabe Aberta, localizada em São Paulo capital. 29 são sírios, quatro são egípcios e um é marroquino. Boa parte chega ao país somente com poucas malas, muitos filhos, quase nenhum dinheiro e muitos sonhos para reconstrução da vida. Fixam-se especialmente em bairros como o Brás e Pari e tentam voltar a uma vida normal.

Filipe comenta que a Comunidade Árabe, que é um projeto da Igreja Adventista para relacionamento com descendentes e simpatizantes dos costumes e tradição árabe, colabora com roupas, alimentos e até pagamento de aluguel de imóvel para algunas dessas famílias.

Um passo adiante, no entanto, foi dado para ajudar esses imigrantes. Os sírios e egípcios atendidos pelo projeto adventista no Brasil possuíam diferentes profissões em suas regiões de origen. Há, no grupo, engenheiros químicos, mestres na área de Farmácia, Direito, artistas plásticos e pessoas que possuíam estabelecimentos comerciais bem sucedidos no Oriente Médio. “Resolvemos, então, conseguir espaços onde eles podem voltar a ter uma atividade econômica sustentável para vender produtos e não depender apenas das doações”, comenta o pastor da Comunidade. Alguns refugiados estão sendo motivados, inclusive, a dar aulas de árabe e inglês para os brasileiros interessados.

Ao mesmo tempo, dois cursos de português são oferecidos para esse público. Um deles situado na própria Comunidade Árabe Aberta e outro em um local chamado Base Gênesis, centro de influência adventista inaugurado recentemente na Praça da Sé, em São Paulo.

Futuramente, conforme os planos da Comunidade Árabe, a ideia é que refugiados e mesmo outros imigrantes possam obter empréstimos em uma espécie de cooperativa de microcrédito. Será um impulso concreto para que essas pessoas não se tornem apenas dependentes de ajuda voluntária, mas enxerguem no Brasil uma possibilidade de voltar a ter uma vida financeiramente estável. [Equipe ASN, Felipe Lemos, com reportagens de Andrew McChesney e BBC Brasil]

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