O Culto de Imagens

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“Cerca do ano 300 da era cristã, introduziram-se imagens em algumas igrejas, somente como meio de instruir e adornar. No ano 736, Leão, imperador do Oriente, publicou um decreto, condenando estas práticas. Em 780, a imperatriz Irene introduziu a adoração das imagens na Igreja do Oriente; e em 787, o segundo concílio de Nicéia deu-lhe sanção” (John D. Davis, Dicionário da Bíblia, pág. 444).

A introdução do culto de imagens na igreja era destinada a facilitar a aproximação dos pagãos. “A fim de proporcionar aos conversos do paganismo uma substituição à adoração de ídolos, e promover assim sua aceitação nominal do cristianismo, foi gradualmente introduzida no culto cristão a adoração das imagens e relíquias” (O Grande Conflito, pág. 48).

Mas esta prática não se coadunava com o segundo mandamento da Lei de Deus, original, constante da Bíblia Sagrada, que reza: “Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma do que há em cima no Céu, e do que há embaixo na terra, nem do que há nas águas debaixo da terra. Não adorarás tais coisas, nem lhes prestarás culto; Eu sou o Senhor teu Deus, forte e zeloso, que vinga a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que Me odeiam; e que usa de misericórdia até mil (gerações) com aqueles que Me amam e guardam os Meus preceitos” (Êxodo 20:4-6, Versão Católica do Pe. Matos Soares).

A introdução do culto de imagens na igreja, em direta oposição ao expresso mandamento de Deus, foi uma das grandes façanhas de Satanás. Mas a sua obra neste sentido não estava completa. Enquanto continuasse o ensino da Lei original de Deus, conforme a Escritura Sagrada havia o perigo de o povo levantar-se contra o culto de imagens. Esforçou-se, portanto, para levar os homens a excluir da Lei o segundo mandamento. Seu êxito foi completo. Logo o referido preceito foi excluído, e, para que ficasse completo o número dos dez mandamentos, o décimo foi subdividido em dois. Compare-se a Lei de Deus, original, constante da Bíblia Sagrada com a Lei divina modificada pelos homens, constante dos catecismos das igrejas populares.

Vendo Satanás baldados todos os seus esforços por destruir a igreja pela fúria da perseguição, resolveu lançar mão de outro método, bem mais perigoso: a apostasia, ou seja, o desvio da doutrina original, constante da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Por um lado, como já dissemos, ia decaindo a disciplina, e, por outro lado, as verdades da Palavra de Deus iam sendo soterradas por uma avalanche de superstições e práticas pagãs. Os pagãos não se converteram realmente ao cristianismo, mas, em compensação, os cristãos se converteram ao paganismo. E Satanás atingiu assim seu alvo. Cumpriu-se, nesses funestos acontecimentos, o que o apóstolo Paulo havia predito antes de sua morte: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha à apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição; o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2 Tessalonicenses 2:3 e 4).

Por Julio Cesar

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